capitulo-foda

Na ficção, tudo parece mágico e perfeito, mas há uma grande desvantagem: não importa se o protagonista tem dezessete anos ou é um moribundo, se é uma novela ou uma trilogia; toda criação literária pressupõe um começo, um meio e um fim. Nas páginas lúcidas da vida, algumas histórias simplesmente não tem final, e há sempre consideráveis chances de uma reviravolta, pois a trama não se limita a três, seis ou dez personagens. Mais alguém pode entrar por aquela porta, agora mesmo. É o que todos nós esperamos, quase sempre.
—  Gabito Nunes.
No dia seguinte Yuri escuta o barulho dos pássaros longe e vai conseguindo abrir os olhos, após abrir os olhos ele respira bem fundo, e percebe que adormeceu ali ao lado de Ana então ele pega e a puxa mais contra seu corpo, com as mãos ele segura as mãos dela e começa a acariciar lá e vai até seu cabelo, começa a cheirá-lo e vê o quanto ele tem um cheiro bom um cheiro tão único tão, dela. Então ele sorri e começa a beijar os ombros de Ana e recordar as coisas que aconteceram a noite passada, ele se sentia mais feliz que nunca havia algo dentro dele que queria explodir de tanta felicidade, mas ele saberia que aquilo não era algo que ele queria, que ele não poderia ter deixado acontecer ele estar ali, deitado ao lado dela o fazia perceber cada vez mais o quanto ele a pertencia, o quanto ele queria demonstrar a Ana que ela tinha controle sobre ele, então Yuri começa a ouvir seus pensamento e se da conta do que havia acabado de passar em sua mente, “eu pertenço a ela” dizia seu subconsciente. Então Yuri escuta o seu celular vibrando e levanta meio tonto ainda para procurar sua bermuda, então ele começa a revirar todas aquelas roupas no chão e vê que a ligação é de seu padrasto direto de Londres, ele faz uma esnobe e atende.
—Oi? —Diz Yuri em um tom de ironia.
—Alô? Yuri?
—Hm?
—Você precisa voltar, sua mãe está doente e ela foi internada hoje.
Após ouvir aquelas palavras o coração de Yuri vai ao chão, e seus olhos enchem de lagrimas então ele tenta se acalmar para continuar falando com seu padrasto, mas ele sente uma dor enorme em seu coração, ele então respira fundo e diz.
—O que… O que ela tem? — Diz Yuri gaguejando.
—Não sabemos ainda, mas volta é grave.
—Ok irei ligar pro meu pai se der vou hoje ainda obrigado por avisar.
—Ligação finalizada—
Yuri estava em choque e começa a chorar descontroladamente, então ele vai deslizando ate chegar ao chão e ali ele se desaba Ana ao ouvir acorda e percebe que Yuri esta chorando, ela entra em desespero pensando que ela teria feito algo que o tivesse magoado, ou que ele estava se sentindo mal então ela levanta e vai até ele e diz.
—Yuri o que você tem? O que houve? Porque você está assim? Eu fiz algo de errado?Eu te machuquei? — Diz Ana preocupada.
—Não Ana não fez nada, minha mãe ta mal e meu padrasto acabou de me ligar pra me avisar ela ta internada, ela é tudo pra mim Ana ela é a pessoa que eu mais amo no mundo, se eu a perder eu não sei o que eu faço, não consigo pensar em viver sem ter minha mãe Ana ela é meu mundo, eu sempre estive com ela e ela estava bem, agora que eu vim pra cá acontece isso ela esta mal e eu estou longe deveria estar com ela ao lado dela, mas não nem pra isso eu sou capaz eu sou idiota.
Ana ao ver Yuri dizendo tais palavras começa a chorar também, ela percebeu algo nele que nunca havia percebido o quanto ele poderia ser vulnerável e por trás daquilo tudo existia um cara de bom coração, então ela coloca sua mão em seu rosto com os olhos cheio de lágrimas respira fundo e diz.
—Meu amor, eu sei que é difícil, mas ela ira ficar bem, não se desespere assim Yuri eu queria ser capaz de tirar toda essa dor que você esta sentindo, deve ser horrível e esta doendo muito em mim te ver assim chorando, sei que não posso fazer nada, mas você ficar desesperado assim não vai ajudar em nada, tenta se ficar calmo o que você está pensando em fazer? —Dizia Ana com um tom de voz suave.
—Eu preciso ligar para meu pai, eu… Eu preciso ir embora Ana, eu tenho que voltar pra Londres e ficar com minha mãe.
Ana ao ouvir “eu preciso ir embora” de Yuri sentiu-se como se seu mundo todo estivesse desabando, ela sentia uma dor enorme só de pensar que Yuri iria voltar, ela sabia que não era outra cidade, não era outro estado, e sim era outro pais tão longe dali, tão longe dos amigos deles, tão longe … Longe dela, Ana então respirou pegou o celular de Yuri e ligou para o pai dele. Após 5minutos Ana volta com o celular e vê que Yuri ainda está no chão totalmente esgotado de tanto chorar, ela então se abaixa e ergue a cabeça de Yuri e olhando em teus olhos pela primeira vez ela sente uma vontade enorme de dizer que ama ele, então ela solta a cabeça de Yuri e ele abaixa novamente, ela segura o celular com todas as forças e respira fundo e diz.
—Seu pai esta tentando ver se encontra voo pra você voltar pra Londres hoje, ele pediu pra te dizer que sente muito, e é melhor você ir arrumar suas coisas que logo menos ele ira vir aqui buscar você. —Dizia Ana tremendo e sentindo-se um lixo por não poder fazer nada para que Yuri ficasse ali.
Yuri levanta do chão, e vai até Ana e com os olhos cheio de lágrimas ele encosta-se a seu rosto e começa a tocá-la, ele sabia que iria demorar pra ele voltar na real ele nem se quer sabia se voltaria, ele estava se sentindo partido, então ele desce as mãos até o cabelo de Ana e começa a fazer carinho, ele respira fundo e fecha os olhos, Ana estava com uma vontade enorme de chorar, mas sabia que era orgulhosa demais pra demonstrar que estava morrendo sabendo que ele iria ir embora, então ela tentava se controlar e observar Yuri era sua ultima opção, então Yuri abre os olhos e diz.
—Deixa-me tocar em você?Pela.. Pela ultima vez? Deixa eu me lembrar de você? —Yuri pisca e uma lágrima escorre em seu rosto.
Ana apenas balança a cabeça em sinal positivo e então Yuri começa a tocar em cada parte de seu rosto, até chegar a seus lábios ele vai com a boca até sua testa e a beija ali por alguns segundos Ana sente o seu coração a cada respiração se quebrando, então ela chega mais perto de Yuri e o abraça, sentindo seu coração bater mais rápido ela afasta-se de Yuri vira as costas e vai em direção à porta e apenas diz.
—Tchau Yuri, cuida da sua mãe e se cuide também.
Yuri então observa Ana saindo pela porta e sabe que ela ira sumir, então ele vai até a cabana dos meninos e começa a arrumar suas coisas, passados 40 minutos o pai de Yuri chega buzinando e ele sai pela porta, após sair seus olhos percorrem todo o acampamento e como um filme ele consegue ver perfeitamente todos os momentos que ele teve ali, então ele olha para aquela cabana e recorda-se de tudo o que tinha acontecido com Ana, por alguns segundos ele consegue sorrir, então ele entra no carro e vai em direção a saída, ali ele vê que Ana estava sentada na calçada e então seu pai fala.
—Quer que eu pare pra você se despedir da sua amiga?
Yuri sente seu coração apertado, ele sente uma vontade enorme de chorar ele não queria deixar Ana, não queria deixar ela sozinha, ele não queria sair de perto do amor da sua vida, sim ele sabia que ela era a mulher de sua vida, então ele respira e diz.
—Não, eu já me despedi dela. —Diz Yuri sentindo seu coração se quebrando a cada palavra dita ali.
Então Ana vê o carro passando e apenas tenta olhar pra Yuri pela ultima vez, após eles terem virado o portão do acampamento se fecha e ela corre ate a cabana das meninas e ali ela desaba, Ana não sentia mais seu coração porque estava totalmente quebrada, ela sabia que ele era o amor de sua vida, que ela o amava então seus pensamentos pensam sobre ela e começa a se culpar por não ter dito quando teve a chance que ela o amava, Ana estava descontrolada chorava de soluçar então chora até que ela adormece ali.
—  Capitulo XVI