do-it-kappa

youtube

Do it Kappa - Surviving The Crash

alice in wonderland goes high as shit | @damber

Ao acordar, a primeira coisa que Amber fizera naquela tarde de domingo fora checar sua agenda. Finalmente, pensou. Esperava por aquele dia há semanas, com uma ansiedade que se refletia nos traços de seus desenhos e suas tatuagens. Quase não conseguiu se concentrar no dia anterior de tanto que pensava no quanto queria que domingo chegasse de uma vez, assim como quase não conseguiu produzir durante a semana, ou desenvolver tatuagens tão boas quanto planejava. Tudo isso porque domingo era dia de encontrar com Sr. Steiner e ter uma das experiências mais incríveis que ela poderia pensar em ter. Era muita ousadia do Kappa de propor algo daquele tipo à tatuadora, mas, se ele confiava nela a esse ponto, então quem era ela para negar, certo? Foster tomou café da manhã com a cabeça nas nuvens, colocando mel no café e açúcar no pão, com a blusa do avesso e garfo e faca trocados.

Ela logo tratou de se colocar na linha conforme o dia foi avançando para dentro das horas — por mais que essas estivessem se passando de maneira extremamente lenta. Amber tentou se acalmar pela manhã, fumando um maço inteiro de cigarros antes mesmo de sair para almoçar com sua little sister, Mimi. O almoço correra como esperado, com as duas conversando sobre o campus, sobre as aventuras de Mimi com Thomas e com os interesses de Amber em outros rabos de saia, além da boa e velha sobremesa de chocolate. Não demorou a voltar para a Delta, tomando um banho e preparando-se para descer para o estúdio. Era dia de agenda fechada, ou seja, não iria atender pessoas. Se tudo corresse como ela esperava, então realmente não queria alguém sequer passando perto da porta de seu local de trabalho, já que seria extremamente suspeito devido às risadas doentias que os dois dariam dali a um tempo.

Amber entrou em seu local de trabalho com passos apressados e urgentes. Ria por motivo algum, tamborilava os dedos em superfícies incômodas e assobiava sem habilidade para quebrar o próprio silêncio. Como de costume, ela conectou o celular na caixa de som e deixou Radiohead tocando ao fundo enquanto fazia café e acendia o que parecia ser o milésimo cigarro do dia. Sentar-se na cadeira parecia inconveniente, mas permanecer de pé andando de um lado para o outro era simplesmente exaustivo. Por sorte, ela não teve tempo de tomar uma decisão daquelas: dois toques foram ouvidos vindos da sua porta e ela logo se apressou para abri-la. — Finalmente. — deu um sorriso.