Sim! É possível. Faça em casa sua própria champanhe de flores

Hoje o Jardim traz uma receita de bebida que pode ser destilada em casa e apreciada como poucas poderiam, uma vez que você mesmo será o alquimista dessa brilhante e borbulhante mistura. Veja:

Hoje o Jardim do Mundo traz uma receita de bebida fermentada que pode ser destilada em casa e apreciada como poucas poderiam, uma vez que você mesmo será o alquimista dessa brilhante e borbulhante mistura. (more…)

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Cada mujer tiene unos obreros en su cuerpo, cada mes hacen huelga… Hasta que la fábrica abre sus puertas y empieza a destilar aceite.

Apresentação

   Na emblemática entrevista que Clarice Lispector concedeu à TV Cultura, pouco antes de sua morte, uma frase dita por ela me chamou a atenção: “Quando eu não escrevo, estou morta”.  Não tenho a menor pretensão de me comparar à poetisa, mas ouso dizer que quase sinto o mesmo.
   Meu vício é a poesia, esse líquido transparente dono de todas as cores, de todos os cheiros e gostos. Eu escrevo para não morrer de sede e para exercitar minha fome. Eu respiro o ritmo das rimas e é pela poesia que eu me afogo. Mas é também através dela que me afago e me salvo.  
  Ruína e redenção. Escrevo para me equilibrar, para me destilar e me conhecer, para me misturar e me esquecer. Transito entre um João Pedro Liossi qualquer e um eu lirico inventado. Escrevo, acho que sei, é para não saber onde piso.

   já não sei
mais onde piso
   ou com quais
olhos me viso

   sou vidro
acrílico

   perdido
entre o eu louco
   e o eu lirico

 

João Pedro Liossi
Agosto de 2014

Hipocrisia, eu quero uma pra viver...

O título de hoje vem de uma música do Cazuza, que eu sempre cantava errado quando era menor, mas quando eu cresci, fez total sentido pra mim! Algumas pessoas são tão hipócritas que precisão de uma “hipocrisia” para esconder a vida triste que leva. Minha vida deu uma enlouquecida, quase não se percebe porque a gente tenta esconder, ser forte, mas aparece tanta gente fraca que gosta de derrubar os outros, e ainda por cima se escondem em um “deus”, usando o mesmo pra destilar veneno e achando que ele vai resolver todos os seus problemas! não é assim, infelizmente… Tudo que conseguimos e que somos é fruto de trabalho e perseverança, não de um suposto “deus” que balança a sua varinha mágica e VULPT! tudo que você mais sonhou aparece! Sou muito indignada com essas coisas, ainda mais agora, que eu vi tudo de perto! Cristãos adoooooram posar de bons moços, mas já tentou ver como é a sua família? lá dentro da sua casa? Tenho bons exemplos de cristãos que são uns amores dentro e fora de casa, mas a minha referência é a pior possivel! Eu sou um horror, tenho mil defeitos e assumo todos, mas o nível que eu vi gente chegar não é brincadeira! Hipocrisia pura! Se diz “servo de Deus” mas não move uma palha pra ajudar ninguem! Usa a igreja para servir de vitrine! Eu sei, porque eu já estive lá dentro. Então amiguinhos, a lição de hoje é sobre a hipocrisia de alguns, que em casa é o demônio e na igreja só falta a canonização. Mas deixando tudo de lado, tem gente que se dá, por inteiro á qualquer um que chegar pedindo o que for, e nem sabe o que significa a palavra “hipocrisia”, tem gente sincera nessas igrejas … a essas eu dedico o post de hoje. 

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções

Prendia o choro e aguava o bom do amor

Cazuza

O amor de muitos

Volta e meia a vida nos dita que devemos apequenar nossos instintos de amor para não parecermos franzinos ou perdermos o que alguns definem como o nosso valor. Para muitos o não amar virou motivo de orgulho, virou honra de saber destilar um desapego, ao meu ver, antilógico. Uma pessoa não se torna vulnerável por saber amar. Uma pessoa se torna vulnerável ao viver presa nessas lógicas pequenas de vida.

Quando falo em amor, as pessoas já constroem em mente castelos de carinho, beijos no cinema, finais de semana regados a frio e filmes, mas isso é tão pouco perto da resiliência do amor… Esqueça esse amor de declarações em redes sociais, esse amor de beijos maquinais e apressados, tente ver o outro viés do amor. Note-o como um todo instante de vida feliz.

A nossa expectativa que haja uma forma para o amor é o fruto de tantas decepções. Quem sabe amar não é quem entrega-se a qualquer afeição corrida nessas tais varandas de amores febris. Saber amar é admitir a si o ineditismo da vida.

Talvez a gente só entenda e aceite o amor dignamente puro quando considerarmos as variáveis da vida, os términos, os fins, e assim olhar tudo isso com maturidade e compreensão de mundo. Mundo esse que é tão competente em distribuir momentos de alegria, dor, compaixão, reflexão e claro, amor.

O peito aberto sempre será o melhor parceiro da tão gostosa possibilidade de amar.

Ode à ti

Não há um dia que passe sem que eu te chame.
Não há um dia que passe sem que eu encontre dentro de mim perdões perdidos, que nunca te pedi.
Te chamo em pensamentos por saber o quão em vão seria tentar te olhar nos olhos novamente e trocar palavras sutis. 
Vezenquando pego-me lembrando de ti cantando. Cantavas em meu ouvido para me acalmar, deixando-me segura em teu abraço.

Dono dos olhos mais límpidos que já vi, hoje és fantasma por culpa minha. Mais uma vez, aqui e agora, engulo em seco, encontrando mais um perdão que eu desesperadamente precisava proferir.

Hoje, após me livrar do último dos fantasmas que me rondavam ao estar na tua presença, percebo que me enganei por diversos momentos sobre o que realmente sentia. Dói.

Ao escrever essa carta não venho pedir mais uma chance ou destilar alguns perdões. Ao escrever essa carta queria apenas que percebesses que sinto tua falta e ninguém jamais conseguirá enxergar o quanto. Espero que um dia voltes a desenhar sorrisos com os dedos em meu rosto.

És suave como a colisão entre dois planetas e não.
Não há um dia que passe sem que eu perceba que tu não estás mais aqui.

Pra que mentir?
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

—  Cazuza

todo o meu ser é cortado pela fenda do tempo
permaneço horas à destilar canções nos instantes
cativos do paladar das ostras
se chamam-me devota dos ocasos,
de Dionísio ou do éter,
digam-nos que o Rio Nilo
deságua em minhas costas egípcias
e as monções do oriente equalizam-se
quando pronuncio o cântico do veraneio

um candeeiro queima os ventrículos dos reis
a primazia da estação que gera,
aborta também o que não Cria

pois criai-vos, verdes largos campos deuses híbridos hermafroditas sangrando as cabeças dos paus largos e duros da vida humana
pois criai-vos, leitos sádicos pontilhados do interno ciclo de porra que sai da Terra em direção aos pássaros
pois criai-vos em destruição de tudo o que é sedativo, massificado e normativo

oh, aurora de minha sentença,
oh, sentimento de incapacidade de me adaptar sublimemente ao chamado das coisas desse lugar,
oh, ode ao oceano, trilogia dos astros numa dança à morte de tudo
nos uniremos na explosão de uma estrela
e será vasto o nosso vocabulário
e primitivo o nosso sexo.

A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor 
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor

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