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Luisa vem finalizar nosso especial no fim do fim de semana, quando as cortinas se encontram. Naquela hora que todos se levantam para aplaudir e toda a coxia aparece para mostrar que há muito mais entre o público e o palco do que julga nossa vã filosofia

Lyz

"Com 12 anos, minha mãe me levou para assistir um espetáculo de dança contemporânea do grupo Corpo, no teatro municipal. Chorei copiosamente de emoção durante todo o espetáculo e foi lá que decidi com a alma que eu queria estar na cena. 

"Porque teatro é a arte da repetição, do fazer, fazer, fazer. Não existe chegada, é um eterno caminho, onde se precisa muita coragem e humildade.

"A vida no teatro não é simples, não tem glamoures. É dura. Ser um bom ator requer muito trabalho. Físico, emocional, mental. Trabalho diário, entrega, paciência, controle do ego. 

"O que me move é comunicar, expressar, mergulhar em um tema e levá-lo pra cena. Descobrir de que forma fazê-lo chegar ao outro, a partir do meu corpo. O que há por de trás daquilo. Apontar outras formas de olhar para uma mesma coisa.Mergulhar em personagens, experimentar sentir todos os sentimentos existentes, expressar comportamentos diferentes ao da Luísa. Diferentes não, acessar outras, as infinitas Luísas que existem aqui dentro

"Poder dar vida a uma idéia, com o seu corpo, sua expressão/ estar em contato com as infinitas emoções, tornando a vida pulsante/ estar em cena é a preciosidade, o momento da cena, da troca com o público

Luisa é plural.  Ela se estica, soma e multiplica, vira hidra. Ela é propagadora da diversidade através do teatro, criando mil vidas a partir de sua própria.  As máscaras que usa são fragmentos dela mesma, moldados pela vivência, disciplina e puro amor. Por vezes leve, por vezes angustiante, a grande constante no trabalho de Luisa é a entrega.

Ela começou com passinhos leves, tímidos, porém constantes, ainda criança. Foi aquela voz sussurrando algo no ouvido sem nunca parar pra respirar, a força que te empurra pra uma direção e te mantém sempre em movimento. Começou a frequentar as aulas de teatro aos dez anos e notou que se encaixava, fazendo parte de algo. Viu parte de si se preencher diante de seus olhos, dia após dias. Mas ainda faltava, e a menina se indagava o que seria tão forte e maravilhoso neste mundo que pudesse preencher a parte que o teatro não havia conseguido. Então, poucos anos depois, sua mãe (três vivas pra ela!) a levou para assistir um espetáculo de dança contemporânea, e tudo mudou. De novo. A dança fluiu para dentro da menina numa torrente emocional, preenchendo-a. Ela metamorfoseou, teve um big bang dentro de si que precisava ser posto pra fora. Ela encontrou seu rumo, sua órbita, na mistura daqueles dois elementos que eram tão distintos quanto complementares. O universo se criou dentro dela.

Já na faculdade, tempo em que muita gente se sente pressionada a amassar os sonhos e jogá-los na lixeira (“sonhar não enche barriga” é o que alguns adultos dizem), Luisa fez sua pequena revolução e ousou seguir o coração enquanto cursava Comunicação, e viu que ambas as escolhas se davam bem. E o que mais seria o teatro e a dança se não uma comunicação corporal, a transferência de informações da alma de uma pessoa pra outra? Poucos sabem disso, e Luisa estava entre os poucos.

Consciente, sempre soube que essa comunicação não era feita apenas de sorrisos e sincronia, mas também do suor, da disciplina e, muitas vezes da lágrima. Lágrima de alegria, lágrima da exaustão. O sentimento como combustível do corpo, a entrega como meio de trabalho. E o frio na barriga, o suor nas mãos! E aquela voz que nunca para de sussurrar, principalmente nos momentos mais difíceis que caem como um peso nas costas, forçando a pessoa pra baixo.  E ela teve momentos, muitos deles, de pura alegria e angústia, que a abraçavam ternamente ou lhe esbofeteavam a cara. Ela sentiu todos eles e se moldou, mais uma vez, e seguiu em frente. Ela fluiu, como tudo o que não teme mudar e se fortalecer, tudo o que não teme perdurar.

E Luisa continua sua metamorfose, numa vivência simbiótica com tudo aquilo que ama. Doa e recebe. Ao longo dos anos, ela percebeu que há grande diferença entre ver e enxergar, e ela vê cada camada. Camadas que outros criaram e camadas que ela mesma adiciona. Camadas de entrega. Camadas de outras pessoas que, como ela, ousaram ver. E enquanto houver o amor pela arte com o corpo, haverá mais uma camada para ser descoberta.

△Isis Fiorito

▲Luisa está em cartaz na adaptação e direção de movimento e coreografia do projeto GRITO, que você pode conhecer clicando aqui . E ela também faz parte do Grupo Alfândega 88, como atriz e produtora.

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Algumas pipocas e um beijo #5

Assim que as cortinas fecharam, Lucas puxou Gabrielle para um canto afastado e escuro da coxia, onde dificilmente seriam vistos. Confusa, ela tentou sair, mas Lucas a puxou de volta, prendendo-a contra si. Os batimentos de seu coração aumentaram no mesmo segundo, e ela respirou fundo para não demonstrar seu nervosismo.

— Fique aqui. Posso até ter desafiado as Marthelly, mas não quero ficar com os dois olhos roxos.

Ela riu baixinho, lembrando-se da expressão assassina que Katherine mantinha no rosto enquanto agradecia a plateia e olhava para os dois de soslaio. Perdendo o medo e se sentindo motivada pela adrenalina que começava a pulsar em suas veias, ela resolveu dar também algumas gargalhadas.

— MARTHELLY, VOCÊS NÃO PODEM NOS ENCONTRAR!

— Ficou maluca?!

— Não, só estou resolvendo as coisas logo para podermos comemorar. Estou com fome – respondeu, pisando no pé dele e finalmente conseguindo sair. As garotas já os esperavam lá fora, e Gabrielle agradeceu aos céus por elas não serem idênticas.

Usando roupas iguais, elas só podiam ser reconhecidas como irmãs por seus cabelos e olhos claros, o nariz delicado e a pele branquinha. Devido à imagem de que gêmeos eram idênticos, ninguém as reconhecia como tal, embora se vestissem da mesma forma e, às vezes, pensassem a mesma coisa ao mesmo tempo. Juntas, ali, ambas usando um vestido preto e justo, elas encaravam Gabrielle com um olhar feroz.

— O que foi aquilo? - indagou Katherine com as mãos fechadas em punho – Eu sabia que colocar você, Lucas, como principal era uma ideia ruim. Você é um PÉSSIMO ator!

— Não foi nada - disse Lucas, sendo puxado por Caitlin, sua expressão demonstrando pânico e um quê de zombaria -, só achei que ficaria melhor daquela forma.

Katherine olhou para ele, e depois de volta para a ruiva, o pé direito batendo freneticamente no chão.

— Quem vocês pensam que são para mudar o roteiro assim? Vou esfregar a cara de vocês na parede e se não limparem o sangue que ficar, eu bato de novo e de novo até tomarem vergonha na cara - ameaçou, socando Lucas no braço.

— Não! Só achei que seria muito mais bonito ele agarrar a esperança e a paixão pela vida do que uma garota que antes o desprezava. Isso faria dele alguém burro.

— Como é que você acha que as pessoas saberão o que ela é? - perguntou Caitlin, metendo-lhe um tapa na nuca.

— Pelas roupas. O branco representa a esperança e meu cabelo a paixão. Não era pela vida, mas agora faz sentido, eu acho… Emilly pensou em tudo – explicou a ruiva, chamando a figurinista com um gesto -, como podemos claramente notar. Agora, se vocês quiserem, podem se juntar a nós na comemoração ou irem se pegar com seus namoradinhos.

— Nós não temos namoradinhos, sua idiota – falou Caitlin, revirando os olhos -, mas temos várias coisas para fazer, pessoas para espancar, e críticas para ouvir. – ela fez uma pausa, mudando totalmente a expressão, parecendo chateada – Nos desculpe, Gabbie, mas realmente não podemos dessa vez.

— Alguém da banda vai? – inquiriu Emilly, agora na rodinha, seus cachos presos em um forte rabo de cavalo.

— Não, vão todos dormir muito bem, porque tem ensaio amanhã antes das aulas e eu como o rim de quem não aparecer – ameaçou Katherine, empinando o nariz –, até mais. E você – colocando o dedo bem próximo ao rosto de Lucas, ela semicerrou os olhos -, é bom que esteja ciente de que se continuar provocando, vai ser afogado numa privada.

Afastando-se com a irmã, ela acenou de costas para eles. Assim que ela sumiu de vista, Gabrielle virou-se para os dois que sobraram e curvou os lábios em um sorriso.

— Que tal a gente se encher de chocolate agora?

 

— Bel me chamou para ir ao baile com ela, acredita? – comentou Lucas, dirigindo-se a Gabrielle, pegando um bocado de pipoca e enfiando a maior parte na boca, apenas para jogar o restante sobre Emilly, que se recusava a ficar na cama com eles e permanecia sentada numa poltrona próxima.

— Sério? Que incrível, animador. Ela é realmente muito simpática – respondeu, enchendo sua voz de sarcasmo e recebendo risadas de Emilly como resposta.

— Sim. Ela simplesmente veio e perguntou de forma meiga.

Gabrielle enfiou a mão no balde de pipocas e pegou um punhado delas, apertando-as com força para libertar um pouco de sua irritação e enfiando tudo na boca de uma só vez. Detestava quando Lucas fingia não saber que ela não queria falar sobre determinado assunto, sobre uma pessoa que ela não gostava, quando evidentemente seu desgosto fora deixado claro.

— Suponho que eu tenha de procurar outro par, então. Alex e Vitor estão fora de cogitação, ambos estão loucos pela Cat-rine. Talvez o Eric…

— Eric realmente parece gostar de você – comentou a amiga, ficando de cabeça para baixo na poltrona, as pernas no ar e a cabeça pendendo para fora do assento.

— Gabs, eu não aceitei o pedido dela – disse o garoto, entre risos. Gabrielle não conseguiu esconder a surpresa que tomou conta de sua expressão. Não conseguia crer que seu melhor amigo tivesse dito não para a garota que era considerada uma das mais bonitas de toda a academia.

— Você só pode estar de brincadeira comigo!

— Eu não vou deixar de ir ao baile com você para ir com Isabel. Conheço você desde meus oito anos, e desde aquela época vamos ao baile usando roupas ridículas, juntos. Eu não permitiria que você fosse ao baile com mais ninguém que não fosse eu – afirmou, arqueando a sobrancelha esquerda – E que história é essa de Eric?

Gabrielle, tentando esconder o rosto vermelho, riu alto e bagunçou o cabelo de Lucas.

— Só comecei a citar os nomes dos garotos que eu conhecia. Nada demais.

­— Eu não confiaria muito nisso não, hein, Lucas.

— Cale a boca, Emilly. Todos sabemos que o Eric é apaixonado por Caitlin desde que a conheceu, assim como sou amigo desde quase sempre.

— E ela é apaixonada por você desde isso também – disse, num sussurro captado apenas pela ruiva, que jogou uma almofada nela.

— Engole chocolate antes de falar essas baboseiras, sua vacalinha.

Vacalinha, vacalinha… – cantarolou Lucas, enchendo a boca de refrigerante e ficando com as bochechas infladas, apenas para tomar tudo de uma só vez.

Os minutos foram passando rapidamente. Os filmes começavam e terminavam, sendo cada vez menos comentados por aqueles ali presentes, que eram lentamente tomados pelo sono e o cansaço. Os chocolates começaram a ficar jogados pela cama e pelo chão; o sorvete derreteu sobre a mesa, o pote na metade; a pipoca espalhou-se pelo lençol e cobertor. Sem perceber, Gabrielle era a única pessoa consciente no cômodo.

Ciente de que Emilly dormia profundamente na poltrona e observando um Lucas sonolento abraçar um travesseiro, Gabrielle foi transportada para uma dimensão onde o sofrimento era inexistente e a paz tomava seu lugar no trono. Nada de ruim acontecera em seu passado. Tudo parecia estar quieto, apenas com o vento esvoaçando e embaraçando seus cabelos. Mesmo sabendo que seria difícil penteá-los depois, ela continuou ali, sentada naquele balanço, mantendo as mãos fechadas em suas correntes e os olhos selados, porque gostava de momentos que a faziam se sentir plena.

Seu momento de apreciação foi interrompido por sons de uma briga: três garotos adolescentes batiam sem receio em um menino magricela de cabelos castanhos que evidentemente não tinha a menor chance de se defender. Sendo segurado pelos braços, ele recebera socos no rosto e na barriga, e só o que conseguia fazer era emitir grunhidos de dor. No entanto, ele não chorava. Acreditava fielmente no motivo que o fazia apanhar, embora pudesse ouvir os garotos perguntando se ele desistia.

A pequena e mais nova Gabrielle não podia permitir isso.

Abandonando o balanço, ela correu até uma mureta próxima deles e pulou nas costas do mais alto, que desferia socos no menino, e apertou suas pernas contra ele para não cair. Com as mãos, ela segurava o cabelo dele e o puxava para o chão, inclinando o próprio corpo para trás.

O garoto a prensou contra uma árvore, mas isso não a desencorajou. Quem desferia socos agora era ela, seus longos cabelos castanhos movimentando-se tanto quanto suas mãos, os pés afrouxando no corpo do jovem e a fazendo escorregar pelo tronco da árvore, rasgando sua camiseta e empapando seu cabelo de sangue.

— O que você fez, Murilo? – ouviu alguém dizer, o medo presente em cada sílaba da frase.

— Não sei… – engoliu em seco – Vamos… Corram – os passos ecoaram até chegarem a seus ouvidos.

Longos minutos se passaram com a cabeça de Gabrielle latejando para que ela finalmente abrisse os olhos e vislumbrasse o mesmo menino que antes apanhava debruçado sobre si, sangue jorrando de seu nariz e manchando sua blusa branca.

— Você está bem?

— Pareço estar?

Não sabia o porquê de estar sendo tão mal educada, afinal, ela mesma havia se metido na confusão; poderia simplesmente ter virado as costas e deixado o garoto ser surrado. Mas talvez o sangue que saíra do enorme corte em sua cabeça tivesse levado junto sua paciência consigo.

— Não, me desculpe – pediu, ajudando-a a se levantar. Embora a diferença de idade entre os dois fosse mínima, ela sequer chegava no ombro dele – Você está sangrando.

— Jura? Eu sequer tinha notado – comentou sarcástica, apoiando-se nele para afastar a tontura. Sua noção de sentido parecia tentar lhe pregar uma peça.

Sem ao menos perguntar, ele passou o braço sobre as costas dela e também por suas pernas, levantando-a no ar e começando a carrega-la até a rua.

— Qual seu nome? – indagou ele, uma ruga em sua testa mostrando preocupação.

— Me solte, posso ir sozinha.

— Não. Qual o seu nome?

Se tivesse forças, Gabrielle o teria socado.

— Você está muito mais machucado que eu. Não vai aguentar me carregar seja aonde for. Por favor, me solte, só preciso de apoio para andar…

— Não, vou carregar você – a voz dele falhava, e ela não precisou conferir para ver se lágrimas rolavam de seus olhos -, vou te proteger assim como você fez, te ajudar assim como você me ajudou. Então, por favor, me diga seu nome!

Hesitante, ela respondeu.

— Gabrielle.

— Me chamo Lucas…

— … e eu serei seu escudeiro, Gabrielle – murmurou, despertando do sono em que se enfiara. Sentia a coberta lhe protegendo do frio, o travesseiro macio impedindo que sua cabeça pendesse, as barras de chocolate aqui e ali na cama. Mas o mais importante: sentia as mãos de Lucas lhe abraçando.

Não entendia porque seu coração insistia em bater forte contra seu peito. Nem o porquê de prender a respiração. Sabia que Lucas, quando dormia, puxava para perto de si tudo que tivesse ao alcance de suas mãos. Mas é claro que sua mente tenderia a começar uma fagulha de esperança como em todas as outras vezes.

Serei seu escurdeiro, Gabrielle.

As palavras faziam-se presente se constantes em sua memória naquele momento, como um aviso, algo que ela estava deixando de notar, mas que estava lá, fora de sua visão.

Levantou-se devagar para não acordar ninguém. Emilly saíra da poltrona e havia deitado no chão, a cabeça recostada na almofada que outrora havia sido lançada contra ela, seus cachos escuros contra o tecido branco da fronha. Puxando uma das cobertas dobradas que estava caída no chão, Gabrielle a cobriu e saiu andando até a janela.

No horizonte, uma faixa rosa e branca revelava o início do despertar do sol, o céu colorindo-se num magnífico degrade que ia de um azul mais claro ao mais escuro, onde a noite ainda teimava permanecer. A luz do sol começava a passar por entre as árvores, criando uma sombra leve que apenas fazia com que ela parecesse mais sombria ainda.

Respirando fundo, ela repassou os fatos: depois daquela frase, Gabrielle permitiu que Lucas a carregasse, embora achasse que estava sendo mimada demais. Ele a levou para sua casa, onde explicou toda a situação para seus pais – se recusara a dar dinheiro para eles, então começaram a bater nele, e depois em como ela heroicamente tentara o salvar, acabando por se machucar também -, que ligaram para os pais dela e os levaram para um hospital. Depois daquele episódio, descobriram não só que estavam destinados ao mesmo colégio interno: compartilhavam o mesmo desenho animado favorito, as mesmas brincadeiras e ambos eram apaixonados por música. Ninguém acreditava quando diziam ter apenas oito anos. Ninguém acreditava que se conheciam há tanto tempo.

Aproximou-se de Lucas, admirando-o. Ele respirava fundo, o peito descendo e subindo ritmicamente, enchendo e soltando o ar dos pulmões. Cabelo caia sobre seus olhos, e Gabrielle moveu-os de lá, mas não tirou a mão do rosto dele. Sem pensar direito, aproximou-se e lhe beijou a testa. Um único beijo que ele sequer saberia da existência depois.

“Você não deveria sentir isso por ele. Vai estragar a amizade de vocês”. Quantas vezes não ouvira essa mesma frase, quando notavam seus reais sentimentos por Lucas? “Não acho que vocês combinem como casal. Ele é tão extrovertido e você tão… misteriosa”.

Misteriosa. Esquisita. Anormal. Enigmática. As palavras piscavam em sua mente, mas pela primeira vez não se sentia a beira de um colapso. Sentia-se confusa, sim, mas alerta. A energia dentro de si transbordava, seu pé batia com força no chão e doía por conta do movimento repetitivo. Sentia-se totalmente hiperativa: precisava fazer algo, necessitava sair por aí correndo ou fazendo qualquer coisa que pudesse retirar todo aquele sentimento que ela não entendia de onde vinha.

Toc-toc, ouviu. Toc-toc, repetiu. Abriu a porta de ímpeto. Não gostou de quem viu.

— Temos uma ligação urgente para você na secretaria.

 

 

#QUEM: Pra quem já viu o filme, quais são as semelhanças e diferenças da peça?
LUA BLANCO: É a história do segundo filme, com o melhor do primeiro, então uma mistura dos dois. Tem aquela dinâmica de musical, é curioso ver a história combinar com as músicas, e é tão engraçado quanto os filmes, a gente se acaba de rir na coxia.
———————————————
#QUEM: Qual é o seu momento favorito?
LUA: Eu canto Ovelha Negra com a Fafy Siqueira, que faz a minha avó. Ela sempre cria coisas novas em cena, é divertidíssimo, com certeza um dos pontos altos da peça.
—————————————-
#QUEM: Você ganhou muitos fãs na TV, eles aprovaram a peça?
LUA: Devo muito aos meus fãs, porque eles continuaram comigo depois deRebelde. São um dos meus maiores impulsos. Eles vêm pra porta do teatro, trazem presentes, são carinhosos e educados. Alguns já viram 25 vezes, e os fãs de São Paulo dizem estar ansiosos.

Nas primeiras vezes que eu colocava o vestido de noiva da personagem, eu ficava encantada
—————————————-
#QUEM: Um dos conflitos da sua personagem é descobrir que está grávida. Você pensa em ser mãe?
LUA: A personagem tem 18 anos, então é uma gravidez na adolescência, o que é bastante complicado. É um momento muito emocionante, principalmente uma gravidez inesperada. Eu já tenho 27, ser mãe é um dos grandes projetos da minha vida, mas tem que estar dentro dos meus planejamentos. Quando você tem um filho deixa de viver pra você pelos próximos 20 anos. Pra personagem isso tudo é uma loucura, porque os pais estão trocados, e a mãe, que é sua grande confidente, está no corpo do pai.
—————————————-
#QUEM: A personagem também se casa na peça. Você se imagina casando? De branco, na igreja?
LUA: Um dia, sim. Quero ter um casamento bem bonito, não sei se será na igreja. Nas primeiras vezes que eu colocava o vestido de noiva da personagem, eu ficava encantada. É como se vestir de princesa.

QUEM: Pra quem já viu o filme, quais são as semelhanças e diferenças da peça?
LUA BLANCO: É a história do segundo filme, com o melhor do primeiro, então uma mistura dos dois. Tem aquela dinâmica de musical, é curioso ver a história combinar com as músicas, e é tão engraçado quanto os filmes, a gente se acaba de rir na coxia.

QUEM: Qual é o seu momento favorito?
LUA: Eu canto Ovelha Negra com a Fafy Siqueira, que faz a minha avó. Ela sempre cria coisas novas em cena, é divertidíssimo, com certeza um dos pontos altos da peça.

QUEM: Você ganhou muitos fãs na TV, eles aprovaram a peça?
LUA: Devo muito aos meus fãs, porque eles continuaram comigo depois deRebelde. São um dos meus maiores impulsos. Eles vêm pra porta do teatro, trazem presentes, são carinhosos e educados. Alguns já viram 25 vezes, e os fãs de São Paulo dizem estar ansiosos.

Nas primeiras vezes que eu colocava o vestido de noiva da personagem, eu ficava encantada

QUEM: Um dos conflitos da sua personagem é descobrir que está grávida. Você pensa em ser mãe?
LUA: A personagem tem 18 anos, então é uma gravidez na adolescência, o que é bastante complicado. É um momento muito emocionante, principalmente uma gravidez inesperada. Eu já tenho 27, ser mãe é um dos grandes projetos da minha vida, mas tem que estar dentro dos meus planejamentos. Quando você tem um filho deixa de viver pra você pelos próximos 20 anos. Pra personagem isso tudo é uma loucura, porque os pais estão trocados, e a mãe, que é sua grande confidente, está no corpo do pai.

QUEM: A personagem também se casa na peça. Você se imagina casando? De branco, na igreja?
LUA: Um dia, sim. Quero ter um casamento bem bonito, não sei se será na igreja. Nas primeiras vezes que eu colocava o vestido de noiva da personagem, eu ficava encantada. É como se vestir de princesa.

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