Came across the worship cd me and some high school friends wrote and recorded in 2001. I like how we all had a spiritual glow emanating off us in our picture. #edss #unfazed

Everything that shine ain't always gonna be gold | @Lily Evans

Começou com a carta que recebera pela manhã, recheada com uma letra pomposa a qual Amycus estava familiarizado, palavras sutis para qualquer estranho mas que cortavam como navalha na consciência do garoto e uma grande assinatura ao final da pessoa que Amycus chamava de ‘pai’, o qual não estava errado em escrevê-las. As palavras não mentiam, mas também nada diziam sobre a verdade, Amycus conseguia reconhecer isso, elas simplesmente perguntavam uma pergunta que Amycus se sentia tão preparado para responder quanto sentira três meses atrás, o inicio de seu último ano seguia em um clima tão leve, que ele simplesmente não queria estragar o que ele tinha ali. Para ser honesto, ele guardara a sete chaves e se ocupara ao máximo para que não tivesse tempo para pensar no assunto, não que tivesse muito o que pensar, a resposta ocasionalmente seria sim, ele apenas tentava convencer a si mesmo de que mas um ‘soldado’ que sequer saíra da escola e muito menos podia realmente se dedicar a causa. Não que ele tenha se dedicado a algo completamente, de corpo e alma, alguma vez em sua vida, mas dizia para si mesmo e respondia para os outros que se não podia se dedicar completamente, ele não faria nada pela metade. 

Amycus manteve a compostura durante o dia, tentando ignorar o que as palavras tão suavemente lhe diziam e fez um trabalho tão bom quanto tinha feito durante todas as férias em evitar o assunto, Merlin, até as aulas do professor Binns pareciam mas interessantes do que deixar sua mente divagar. Mas assim que a oportunidade surgiu de se esquecer de seu redor, e se esquecer de tudo e focar em apenas uma simples e primitiva coisa, ele aceitou de braços abertos e sem pensar duas vezes. Ela não era de seu circulo social e era alguns anos mais nova, mas tinha fartos seios e uma garrafa de firewhiskey, era tudo que ele julgava precisar. Havia altos e baixos de se consumar tais atos em pleno ano letivo e no meio da semana, mas o temor de serem pegos mexia com algo dentro dele e tornava tudo mais prazeroso, era o risco, a adrenalina, o fazer algo que para ele era tão natural quanto respirar. É claro que ele não precisava de mais registros ruins em sua ficha se ele quisesse ter alguma posição decente no Ministério algum dia e cumprir detenção não era seu hobby favorito. Amycus as vezes desejava que sua vida fosse tão simples quanto simplesmente, no momento apropriado, virar para um lado, ajeitar suas roupas e no máximo um beijo de despedida se estivesse de bom humor, para então seguir com suas vidas do jeito que bem entendessem. Sem compromisso, sem condições, sem emoções, sem dramas e o mais importante, sem danos para nenhum dos envolvidos. Dizer sim seria tão mais simples se seu precioso pescoço não estivesse correndo riscos.

Ele não podia dizer que estava no melhor dos humores, mas no momento ele estava relaxado, levemente alcoolizado e era mais do que ele podia falar sobre a maioria dos demais estudantes, provavelmente. Até o ponto em que voltava para o seu dormitório, a muito o horário em que era permitido que os alunos circulassem livremente pelo castelo já havia passado. Ele não tinha medo de andar nos corredores de Hogwarts após o toque de recolher dos alunos, pelo contrário, riria com força de qualquer um que ousasse lhe prevenir, quaisquer que fossem os riscos sérios que os demais alunos corressem, o garoto tinha certeza ser imune a eles. Podia ainda não ser mais um dos terrores de capas negras que corriam pelo mundo mágico preocupando as donas de casa e os sangues ruins, mas seu pai era um. O garoto usava de sua memória levemente confusa para voltar, mas havia um limite em quantidade de coisas que conseguia se concentrar no momento e quando percebeu um vulto ruivo vindo em sua direção, não demorou muito até percebesse que estava uma situação desconfortável, ela estava perto o suficiente para que seu cérebro não tivesse tempo para planejar um rota de fuga efetiva, se fosse do tipo que gostasse de encarar as consequências de suas ações ele provavelmente seria de qualquer outra casa menos a sua,  ao menos fez um esforço de achar sua varinha enquanto andava, atacar a garota parecia meio arriscado em sua situação mas perto de sangue-ruins como ela, Amycus preferia não vacilar. Sua única chance era de que a monitora passasse reto por ele, talvez se ele agisse naturalmente, ela não o notaria.

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