Não podemos exigir de Deus o que nós mesmos não fazemos. As pessoas exigem cumprimento das promessas de Deus em suas vidas, mas elas têm vivido de acordo com a vontade de Deus? Elas entregaram suas vidas à Deus? Elas têm obedecido? Há pessoas que cobram um relacionamento para Deus, mas elas mesmas não têm um relacionamento sério com Ele. Pode observar na bíblia nenhum daqueles profetas exigiram algo que eles não tivesse provocado. E há pessoas na bíblia que nem eram profetas. Eram excluídas da sociedade, desprezados, e até prostitutas, mesmo nessas condições provocaram o sobrenatural. E sabe, quando uma pessoa provoca o sobrenatural de Deus, Ele não olha para vê se ela é ou deixou de ser, Deus olha pra fé.
—  Provocar o sobrenatural de Deus.
Depois, lá pra tantas da madrugada, quis te perguntar qual o tamanho da sua dor por ser tão só. Tu me parecia feliz, eram três da manhã, tu sempre gostou da noite, sempre quis sair pelo mundo cantando sua música favorita até o sol aparecer. Você tinha um ar de felicidade e de amadurecimento, esse tempo longe nos fez bem. Acho que você deixou de ser quem gostaria e se tornou quem sempre foi. Mas eu quero saber mesmo é, quanto dói pra ser sozinho? Dói muito? Teu cachorro fugiu, você odeia gatos, semana passada, brigou com o seu melhor amigo e tá aqui, porque diz que sou a única coisa boa, no meio dessa cidade pequena e quente. Tu sempre foi autossuficiente. Autossuficiente demais, menina. Teu azedo estraga qualquer gostinho doce. Eu to feliz por te ver, juro. Mas me responde, qual o tamanho da tua dor por ser tão sozinha.
—  Você só fode comigo, Alice.
Adentrei um recinto suspeito, em uma viela estreita da Califórnia. Por uma porta, a qual devia-se abaixar a cabeça para passar, ascendi ao âmbito malvisto. Uma grande nuvem de fumaça em pestilência, vinda dos charutos inestéticos, recepcionou-me. O odor que emanava das bocas balbuciantes, indicava uísque, pretensão e gente que se achava grandes coisas. Quase todos homens eram da melhor idade. Coletes sob os paletós fétidos, barbas grisalhas espinhentas e as barrigas idênticas que cobriam por completo todo o ventre; sorriam como se a vida se resumisse a isso. Cautelosamente, disfarçando o meu incômodo e a minha falta de intimidade com o fumo, me dirigi até um espaço no balcão entre os dois velhos mais discursistas. Falavam sem nem respirar, fosse pelo excesso de álcool, para se exibir, discutiam sobre duas folhas de papel de seda, algumas palavras escritas com tinta ainda fresca. ─ Onde é que está a sua dialética, Elifas? ─ Um deles perguntou, sacudindo o papel com uma mão, na outra um copo curto de uísque quente. O outro não se deu ao trabalho de responder, deu de ombros e tragou fundo um cubano embolorado. Eis que eu me vi em meio a um mar de homens soterrados de lamúrias, leviandades e egos tão gordos quanto as barrigas poderiam comportar. Em um outro canto da locanda escura, um octogenário trepado em uma cadeira, recitava monotonamente algumas palavras. ─ Ah, aqueles seios cálidos. O cigarro que eu fumei. Ah, o grito contido. A boca da dama que eu beijei… ─ Me senti um tom acima de estar anojado. Como poderiam tantas pessoas agrupadas exaurirem todo tempo, todo suspiro, toda a força e despirem da própria vitalidade, em nome de uma causa falida. Não tive tempo de ler a placa torta iluminada, sobre as garrafas de bebida: Sociedade dos Poetas Mais Vivos Que Nunca. Só vi um borrão, saindo dali. Bem aventurado seria eu. Não me definindo poeta, nem antipoetismo. Nem apresentado e nem recluso. Eis que eu era militante de versos, sem charuto, uísque ou pretensão. Rompendo com as velhas escolas, dizendo ao mundo. É muito Bukowski para pouco Vladimir Lenin.
—  Igor Casares.
Wild Love

Capitulo 2

Pov. Lua

- Não olha agora, mas aquele cara não tira os olhos de você. –Hanna apontou discretamente por cima do meu ombro. –Está atrás de nós praticamente desde que chegamos. –fingi virar para olhar alguns vestidos e discretamente encarei o cara. Ele era bonito, era alto, tinha um corpo bem musculoso, seus braços eram típicos de quem era adepto aos exercícios em academia. Sua barba era mal feita o que lhe dava um ar de cara mais velho porem sexy, seus cabelos era de um tom castanho que por pouco não seria loiro, seus olhos verdes me encaravam analisando-me de cima a baixo parando propositalmente em algumas partes expostos por conta do short que usa e do decote que não era tão grande. -Tá querendo seu corpo nu. –a voz de Hanna me fez ri.

- Pra você todos que me olham querem meu corpo nu. -a olhei e ela riu.

- Mas é verdade, ate eu quero o seu corpo nu.

- Não se joga cantada em uma amiga.

- Você não faz o meu tipo. - ela riu.

- Idiota. - lhe estapeie o braço. -Vamos a outro lugar.

- Desculpe. -o cara que me encarava de longe parou na nossa frente. -Posso falar com você? -olhou na minha direção.

- Olha estamos fazendo com…

- Claro que ela pode. –Hanna me interrompeu. –Desde que você não seja nem um doido só querendo agarra-la.

-Garanto que não sou. -sorriu simpático. – Me chamo Stefan. -ofereceu sua mão em um comprimento e eu aceitei. –Não pude deixar de notar o quanto você é linda.

- Obrigada. - sorri sem mostrar os dentes.

- Posso aparecer louco por esta te observando, mas é que eu sou olheiro e meu trabalho é procurar meninas tão lindas quanto você. –sorriu. –Eu trabalho em uma agencia de modelos e pelo seu porte posso dizer que você teria um ótimo futuro.

- E está certo. –Hanna se animou. –Ela é tipo uma estrela de Hollywood dessa cidade, o sonho dela é ser modelo famosa.

- Hanna. –falei entre dentes. –Olha temos que ir.

- Calma. –impediu minha passagem. –Nem falei à proposta que tenho pra você.

- Proposta? –a curiosidade ficou clara em minha voz.

- Um teste.

- Tipo?

- Algumas fotos, um desfile para os donos da agencia se eles gostarem sua vida estará feita. –o encarei. –Vamos. –ele riu. –Aceite, em minhas mãos te torno a modelo mais famosa do mundo. –aquela sim era proposta tentadora, mas eu mal o conhecia.

- Eu não sei. –falei o olhando.

- Posso ter uma resposta amanha? –ele insistiu e eu o encarei por alguns segundos.

- Só algumas fotos e um desfile? –ele assentiu. –Onde e que horas? –ele sorriu largo com o que ouviu e logo me passou o endereço de onde deveria encontra-lo.

- Até amanha. –se despediu e saiu logo em seguida.

- Sinto cheiro de fama no ar. –Hanna cantarolou.

- Nada de contar pros meus pais ouviu? –a olhei. –Eu faço esse teste e se eu passar eu conto pra eles.

- Minha boca é um tumulo. –fez um gesto como se dissesse que ficaria sim de boca fechada.

Sobre quando se está perto e, da mesma forma, mais distante impossível

Anali descansava o peso do corpo sobre o chão empoeirado
misturada às sobras de cigarro
quase como uma delas, eu poderia dizer.

sentei-me ao seu lado
permiti que minhas pernas paralelassem junto às dela
o toque era elétrico e satisfatoriamente agoniante
bem, ao menos para mim.

seus olhos fitavam sei lá que coisa
que lugar
que mundo
Anali parecia morta
mal batia os cílios
mal respirava.

procurei repousar a mão esquerda sobre seu ombro
foi-se ouvido um gemido seco de “certo, já entendi que quer falar comigo”
mas sua vontade não era a minha.

continuei a paralelar Anali
em minha persistência e confusão
minuto ou outro soltando um sorriso ridiculo
torcendo seu rosto com a ponta dos dedos
ela me olhava por fim
mas seus olhos não eram meus.

nunca me senti tão longe
e só
alheio
por fora dela.

a noite toda seguiu naquele ritmo massacrante e enlouquecedor, que serviu apenas para me fazer pensar seriamente na possibilidade de ir trabalhar num circo de beira de estrada.

Anthonieta: Os Desembaraços De Peter Germã.

Shine On | Nott x

Nott estava num misto de euforia e descaso com o evento. Em partes apreciava a ideia, de ter anonimato, escuridão, e poder usar máscaras e agir diferente do que sempre aparenta, mas em outro, não gostava de ter que dançar valsa, ser cavalheiro, ou fingir estar gostando de ter companhia. Outra coisa que o intrigava era sua palavra chave. Quer dizer, “Shine On?” Era um baile que, apesar de ter descoberto de maneiras clandestinas, teria um blackout. O que exatamente deveria brilhar? Era uma das coisas que parecia não encaixar na mente dele, mas no momento era o menor de suas preocupações. Logo quando estava por seguir para a passarela que levaria ao hall de entrada, avistou seguranças revistando roupas. Aquilo era de fato um problema, se não se livrasse das poucas drogas que sempre levava - que para uma pessoa normal não eram tão poucas assim -, ou mesmo de sua varinha, além de morrer na fogueira, perderia parte do seu estoque - não que ele fosse poder usa-lo depois de morto, mas quem sabe alguém aproveitaria por ele -. E isso o fez coçar os cabelos insistentemente, como se para procurar uma resposta na mente para aquilo. Nenhuma fora “esconder na moita” era boa o suficiente, tinha a alternativa de virar as costas ir embora e perder a bebida, diversão e quem sabe uma noite que poderia render em sexo, e essa era um quesito importante para ele se decidir pela moita. Andou até os fundos da mansão, e em meio as jardinagens, e algumas arvores que estavam por crescer, ele encontrou um arbustro que parecia ser viável. Olhou para os lados para confirmar que ninguém via, e depositou suas coisas ali, debaixo de várias das folhas secas.
Suspirou profundamente, um pouco desanimado por se ver livre de uma parte de si, e com as costas curvadas e um bufar ele se encaminhou novamente ao Hall de entrada, ou a revista agora foi tranquila. Ele ajeitou a máscara com correntes, que ele pessoalmente tinha adorado por ser bastante esquisita, e seu sobretudo negro também estava bem ajeitado ao corpo. Ele desceu a escada de dois em dois degraus, e se escorou numa parte do corrimão, esperando sua par. Embora sua pose fosse totalmente descontraída, ele no fundo estava nervoso. Não saberia como agir num evento de proporções como aquela, o máximo que tinha ido era em festas adolescentes, e estar num baile chique daquele era no mínimo aterrorizante. Ele queria roer as unhas, como um de seus costumes, mas a máscara nem mesmo permitia isso. Começou a bater os pés no chão com a ansiedade, até que escutou sua palavra chave ser dita. Revirou os olhos ao ouvir a mesma, nem dito por outra pessoa fazia mais sentido, e logo ele se encaminhou diante da escada. Esperou a par fazer a cerimônia de descer o tapete, e nem se deu ao trabalho de sorrir já que não dava pra ver com sua máscara. Apenas pegou a mão dela e deu um leve afagar, e embora o ato tivesse sido até ‘docil’, sua voz soou diferente, bem diferente até do tom vocal convencional. - Até que enfim, Milady - ele disse a última palavra mais em brincadeira, pelo o que diziam em cenas como aquelas.

against me, like you always wanted to.

E naquele dia o confronto pela Champions seria no Etihad Stadium. Acostumava-se com o Manchester, os colegas eram legais, a vida era boa. E o pagamento… Mas sentia falta de Amsterdam. Era claro que sentia. E saber que o jogo seria contra o Ajax, fazia com que tudo ficasse mais difícil. Encarar Jasper, ver seu pai trabalhando no time, e ter contratempos com outros jogadores cujos nomes preferia não mencionar. Um em especial. No começo fora difícil se habituar com tudo, mas ele conseguia. 

O time holandês já estava na cidade para o jogo e como nada mais do que o esperado, Daley foi até o hotel onde estavam todos hospedados. E como nos velhos tempos, a noite fora muito bem. Melhor ainda, sem Candy Rae. Desde a mudança, a namorada estava chata para caralho e os melhores momentos que tinha desde então era quando a morena estava na Holanda. Onde toda a paixão parecia ter ficado. Havia ganhado muito mais visibilidade na Inglaterra e bem, as coisas pareciam ter mudado. 

A madrugada chegava e com isso os jogadores iam para seus quartos, e cada vez menos membros do Ajax continuavam ali. Inclusive um que Blind ignorava desde o começo.

- Você tá brincando né vó? - Perguntou não acreditando no que a avó dizia, parecia um tipo de zoação com sua cara.


- Não querido, eu realmente fugi com o dinheiro do pão, - ela nega, sorria balançando a cabeça. Cam podia perceber como era importante para a Sra. Filcker momentos em família, passou a respeitar e se repreender por ter pensado no começo que era mentira de seu pai o papo da saudade. Para o resto de seus familiares sentados na mesa, a história não parecia novidade, somente ele estava chocado, os outros incluindo seu primo Ryan possuíam um sorriso divertido nos lábios, ás histórias dela eram as melhores. - aquela mulher era o cão meu filho, me prendia por horas no porão.

—  Livro Um, Sorrisos Coletados.
Amigos de verdade são assim

Riem quando você ri

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Choram quando você chora

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Aprendem coisas novas com você

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As vezes coisas inesperadas acontecem

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Mas normalmente só te irritam

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Discutem e acabam ficando de mal

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Mas quando menos esperam, lá estão, rindo juntos de novo

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E você sabe que pode sempre contar com eles

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Até mesmo no fim.

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