encanto

Por mais que eu escreva todos os versos do mundo,
nada satisfaz a ânsia que tenho pelo teu abraço
chega a ser uma fome, uma necessidade quase que incomum.

Minha alma tão insensível deseja te sentir
no mais profundo delírio instigado pela realidade
se não fosse tu, seria você
a mulher que me tira todos os sorrisos
que aquece meu coração com tamanha doçura
me tornando esse poeta tão sonhador.

Escrever com certeza que a vida é generosa, seria uma mentira
por isso digo que ela foi graciosa comigo,
ao colocar em meu caminho tortuoso
tão formosa poetisa.

Que o encanto de tuas palavras seja presente
Que o carinho dado a m’alma seja ardente
Como esse sentimento etéreo que anseia por ti.

—  Versos para a pequena poetisa, Otávio L. Azevedo
Hoje em dia

Parece que o coração é diferente de todas as outras épocas, o coração de hoje sofre, lamenta, arrepende, diz que vai embora, que não vai suportar próxima vez. O peito das pessoas de hoje em dia tem que ter uma certa resistência pra aguentar quando o coração resolve expandir, quase estourar. E outras pessoas não ter a culpa nas costas, ou ter costas mais fortes pra levar o pesar durante a vida. O caso por acaso de hoje em dia é sofrido, são pessoas superando o tempo todo quem as fez sofrer, e outras tentando remendar o coração de quem já desistiu pelas três ou quatro vezes que já o encontrou assim. Hoje são todos mais solitários, a multidão é imensa, mas por dentro é vazio, poucos ainda acreditam naquele amor pelo qual se pode lutar sem medo, mas muitos já se propuseram a defini-lo como a dor que carrega por terem confiado esse sentimento a alguém que não soube ser digno. E todos nós sabemos que hoje em dia está muito mais fácil se identificar com um texto sobre dores de amores ou sobre rejeição, desafeto, lágrimas, partes do que se foi, saudades, do que com aqueles textos de amores clichês, um bocado romântico, correspondido e feliz. Hoje em dia, textos felizes deprimem as pessoas.

— “Parece que as pessoas perderam o encanto por aquilo que ainda encanta; Como você vive.”