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Ultrassom de craque!

Começou o Campeonato Paulista de Futebol 2013. Os times de São Paulo estão investindo pesado em tecnologias e contratações para sair na frente e vencer. O Mogi Mirim, por exemplo, adquiriu uma tecologia GPS que registrará o desempenho dos atletas durante as partidas. Já o Corinthians desembolsou R$ 40 milhões na contratação de Alexandre Pato. A chegada do ex-atacante do Milan ao Timão, no dia 11 de janeiro, foi marcada por uma bateria de exames físicos, realizados com equipamento GE.

A tecnologia utilizada para examinar o atleta foi a ultrassonografia de alta resolução através do equipamento Voluson E8 da GE Healthcare. O equipamento fornece imagens altamente precisas de forma rápida, com conforto para o paciente e o médico. Este tipo de equipamento pode ser utilizado para avaliação e diagnóstico dos tipos mais variados de patologias, como lesões de musculoesquelético, análises de estudos vasculares, exames abdominais, exames cardíacos e também exames obstétricos.


O grande diferencial do Ultrassom Voluson E8 é a ergonomia. Com um braço articulado, um console ajustável, um monitor de 19 polegadas de tela plana e uma interface intuitiva, ele é menor e mais leve do que outros equipamentos da mesma categoria e garante conforto total para os médicos e técnicos que o operam.


Dormindo gostoso!

Além de fazer diagnósticos de lesões muscuoesqueléticos, o equipamento de ultrassom também é usado em exames obstétricos. Acima, imagem feita pelo Voluson E8 de bebê no útero da mamãe.

O bem, a bomba, o peso e o vale

O clássico entre São Paulo e Corinthians é conhecido como Majestoso, desde que Thomaz Mazzoni assim o apelidou, nos anos 1940. O melhor nome atual, entretanto, é Clássico Maniqueísta. Afinal, temos o bem contra o mal. O clube que historicamente se posiciona contra o que está errado no futebol contra o que é beneficiado pelo governo em suas três esferas e pela principal emissora de televisão do Brasil. O time que teve um mísero pênalti apontado a seu favor no Campeonato Paulista contra o que teve nada menos que dez — quase um a cada dois jogos! O time que (quase ingenuamente, em minha opinião) oferece os camarotes térreos e parte das antigas numeradas aos visitantes contra aquele cuja torcida atirou mais duas bombas na direção dos apoiadores adversários, nesta tarde.

Não que se espere muita repercussão por parte dessas bombas. Poucos falaram dela até agora, e alguns disseram que foram os são-paulinos que as lançaram. Não foram. Vi a primeira fazer a parábola a partir do espaço reservado aos visitantes nas arquibancadas, explodindo logo depois, num barulho audível até para quem, como eu, estava do outro lado do estádio. Só não fez grandes estragos, porque caiu no vão da antiga laranja, aberto pela Polícia Militar, onde não havia torcedores. Os PMs que lá estavam não teriam como não ver. Resta aguardar se algum irá se manifestar. O funcionário da RedeTV que se postou em plena arquibancada azul exclusivamente para filmar a torcida adversária pode ter filmado o momento do arremesso. Se filmou, vai apresentar as imagens?

Pouco tenho a comentar sobre o jogo. Lamentável ver que há dois pesos e duas medidas para pênaltis, faltas e cartões. Eu não costumo me importar muito com arbitragens, pois elas tendem a ser ruins para ambos os lados. No caso do time público, elas parecem sempre tender para o mesmo lado. É frustrante.

Não tem nada a ver com o jogo, mas não poderia deixar de registrar, de qualquer maneira: alguns sócios-torcedores receberam, ao adentrar o templo brutalista do futebol, um vale-desconto para os sorvetes vendidos no estádio. Assim, o preço caía de quatro para dois reais, tornando-o igual ao (ou, ao menos, parecido com) de qualquer padaria ou ponto de venda fora do estádio. Deve ter feito os sorveteiros do Morumbi vender um pouquinho mais, apesar da confusão nas letras miúdas: “Válido para compras nos setores inferior e intermediário do Morumbi.” Eu estava na arquibancada e consegui usar o meu. É pouco, mas um agrado, por menor que seja, é sempre válido. Só poderia ter sido estendido a todos os sócios-torcedores: eles eram agraciados meio que aleatoriamente após as catracas. Alguns dos que estavam comigo nem sabiam do que estávamos falando…

Onde estávamos, mesmo?

A viagem a Mogi Mirim teve a obrigatória parada na Kostela do Japonês, em Indaiatuba. E eu percebi por que é obrigatória tal parada, após saborear a iguaria, ainda que, certamente, eu tenha aumentado em, pelo menos, 10% o risco de um infarto nas horas seguintes ao almoço (que valeu também pela janta). Após o banquete, o GPS do São-Paulinista quis testar a destreza de nosso motorista em andar em círculos, tarefa cumprida com êxito, tanto é que chegamos com quase meia hora de lambuja ao estádio que mais muda de nome do Brasil. Ele, que tinha o nome de Papa João Paulo II quando ganhamos nosso último Paulistinha, constava, no ingresso, como Romildo Vitor Gomes Ferreira (pai do Rivaldo) e, no Foursquare, como Vail Chaves. Ele já foi também conhecido como Wílson de Barros. Parece que o nome atual é Vail Chaves, a despeito do que constava no ingresso. Será que o Mogi não estaria interessado em vender os naming rights?

Se vendê-los e entrar uma graninha, talvez eles possam colocar iluminação no banheiro. Ao menos, o masculino, antes do jogo, estava sem nenhuma luz, um breu que só não era total, porque a tarde estava ensolarada. Também poderiam investir em uma sala de imprensa que não ficasse num protótipo de cubo jogado em qualquer parte do terreno atrás dos vestiários, embora tal sala parecesse, da arquibancada, melhor do que o vestiário dos visitantes: ao longo do intervalo, era possível ver que os goleiros Dênis e Léo estavam quase fora do mesmo.

Até a Lua quis assistir aos reservas do São Paulo.

Quem foi ao Wílson de Barros/Papa João Paulo II/Romildo Vitor Gomes Ferreira/Vail Chaves não deve ter gostado muito do que assistiu. O time da casa deu apenas três chutes a gol, marcando no segundo deles. Para um dos integrantes de nossa caravana, marcou nos dois primeiros, então um de nós voltou a São Paulo com um revés de 2 a 0, enquanto os demais só lamentaram a derrota mínima, já que os reservas do São Paulo nem chute a gol deram. Seria, pois, difícil exigir que marcassem um gol.

É de se estranhar que os reservas não tenham jogado com raça, já que, ao menos em teoria, estavam diante de uma oportunidade que se deverá tornar rara nos próximos meses, de demonstrar seu futebol. Logo o time reserva, que vinha jogando tão bem em quase todos os jogos fora de casa do Tricolor no estadual — lembrando que, na próxima terça-feira 30, completaremos seis meses sem nenhuma vitória fora de casa conquistada pelo time titular, uma estatística preocupante.

O caminho do vestiário dos visitantes ao campo.

O jogo valeu porque… bem, porque sempre vale a pena assistir ao São Paulo, independentemente de quem esteja vergando as camisas. Não se assuste se você encontrar, em algum(ns) lugar(es) da imprensa esportiva mainstream, questionamentos de “como o São Paulo espera ganhar do Atlético, se perde, jogando mal, de XV de Piracicaba e Mogi Mirim?”. Eles não sabem o que escrevem.

Talvez o medo de um empalamento em cobrança de escanteio tenha influído.