azul e branco

Azul e branco

Era dia e era noite também. Era home e era mulher de todo jeito. Era vivo e era morto e era azul e era branco. Era frio e era quente, sem dúvida ou certeza. Era doce e era amargo, café com leite e graças a deus. Não tardava em sair quando os ponteiros maculavam a hora da noite, a hora do escuro. Não tardava em se pintar quando a luz sonolenta do calar do dia se fazia grande, se fazia rei que era rainha. Tinha pressa e tinha fome. Era excitação e era sexo. Tinha medo e tinha anseio se não saísse com a bolsa cheia. Era tudo e tudo era sujo. Era nada porque tinha que ser. Era amor… Não, não era. Não tardava em gritar quando mandavam, não sentia nada, mas não era mestre. Era escrava. Era preciso. Não era pouco, não era muito, não era suficiente, não fazia diferença. Era difícil e era duro. E como era. Era dolorido e era carne. Às vezes era sangue e às vezes era gozado. Não tardava em se aprumar de novo. Tinha pressa e tinha dor. Tinha uma perna distante da outra e um andar descadeirado. Era batom vermelho e salto alto. Era delicadeza e virilidade. Era fim de turno. Era dia de novo. Hora de dormir, talvez. Demorada era a limpeza pós-labuta. Não tardava no sono. Não era mais dia, era noite de novo. Era azul e era branco. Era homem e era mulher. Pela última vez. Era pintado e disfarçado. Não tardava em embarcar com estranhos. Dominava o prazer alheio e só. Era motel e era caro. Freguês gentil é raridade. Bolsa cheia para a semana por algumas horas turgescentes. Era dor e era sangue. Era metálico. E bizarramente imitada da lida, entrava e saia e doía. Era homem e era mulher. Era vivo e… Não. Para todo jeito e todo sempre. Não era mais.

Yan Karlor

Quinas, não quinas?

Quinas, não quinas?
AGO 14 2013
Publicado por Joker
Não sou adepto das “quinas”
Da Selecção, a bem dizer
Equipas de outras tintas:
Verde e vermelho, a condizer

Só duas cores me saúdam
Nas quinas desta Nação!
Azul e branco, s’escudam
Por Portugal, seu pendão!

Justiça, Lealdade e Pureza
Nessa bandeira Monárquica
Um Condado, por certeza
Um Reino, nessa heráldica!

Não me revejo Republicano
Ou no…

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DIA AZUL (E BRANCO, E VERDE)
 
Este dia pra mim é branco e azul
Não só por causa do céu cristalino
Nem tão só pelas paredes da minha sala.
É branco e azul pelas vertentes de minha vida.
É verde também (não posso esquecer)
Porque a esperança retratada desta cor
Me remete aos fatos positivos que estão a me acontecer…
Fatos motivados e compartilhados e que estão a acontecer.
Quero viver, beber e me alimentar deste dia
Este dia branco e azul (e por que não verde também?)
Como se fosse único,
Saudado pela aquarela de três cores singelas!
    
sobre: Feriado Postergado do Funcionalismo Público.
—  Veronica Carreiro