As pessoas são tão iguais. Chegam em nossas vidas prometendo uma mudança, uma virada. Prometem que irão ficar, mas, partem logo, sem avisar. Tentam nos fazer acreditar que elas são diferentes, mas, no fundo nem elas mesmo sabem o que a diferença significa. Dizem que se importam, mas quem realmente se importa demonstra, não esconde, não tenta apagar o que deveria estar aceso. As pessoas nos esquecem. Nós nos esquecemos delas. Mas o que determina se esta pessoa fez falta, é o tempo que levaremos para esquecê-las por completo, porque quem esquece na mesma velocidade que se atraí, de fato, nunca se atraiu de verdade, só quis ter por perto, por um tempo indeterminado, incerto. Pessoas não possuem o poder de parar o tempo, mas algumas nos fazem aproveitar bem pelo tempo que permanecem conosco. As pessoas não tentam fazer a diferença, mas algumas conseguem se diferenciar facilmente das outras. As pessoas nos tiram o sono, nos fazem sentir uma falta tão grande a ponto de não conseguirmos pregar os olhos. As pessoas mentem, e a mentira mais comum é aquela em que dizem que nós vamos permanecer tempo o suficiente em suas vidas, mas acontece totalmente o contrário. Permanecemos tempo o suficiente para não entendermos como conseguimos perder e tempo o suficiente para que não conseguirmos apagar de vez da memória. Todos possuem um limite, um limite que é totalmente pessoal. Somos muito diferentes, mas, nós sabemos quem nos quer por perto, sabemos nos afastar e sabemos como magoar e o curioso é que sempre escolhemos ultrapassar nossos limites simplesmente para tentarmos algo que no fundo sabemos que não deveria nem ter sido idealizado. E está para nascer alguém que cumpra o que prometa, pois, quando prometem ficar, significa na verdade que não sabem ao certo quando vão partir, mas sabem que será logo logo, sem pressa, sem hora e sem alguém para intervir...

Borboletas me convidaram a elas.
O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu.
Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas.
Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta seria, com certeza,
um mundo livre aos poemas.
Daquele ponto de vista:
Vi que as árvores são mais competentes em auroras do que os homens.
Vi que as tardes são mais aproveitadas pelas garças do que pelos homens.
Vi que as águas têm mais qualidade para a paz do que os homens.
Vi que as andorinhas sabem mais das chuvas do que os cientistas.
Poderia narrar muitas coisas ainda que pude ver do ponto de vista de
uma borboleta.
Ali até o meu fascínio era azul.

__Manoel de Barros, Borboletas, in Ensaios Fotográficos

No momento que te vi senti algo diferente, tinha algo em você que me atraiu de uma forma inexplicável que só de lembrar sorrio. Não foi nada combinado, aconteceu. Aconteceu da melhor forma e no momento certo. Hoje você é o primeiro que passa pela minha cabeça quando acordo e o último pensamento antes de dormir. É gostoso pensar em você, em nós. Se sentir amado é a melhor sensação, sentir que tem alguém com você te apoiando é sensacional, ver que quer te ver, te amar e te dar do melhor faz com que seus dias sejam mais alegres
—  frasiador

Conta-se que, quando Deus se dispôs a criar os pais, Ele se esmerou a tal ponto que atraiu a atenção de um anjo, que ficou a observá-Lo. Deus começou fazendo um homem de estatura muito alta. O anjo vacilou um pouco, mas resolveu falar com o Criador: “Senhor, que tipo de pai é este? Se as crianças são baixinhas, por que um pai tão alto? Ele terá dificuldades para jogar bolinhas de gude sem se ajoelhar. Não poderá colocar uma criança na cama, nem beijá-la, sem ter que se curvar muito.” Deus sorriu e explicou que o pai precisava ser alto, para a criança ter alguém para enxergar, quando olhasse para cima. Aí, Ele partiu para colocar mãos grandes e vigorosas no modelo. O anjo criou coragem e falou outra vez: “Senhor, desculpe-me. Mas mãos grandes são desajeitadas. Elas não vão conseguir abotoar botões pequenos, nem prender elásticos nos cabelos e nem retirar cisco do olho de uma criança. E como irão trocar fraldas num bebezinho?” “Pensei nisso”, respondeu Deus, com toda Sua paciência. “Eu as fiz grandes o suficiente para segurar tudo o que um menino tira do bolso no fim do dia. E você verá, são pequenas o suficiente para segurar e acariciar o rosto de uma criança.” Depois, Deus começou a modelar as pernas. E as fez longas, esguias. E colocou ombros largos no protótipo de pai que estava criando. “O Senhor percebeu que fez um pai sem colo? Quando ele segurar uma criança, ela vai cair pelo vão das suas pernas” tornou a censurar o anjo. Deus continuou a modelar, com todo o cuidado e esclareceu: “Mães necessitam de colo. O pai necessita de ombros fortes para equilibrar um menino na bicicleta ou segurar uma cabeça sonolenta no caminho de casa, depois das brincadeiras do circo ou da ida ao parque.” E Deus colocou pés grandes. Os maiores pés que o anjo já tinha visto. Ele não se conteve: “Senhor, acha justo isso? Honestamente, o Senhor acha que esses dois pés vão conseguir saltar rápido da cama quando o bebê chorar? E quando tiver que atravessar um salão de festas de aniversário de uma criança, então! No mínimo, com esses pés enormes vai esmagar umas três delas, até chegar do outro lado.” “Eles vão ser úteis”, foi explicando o bom Deus. “Você verá. Vão ter força para sustentar uma criança que deseje ver o mundo, do alto do pescoço do pai. Ou que deseje brincar de cavalinho. Vão dar passadas firmes e quando a criança as ouvir, subindo as escadas, em direção ao seu quarto, se sentirá segura, por saber que o pai logo mais estará ali, para abençoá-la, antes de se entregar ao sono.” Deus continuou a trabalhar noite adentro. Deu ao pai poucas palavras, porém uma voz firme, cheia de autoridade. Deu-lhe também olhos que enxergavam tudo, mas que continuavam calmos e tolerantes. Contemplando sua obra de arte, Deus resolveu acrescentar um último detalhe. Tocou com Seus dedos os olhos do pai e colocou lágrimas que ele pudesse acionar, quando tivesse necessidade. Aí, virou-se para o anjo e perguntou: “Agora, você está satisfeito em ver que ele pode amar tanto quanto uma mãe?” O anjo nada mais tinha a argumentar e permaneceu em silêncio.

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Estou desiludida agora. Por acaso vim uma entrevista do realizador e ele próprio disse que não gostava de filmes de ação sem conteúdo e que se baseavam somente em explosões (o que me atraiu mais no filme era mesmo essa ideia de um plot desenvolvido).

Ainda por cima tem a Scarlett…

Eu também estava bue entusiasmada desde que tinha visto o trailer, mas foi tao mau. 

E se ele disse isso entao é alta hipocrita, porque o filme teve bue daquelas cenas hollywood, tipo cenas em carros e explosoes num MUSEU e tiroteios no hospital e o caneco.

E depois a principal beija um gajo sem contexto nenhum tipo nao faz sentido nenhum o filme está super lame. 1/10

Teu jeito confuso levou pessoas pra longe. Você é um emaranhado de sentimento e razão e é praticamente impossível permanecer. Só que cada pessoa tem sua pequena capacidade de atração, e você não seria diferente. A sua capacidade de atração é quase inexistente, sabe disso. Mas talvez por destino ou pela vontade dos cosmos você me atraiu. Infelizmente, felizmente, tanto faz. Sua confusão afeta os atraídos e você me afetou. E se me perguntassem todos os motivos que me levaram a te amar eu não saberia dizer um. O amor por si só já é um mar desconhecido. Amor mais você é um mar intolerável e impossível de navegar. Você se conhece melhor do que eu e melhor do que qualquer um e sabe bem do que falo. Eu sempre evitei coisas difíceis só pra me poupar o trabalho de tentar lidar, mas com você não foi possível evitar. E, agora, me vejo aqui enlaçada a sua complicação. É quase como um labirinto e eu não faço a mínima ideia de qual é o caminho certo para a saída.

Sabe por que ela é tão sensacional? Porque ela te faz esperar. Te faz implorar. Te deixa ridiculamente vulnerável, te rouba o sossego, te faz trocar o travesseiro pela cachaça, o sorriso pela lágrima, a paz pelo desespero.

Sabe por que ela te parece tão inspiradora? Porque ela é uma filha da puta. Que te trocou por outro, não respondeu as tuas mensagens, cuspiu na sua dignidade e continua sendo musa das suas poesias.

Ela não tem uma bunda insubstituível, nem faz um sexo sensacional, nem tem a sensualidade de uma deusa – o que tornaria, talvez, explicável toda essa obsessão patética. Só há uma diferença verdadeiramente expressiva entre ela e aquela moça que te elogiou o sorriso: é que ela não te quer. Ela tornou-se inalcançável e isto te atraiu de uma maneira que você simplesmente não consegue lidar. Que grandessíssimo babaca é você, deixando mulheres sensacionais para trás enquanto se ocupa em remoer o desprezo de quem simplesmente não te ama mais.

Você parece tão adulto, mas que grandessíssimo babaca – amando sem ser amado pelo simples prazer de protagonizar um pseudodrama imbecil.

Quer saber de uma coisa realmente dolorosa – e da qual um imbecil como você é completamente merecedor? – ela não te quer. Nem por um diazinho. Nem pra lamber-lhe os sapatos e lavar-lhe as calcinhas. Ela deixou de te querer quando percebeu que continuar te querendo era o primeiro passo pra deixar de te merecer. Porque um homem como você só se contenta com o impossível, com o difícil, com o problemático – e, embora você seja realmente muito filho da puta, quem sou eu pra te julgar? Eu também gosto dos filhos da puta.

Mas, acredite, ela faria qualquer coisa pra se ver livre dessa sua patética dor de cotovelo. Ela não vê, mas seria tão simples: a ela bastaria se apaixonar por você. Ouvir tuas palavras, te aquecer numa noite fria, tomar uma cerveja com você no fim do expediente. Cuidar bem do teu amor.

E então, ela deixaria de ser sua musa inalcançável para tornar-se um inconveniente, um infortúnio. Deixaria de ser venerada para ser simplesmente indesejada no momento em que correspondesse a estes anseios ridiculamente exagerados que você alimenta. Ela ouviria um milhão de nãos no instante em que te dissesse sim. Por que um homem como você não ama o amor: ama a conquista, a vitória, o triunfo. Um homem como você é babaca demais pra perceber: ela só é tão sensacional porque não ser mais tua.

Nm

Complicada e… Bem complicada! Nada de perfeitinha, porque de perfeito ninguém tem nada, apenas a ilusão de ser. Talvez fosse exatamente o jeito de ser. Talvez fosse o sorriso encantador ou o cabelo castanho curtinho que em um passado rebelde já fora longo e… Roxo? Não, vinho! Talvez seja a relação de amor e ódio com os cachinhos, ou todas as mudanças pelas quais passou. De garotinha tímida e envergonhada à mulherona desinibida e comunicativa; da boca natural ao batom pink; o tempo fez bem à ela.

Imã que foi magnetizado um tanto quanto errado, sempre atraiu muitos caras, mas nunca o príncipe encantado; nunca teve um namorado. Vai ver é só o complexo de Branca de Neve… Fadada a viver rodeada de anões até que o tal príncipe resolva aparecer. Ela sabe que é tolice, tal coisa como um Príncipe não existe. O que existe é no máximo aquele tipo de paixão que é capaz de transformar sapos, não em príncipes, mas em amores para toda a vida! E ela procura tanto… Uma busca desenfreada por uma pessoa com qualidades tão específicas que ela sabe que não vai encontrar. Uma busca pela pessoa que ela considera perfeita, mas eu já disse, tal coisa não existe, e então ela se frustra.

Aí vai chegar um dia que de tão cansada, vai deixar de procurar. Vai abandonar qualquer esperança de ser encontrada, e vai ser aí que os dois vão se encontrar. Ele não vai ser o príncipe encantado, mas mesmo com todos os seus defeitos, vai ser perfeito pra ela, e ambos vão se completar.

Ela, complicada. Ele, com um gosto um tanto peculiar e bem vindo por resolver enigmas e quebra cabeças. Ela vai ser o quebra cabeça preferido dele, daqueles que ele vai montar um pouquinho a cada dia e cada nova peça colocada vai acelerar seu coração, e então, quando o quebra cabeça estiver completo, ele vai emoldurá-lo e pendurar na parede mais bonita da sala; o seu orgulho.

Ela o soluto, ele o solvente. Numa relação completamente homogênea e balanceada, vão viver o tão sonhado Felizes Para Sempre.

Ela Bebia lentamente e fumava um cigarro caro de um jeito nobre e gentil. Fazia isso de uma maneira lenta… como se cada gole fosse uma memória e cada cigarro um sonho perdido. A dama mais linda da noite e também a mais pensativa. Os suspiros dela eram como tufões e os pensamentos mais barulhentos ainda. Seu olhar era literalmente dominador, como alguém que sabia qual seriam as perguntas e tinha todas as respostas na ponta da linguá. Chegou no lugar como quem não queria nada e simplesmente atraiu todo e qualquer olhar. A noite era sua melhor amiga, já que ela iluminava o salão como o luar mais lindo da lua. Pouco sabia eu que por baixo daquela muralha segura e forte, havia uma garota frágil e insegura, que precisava de um porto seguro e um destino certo. Foi ela que chamei um dia de esperança e é ela que realizou todos os meus sonhos e é dona de todos os meus sorrisos e pensamentos.

— Confissões de um cara perturbado.

"Rolou a lágrima quando abriu os olhos por conta da queda que lhe rasgou a pele do rosto e que mostrou a podridão outrora escondida na capa dos lábios curvados.
Logo sentiu que o calor saiu, como num conto onde o sono é profundo. Ao acordar percebe ofegante, no peito antes vibrante, agora prestes a sangrar na navalha da consciência.
Levanta a cabeça, já coberta pelo sangue que vertia, vê o local de onde caiu e a miséria da armadilha que lhe atraiu, percebe seu eu de pó.
Pobre, miserável. Clama por misericórdia. Dá-me teu coração. Pinga o remédio, ardeu. Sente a mão que o toma e levanta. Caminha! Esforça-te e tem bom ânimo, eu venci o mundo.”
- The Sin
—  Reflexão do Reino
Festa com barcos alegóricos atraiu milhares de visitantes a Arcos de Valdevez

A Festa do Rio com Barcos Alegóricos, elaborados pelo artista arcuense Zé Mokuna, realizada há já mais de 30 anos, continua a atrair milhares às margens do rio Vez. Este ano o tema do desfile foi a ‘7.ª Arte’ e, tal como em anos…



Festa com barcos alegóricos atraiu milhares de visitantes a Arcos de Valdevez
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Abrindo as cortinas para o fim de semana especial dos Artistas de Teatro, #soujoia com a Clara Santhana, essa Tanzanita mais linda: Clarinha por fora e cheia de cores fortes por dentro!

Lyz

”Não posso deixar de falar é da minha relação com meus pais. Fundamental na minha vida e carreira! Sempre me apoiaram muito, e me inspiram também. Ela é paraibana e toca acordeom e ele é carioca e toca gaita!! Sempre teve muita música na minha casa.

”Na dança afro, descobri minha negritude, um pouco escondida pela pele branca. Mas claro, ta no sangue de nós brasileiros. E eu senti muito forte ao começar a dançar Afro! E me apaixonei

Clara, desde pequena, sabia qual caminho seus pés queriam trilhar. O teatro a atraiu para si como um astro atrai um planeta, numa valsa gravitacional. Seus olhos infantis não se contentavam com a magia presente no palco, queriam desvendar cada centímetro de mistério por trás das cortinas, queria abrir o baú de segredos daquela gente que era mil num corpo só. Tinha a certeza, aquela certeza de criança, tão nítida e inquebrável, que havia encontrado seu mundo.  O experimentou e brincou com ele junto com as crianças do prédio em que morava, lá em Niterói, mesmo não conseguindo decorar as falas. Mas isso não a intimidava, tinha a fita k7 como fiel escudeira e que não lhe deixava na mão. E a menina continuou seu caminho,  de passo em passo mais perto do seu mundo.

Mudou-se pro interior, pro cheiro da terra molhada e bom ar nos pulmões. Uma nova cidade, novas influências, e Clara deixou-se transbordar por elas. Criou novos contornos.  Adolescente vibra energia e clama por experiências, e com Clara não era diferente: do teatro vinha o canto da sereia, e ela não recusaria seu chamado. Se jogou no teatro da escola. E foi lá que teve contato com um homem que seria grande fonte de inspiração, fazendo-a amar ainda mais o caminho que decidiu seguir. Luiz Albertoni não limitou-se a lhe mostrar o horizonte, ele também a ensinou o caminho até lá. E Clara o trilho, lindamente!

Ao chegar nos limites do horizonte, Clara viu que ele era apenas mais um. Um murinho entre tantos outros que a aguardavam. Mais uma longa caminhada a aguardava, mas ela não titubeou. O que era mais uma trilha pra quem já tinha percorrido tanta estrada de chão? Então ela seguiu seu caminho.  Foi para o Rio estudar Artes Cênicas, e mais uma vez se remodelou. Cada dia é um aprendizado, e Clara teve vários professores.  

A moça maravilhada passeava pela Lapa, degustando as cores, os sons, os risos. Devorou a diversidade até se saciar e mais além. Fez da cultura  prato principal de seu menu. Clara se redesenhou, sofreu mutação. Fez o samba fluir na veia, fez o canto vibrar mais forte. E com a benção de Nanã, Oxum e Oxalá, ela seguiu seu caminho.

E Clara se metamorfoseou, virou borboleta. Clareou as ideias, fez do coração um prisma e refratou sua luz para os outros.  Em cada história, em cada canto, em cada olhar.  Já era tão diferente da menina da fita k7, mas ainda a tinha como parte fundamental. Sem ela, não haveria o hoje. Não haveria Clara (nenhuma delas).

Contorna, remodela e transborda como poucos, fala com a voz, o corpo e os olhos. Clara é joia bruta e lapidada, filha da terra, do trabalho e do amor.

△ Isis Fiorito

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