Estava numa maré de paz. Não queria brigas, discussões, não estava ligando para olhares atravessados e nem palavras azedas. Estava na minha, estava em minha própria companhia e mesmo que tivesse 100 pessoas a minha volta, eu não enxergaria ninguém.
—  Arctic Ocean.
Era madrugada, enquanto eu era minguante a lua estava cheia. Sentado no parapeito da janela sentindo o vento gelado encontrar meu rosto, pedi aos céus que me mostrasse o melhor caminho para seguir e que fosse suave o destino reservado a mim, como o brilho da estrela mais distante daquela imensidão.
—  Arctic Ocean.
Ver você me dando as costas e indo embora foi o momento mais difícil pra mim, Nick. Você tem noção do que é ver tudo o que você sempre quis te deixar, sem ao menos se importar com o que está ficando pra trás? Sem nem ao menos questionar se tudo, até dez minutos atras haviam valido a pena? Eu não culpo você e muito menos me culpo por nada. Era pra ser assim. Foi apenas uma brincadeira de mal gosto do destino. Talvez pra ele tenha sido engraçado colocar duas pessoas no mesmo caminho, fazendo com que se apaixonassem, partilhassem dos mesmos sonhos e depois, bom, fazendo com que não existisse depois e nem sonhos e nem futuro.
—  Amber and Nick, naquele momento nós fomos eternos.
Não é magoa, rancor nem nada dessas coisas ruins que as pessoas sentem quando alguém as decepcionam. Não vou desejar a infelicidade de ninguém, não sou assim. Aprendi a perdoar, mas vale lembrar que nada nunca mais será como antes, vou ficar tão distante que talvez até seja esquecido, mas eu, daqui a 10 anos quando ouvir o nome de uma dessas pessoas por ai, vou lembrar do motivo que fez tudo mudar. Vou me pegar perguntando mentalmente “nossa, como será que fulano está?” e mandar boas energias desejando que estejam bem. Talvez por isso eu tenha chego tão longe e com o coração tão leve, o que pesa são as magoas que carregamos.
—  Arctic Ocean.
Text
Photo
Quote
Link
Chat
Audio
Video