Ninguém possui total perfeição. Algumas pessoas são admiradas em demasia, porém seu brilho próprio não é suficiente, elas sempre necessitam de um ponto de partida. É como a lua, idolatrada por muitos, mas que por sua vez, necessita do sol para ser perfeita.
—  Gabriel Malaquias
Ele é o tipo de cara na medida certa, não te deixa solta, mas também não sufoca. Ciúmes ele tem, e você também, coisa natural, mas ele procura não demonstrar sentir tanto, é só excesso de proteção e medo de te perder entende? Ele é maduro suficiente pra não brigar por bobagem e tenta relevar ao máximo tudo que o incomoda. Não te priva de nada, mas também quer tua atenção, é compreensivo com tuas escolhas, é a base que precisa quando tudo tá prestes a desmoronar, ele sabe que não pode te soltar e nunca fará isso. Entende teu ponto de vista e teus argumentos. Mas também têm os dele, ele não é do tipo que muda para te agradar, mas que faz o possível para que o jeito dele se adapte ao seu. Não abre mão de sua crença e rotina, mas tá disposto a te adaptar nela pra tudo melhorar. Não sabe surfar ou tocar algum instrumento, mas dirige e é simpático com quase todos (convenhamos simpatizar com seus ex-namorados não estava no contrato). Engraçado a maior parte do tempo, mas sabe ser intelectual e falar um pouco de valores e coisas chatas do tipo quando é preciso, ele não é perfeito, mas tenta ser se isso te fizer feliz. Teu signo bate com o dele, seus corpos se encaixam como nenhum outro jamais se encaixou, ele sabe a hora de te beijar, te abraçar, ele sabe que não existe hora pra isso, ele te respeita acima de qualquer coisa e faz tuas vontades somente quando sabe que é certo, ele te entende somente na troca de olhares, ele conhece seus gostos, suas manias, sua rotina, seus trejeitos, as amigas e sem falar que seus pais gostam dele, da forma como ele te protege, te olha e te cuida. Ele sabe dos teus problemas e já chorou por você, ele prefere que você fique sem maquiagem, ele adora teu cheiro natural, ele gosta quando você veste a camisa dele, ama seus olhos e cada parte de você. Não é alérgico á animais, pelo contrario, os ama tanto quanto você e não vê mal em ter três cães, um urso panda, uma girafa e uns tigres em casa. Ele tem os mesmos princípios e sonhos, ele te inclui no futuro dele, ele te quer por perto mesmo que esteja ocupado, ele te faz sentir a garota mais linda e não tem vergonha de lhe mostrar pros amigos. Tá pronto pra assumir compromissos e da a cara a tapa pelo que quer, e olha, ele deixou claro que quer você, que precisa de você, chega a ser necessidade o jeito como ele precisa de ti, é aquilo de depender de um sorriso, um olhar ou um abraço. Ele tem medo de montanha russa e palhaço, não gosta de reggae (ufa!) e até arriscaria uma serenata. Ele sabe dos teus gostos musicais, conhece seus filmes preferidos e já viu todos contigo, conhece teus livros de trás pra frente e conversa contigo sobre eles para mostrar interesse pelo que te interessa. Conhece seus traumas e tenta te fazer supera-los. Ele sabe do teu medo de moto sem nunca ter dito nada, só pelo modo que olha pra uma. E sobre isso… Ele tá disposto a trocar por um carro se você quiser. Ele tem aquele jeitinho todo bobo quando tá contigo, te olha nos olhos enquanto fala e quando não fala também, você sabe que ele é o cara pra você. O abraço não é um dos mais confortáveis, mas é o que mais lhe transmite segurança, proteção, é um abraço sincero sem muitas delongas. Ele te cuida, te procura, te ama. Ele sou eu.
—  Yasmin S.
Eu não te amo mais. É isso que você precisa escutar para ir embora? Então é isso: eu não te amo. Agora vá, e leve consigo todos os nossos medos, nossos segredos, nossos risos e nossos sonhos. Não te quero mais aqui, não quero admirar esse teu sorriso, não quero sentir teu cheiro e nem beijar sua boca. Nunca mais. Mas por favor, vai embora antes que eu desminta tudo isso e admita que só te quero mais. Pegue suas roupas do meu armário e junta os farelos do seu amor quando for embora. Vai ligeiro, tenho pressa pela solidão amarga que me espera com a tua partida. Mas, de verdade, me leva. Ninguém escapa o peso de viver assim, me deixa te carregar, então. Amor, o amor não acaba e você vê, dentro dos meus olhos, que o ódio se disfarça na fina fronteira dessa paixão destroçada e magoada que tenho no peito. Não sei o que eu digo, não sei o que é isso, mas machuca. Pega o restinho de amor que ainda tem por mim e em minhas costas unte-o para que eu possa sentir o seu peso, me faça sentir qualquer coisa. Se disponha por nós ou apenas pare de fingir que se importa. É isso o que você precisa para tomar coragem? Arrume as malas e vai embora, meu bem. Eu estarei logo atrás de você.
—  Clarissa e Luna.
Arrume a cama,
o cabelo,
o emprego,
os estudos,
e depois se der tempo
entre um seriado ou outro
arrume um amor.
—  Clarice Falcão

A nova aluna da Too Gakuen arrumou sua bolsa e saiu da sala de aula, seguindo para o ginásio do colégio. Soubera por Makoto que Shoichi era do time de lá, coisa que a jovem tinha imaginado muito tempo.

"Finalmente verei o Shoichi!"

Comemorou em pensamentos. Chegou ao ginásio e se sentou na arquibancada, vendo o time se aquecer.

- Ué, cadê ele…?

Reencontro open

Já haviam se passado dois anos desde a briga na praia e a sua ida, ou melhor a intimação de Rin para ir com ele a Austrália. 
Apesar de estar feliz, ainda sentia-se vazio, era como se parte de si faltasse. 

Rin: Haru! Arrume as malas, vamos voltar! º Sorriu mostrando os dentes.º

- E-eh?! 

Perguntou incrédulo e ainda absorto em seus pensamentos. 

Rin: A-r-r-u-m-e as m-a-l-a-s! Nosso voo sai amanhã a tarde! 

- Voltar para o Japão…?! 

O moreno sentiu um arrepio intenso. Reveria todos, inclusive aquele moreno de olhos verdes com quem havia brigado. Seu melhor amigo, Makoto. Estava com medo?! Não sabia dizer. 

- Hm! 

Concordou baixo, se levantou da cama e começou a arrumar as malas. 
No dia seguinte a tarde, estava com Rin no aeroporto, despachado a bagagem, preparando-se para sua volta. Como será que estariam?! Rei e Nagisa já tinham se formado, o que estariam fazendo? Será que Makoto ainda estava em Tokyo?! 

Eram as perguntas que passavam por sua mente enquanto ouvia a mulher da companhia aérea falar qualquer coisa. 

- …

Entraram no avião na hora marcada. Mudo, Haruka ficou olhando pela janela. 

" Makoto…Nagisa…Rei…" 

Mas me diga como vai a sua vida? Sim eu ainda me importo, talvez tuas histórias me rendam poesias, é ainda gosto de escrever sobre você. Me diga se ainda gosta de mim, e eu brindo uma garrafa de vodka hoje a noite “Viva a felicidade”, ou diga que já me esqueceu e eu passo a noite em claro vendo nossas fotos antigas. Diga que arrumou um novo namorado e eu até desejo sorte para vocês, ou diga que quer me encontrar novamente e eu coloco aquele terno que você acha ridículo mas gosta quando eu uso. Diga que me ama e eu vou lhe dizer o te amo mais sincero de todos, diga que acabou e pela primeira vez eu vou dizer : Eu te entendo.
—  Estigmato.
Reencontro [Closed]

Já fazia algum tempo que não viajava com o pai ao japão. Estava de férias e não tinha muito o que fazer, viu a oportunidade e pediu ao pai que o levasse na sua próxima viagem. Dito e feito, Nico estava de malas prontas para o Japão com todas suas roupas mais pesadas pois do outro lado do mundo já estava fazendo frio. 


Nico sequer se lembrava de que ia encontrar Akira, ele estava indo mais pela diversão e por gostar do país. Foi então dormir cedo naquele dia pois partiriam logo no incio da manhã para chegarem com o dia claro. 

- Boa noite mamãe! Papai…

Seu despertador tocou as quatro da manhã, o jovem se levantou, tomou banho, arrumou-se e então desceu com as maças para tomar café. A mãe já estava acordada, Dino ainda estava se arrumando. 

- Bom dia mamãe! 

58 - Do I Wanna Know?

Max e eu estávamos presos a tv por um desenho que nunca havíamos visto antes, mas mesmo assim eu podia sentir o olhar de Clara sobre mim e isso começava a me incomodar. Eu pretendia esquecer aquela maldita viagem nem que fosse por apenas essa noite, mas aquele olhar estava tornando isso uma tarefa difícil.

-Para com isso – Resmunguei jogando-lhe uma pipoca

-Ele vai sentir sua falta – Ela passou a mãos nos cabelos de Max que estava entre minhas pernas.

-Eu sei – Murmurei voltando minha atenção para a Tv

Max era novo e provavelmente logo esqueceria de mim, mas eu já estava velha o suficiente para saber que ele era uma criança inesquecível.

Ficamos ali por um longo tempo assistindo Tv ate Max adormecer e eu leva-lo para o quarto de minha mãe.

-Você já arrumou suas malas? – Perguntei assim que entrei no quarto.

-Deixei tudo pronto – Ela me olhou, piedosa e não tinha coisa que eu odiasse mais do que aquele olhar de piedade.

-Se você me olhar assim mais uma vez, eu te coloco para fora dessa casa – Falei mais séria do que o esperado – Eu não quero que sinta dó de mim

-Vanessa eu… – Ela tentou

-Só não me olha assim – finalizei e percebi, tarde demais, que havia feito aquele clima pesar e toda a leveza ir embora à mesma intensidade em que o sorriso irônico de Clara surgia.

-Você que decide – Ela levantou o suficiente para me puxar para o seu colo e fazer-me sentar – Romantismo não é o seu forte, muito menos delicadeza então…

Eu estava prestes a levantar e abrir a boca para falar, mas fui tomada com sua agressividade e ela parecia querer me devorar.

-Clara – Segurei seu pulso com força tirando seus braços de minha nuca

Fato era que ambas tínhamos raiva, por motivos totalmente diferentes, mas aquela não era uma forma que eu gostaria de demonstrar minha raiva.

-Você disse que não queria dó – Ela tentou se soltar e eu apertei seus pulsos com mais força.

-Falei sobre olhar para mim como se eu fosse uma coitada – murmurei irritada.

-Quem disse que eu te olhei assim? – Ela tentou se soltar e eu não consegui conter o sorriso ao perceber seu rosto ficar mais vermelho, sua testa franzir e um bico automático se formar em seus labios. – Me solta

-Não – Sorri apertando mais ainda

- Eu gosto muito de você e estou triste por mim, por estar indo e… te deixando aqui – Ela sussurrou se remexendo sob mim.

-Esquece isso – suspirei soltando seus braços – Você mesma já falou que não é por você.

Tentei levantar, mas ela segurou-me com força. Clara sorriu sapeca e eu fiquei impressionada como ela conseguia mudar de humor tão facilmente.

-Você é louca – murmurei quando senti seus lábios já tão próximos dos meus.

-Você é um poço de sanidade – Ela sorriu já sobre meus lábios e o beijo foi conseqüência.

Nossas línguas se exploravam tentando gravar cada sabor, já conhecido. O beijo parecia saciar nossas necessidades por pouco tempo, pois logo depois nossas mãos estavam a passear, gravar curvas, texturas e temperaturas.

Suspirei quando senti seus lábios se afastarem só para que minha camisa pudesse passar, mas só de imaginar que aquela poderia ser a ultima vez que teria seus lábios… Outro suspiro escapou, mas não de prazer.

Foi minha vez de tirar sua camisa e observar bem aquele corpo, sua pele clara, seus seios fartos e aquelas tatuagens que me deixavam curiosa mesmo já as conhecendo de cor.

PDV CLARA

Empurrei seus ombros com delicadeza fazendo-a levantar e continuei sentada para tirar sua calça. Ela abaixou-se enquanto eu apenas a observava tira-la e assim que ela voltou a ficar ereta, eu não consegui conter o suspiro.

Aquele corpo, aquela mulher… Minha maior perdição, cravei as unhas curtas em seu abdômen e arfei quando senti todos aqueles músculos se tencionando. Aquele nunca havia sido meu tipo preferido de mulher, mas com Vanessa era totalmente diferente e eu amava aquilo tudo e ainda queria muito mais.

Ela sorriu se abaixando para tirar minha calça e nós rimos quando ela fez um esforço a mais para tira-la. Quando seu corpo ficou sobre o meu e seus lábios tomaram os meus, tudo la fora foi esquecido e tudo que me importava era ouvir aqueles suspiros e gemidos que eram o som mais gostoso de ouvir.

-Van – Gemi quando senti seus labios em meus seios, era um conjunto alucinante de toques firmes, sensações e um jeitinho que só ela sabia fazer.

Meu coração acelerou com a excitação que me dominava, mas também com a angustia por saber que eu demoraria a ter outra noite como aquela, ou talvez, nunca mais tivesse. Voltei a realidade quando senti o tapa em minha coxa, fitei-a com aquele sorriso safado que era típico dela naquelas horas.

-Fica aqui – Ela sussurrou mordendo minha coxa – Fica comigo.

Sabia que ela falava do momento, mas também sentia o poder a mais que aquelas palavras tinham.

-Eu to aqui – Sussurrei puxando-a para cima, para poder beija-la.

Abri as pernas deixando-a se encaixar em mim e dessa vez eu não queria dominar e sim ser dominada por ela… Me deixar levar e me permitir sentir todas as sensações que ela poderia me causar.

Quando nossos olhos se encontram não foi preciso palavras, todos nossos sentimentos estavam expostos ali e nossas promessas estavam sendo ditas naquele brilho que ainda permanecia nos nossos olhos.

-Clara – Ela arfou começando a rebolar sobre mim. Entrelacei minhas mãos em seus cabelos obrigando-a a me olhar, manter seu mar negro sobre os meus.

-Vai Vanessa – Gemi erguendo meu quadril em sua direção.

Sentia-me sendo queimada viva e não consegui manter os olhos de Vanessa presos aos meus por muito tempo, estava mais preocupada em intensificar aquele prazer.

-Eu… – Ela arfou afundando sua cabeça em meu pescoço – te amo

Sua voz soou tão dolorosa quanto o gemido que se seguiu.

-Eu te amo  - Arfei cedendo ao prazer, cravando as unhas em suas costas sentindo meu corpo derreter em seus braços.

Ela afastou-se para me encarar e assim que seu rosto se contorceu ela me beijou com sofreguidão, ronronando como uma gatinha satisfeita… Eu? Eu só pude ceder ainda mais aos encantos daquela mulher e satisfazê-la durante boa parte da noite, porque na outra parte foi ela quem me satisfez.

Diferente das outras noites elas estavam calmas, sem urgências, mas ainda assim exalavam luxuria.

Iam com calma tentando gravar na memória os sabores, as sensações, os toques e todos os sentimentos que vieram a tona naquela noite. Não em palavras, mas em gestos se declaram, se entregando como nunca haviam feito antes.

Naquela madrugada, após se certificar que Clara dormia, Vanessa não segurou e derramou algumas lagrimas insistentes.

Ao acordar Clara não conseguiu conter o aperto no coração e a sensação ruim no estomago e foi durante o banho, enquanto Vanessa dormia, que ela se entregou as lagrimas.

Ambas estavam em clima de velório pela manhã e Vanessa deu toda sua atenção para Max. Ela sentiria falta dele como se fosse seu próprio filho e Clara sentiria falta de presenciar aquelas cenas de afeto, de Vanessa sendo fofa com seu filho

_________X_______

Eu podia ver o Francês logo a frente e a chamada para o vôo de Clara já havia sido anunciada, a ficha não parecia ter caído ainda.

-Melhor você ir – Falei, mas meus braços apertaram ainda mais ao redor de Max que ainda estava em meus braços.

-Eu… é – Ela olhou para sua mãe que fazia questão de desviar o olhar dela para Max – Tchau Mãe.

Observei elas se abraçarem, trocarem algumas palavras emocionadas, mas o olhar de decepção de Rosangela foi direcionado para mim. Talvez ela tivesse alguma esperança de que eu fizesse Clara, mas quando se tratava daquele homem… eu não podia.

-Deixa eu me despedir dele – Ela estendeu os braços para Max e eu deixo-o ir.

-Tchau – Clara sussurrou abraçando-me apertado – Vou te ligar todos os dias

- Não prometo que vou atender – Brinquei tentando amenizar aquele clima, mas apertei-a ainda mais em meus braços.

-Ai Vanessa – Ela riu, se afastou o suficiente para me encarar – Ai que coisa ruim

Eu sabia muito bem que tipo de coisa ruim ela estava sentindo e eu tinha que concordar que aquilo era horrível de se sentir, pareciam estar tirando alguma coisa de mim.

-Deixa eu me despedir dele – Sussurrei não querendo me soltar, mas era preciso.

Ela me soltou, tão relutante quanto eu e mesmo sob o olhar reprovador de Rosangela eu abracei Max, tão apertado ate ouvi-lo resmungar… Não me poupei de palavras.

-Van eu tenho que ir mesmo – ela sussurrou, seus olhos marejados

-Tudo bem – Concordei deixando que Max fosse com ela.

-Tchau – Ela acenou para nós duas.

-Tchau – Falamos juntas, mas totalmente frias.

Vi Clara respirar fundo e me surpreender em um selinho demorado, dar as costas enquanto olhava para trás tantas vezes que eu poderia jurar que em uma delas, ela voltaria dizendo que não podia fazer aquilo e que iria ficar comigo.

Ledo engano, pois ela sumiu no portão de embarque junto com meu pequeno e seu marido.

A ficha caiu, eu encarei o chão como se meu coração estivesse jogado naquele chão sujo e frio. Não tinha mais volta e ela realmente havia partido levando consigo meu pequeno, o resto de coração que ainda me sobrava.

Minha garganta apertou numa mistura de grito e choro sufocado, mas naquele momento eu sentia raiva, uma raiva contida por dias de tudo e de todos.

Levantei minha cabeça e meus olhos encontraram outros totalmente vermelhos, o que me restava para resistir e manter a frieza, foi cedido e também me entreguei a elas… malditas lagrimas

-Vamos? – perguntei juntando minhas forças para conter o choro.

-Vamos – ela secou suas lagrimas voltando a assumir sua postura fria.

Minha aliança com Rosangela havia terminado naquele momento.

PDV CLARA

O que eu podia dizer? Parte de mim estava ficando em São Paulo e a outra parte estava em meus braços e mal tinha consciência do que estava acontecendo.

Encarei o homem ao meu lado e não consegui conter o suspiro de frustração.

Quando a aeromoça começou a dar as informações necessárias, a ficha caiu totalmente e eu me segurei ao maximo para não chorar e voltar correndo.

O avião partiu… Partiu meu mundo ao meio; partiu meu coração e partiu de São Paulo

N.A: Só vou postar na segunda-feira… Vai ter um breve espaço de tempo na fic e quero que vocês sintam como se realmente o tempo tivesse passado… ent é isso. Qualquer pedido é só fazer ;)

Capitulo 9

_ Ta gata hein… Se arrumou pra mim? _ Ela perguntou, zombeteira.

_ Não sabe ser nada romântica, né Vanessa? _ Ri sem graça e ainda corada, dando um tapa no braço dela.

Ela apenas sorriu porque sabia que era verdade, chamando o garçom logo em seguida.

_ Você também né, botou esse shortinho bem pra me provocar né? _ Eu disse, dando continuidade ao assunto.

_ Ahm? Não, foi o primeiro que eu vi no armário… ta calor hoje. _ Ela disse tentando desviar do meu olhar. Nossa, ela era péssima mentirosa.

Mordi meu lábio ao olhar para sua coxa, ela percebeu, mas se fez de desentendida. Péssima também. O garçom chegou com nossas bebidas, Vanessa bebia lentamente seu cappuccino enquanto me observava dar o suquinho de Max em seu copinho do “carros”.

_ Ele tem tudo de você. _ Falou, mordendo o canudinho.

Sorri para ela orgulhosa, eu adorava quando falavam isso, não só porque adorava que meu filho se parecesse comigo, mas também porque ele era muito muito lindo.

_ Vai deixar ele ficar cabeludo? _ Perguntou, o cabelinho dele era da altura dos ombros.

_ Claro, rock’n roll filha! _ Fiz o símbolo de rock com a mão e tirei a língua para ela, que riu em resposta. _ Pelo menos até começar a incomodar ele, mas ainda não tive reclamações. E o Edu me mata se cortar o cabelo dele.

Edu era meu melhor amigo. Metaleiro e cabeludo, crítico, cético, sarcástico, rebelde e revoltado com tudo, mas um doce de pessoa.

Vanessa apenas continuava me fitando, comecei a corar novamente. Aquela menina me causava uma confusão que só na cabeça, realmente não entendia esse tipo de reações que eu tinha com seus olhares.

_ Fala alguma coisa mulher, veio aqui só pra comer? _ Perguntei rindo, tentando descontrair.

_ Ah… _ Ela disse, sem graça _ Tava querendo deixar você dar comida pra ele em paz ué.

_ Isso eu faço com as mãos, falar eu posso com a boca. _ Zombei.

_ É… você pode muitas coisas com essa boca aí, rs.

Seu olhar ainda era sem graça, mas a expressão tinha mudado um pouco, obviamente era uma cara provocadora e travessa. Meu coração disparou discretamente e minha respiração ficou desigual, fitei-a sem saber o que responder por alguns segundos até abrir um sorriso, também travesso.

_ Não sei, isso você que tem que me dizer, rs.

_ Eu sei o que digo, rs. _ Ela respondeu de imediato.

Puta que pariu. Eu estava com muita vontade de beijá-la.

_ O que vai fazer agora? _ Perguntei, de súbito.

_ Tenho mais algum tempinho antes de ir pra ONG, então vou dar uma volta no parque.

_ Não quer dar uma volta de carro com a gente? Eu levo Max pra casa da minha mãe e te deixo onde quiser. _ Perguntei, improvisando um programa. Eu queria ficar mais tempo com ela.

_ Sério? Não vai ser fora de mão pra você? _ Sua expressão era de surpresa.

_ Não, hoje acordei mais cedo, rs.

Ela sorriu.

_ Ah, então tá bom.

Dirigi sem pressa para a casa da minha mãe enquanto Vanessa me explicava o que fazia para se sustentar economicamente, ela tinha sua ONG, mas isso era trabalho voluntário.

_ Bom, trabalho às vezes como modelo. Mas como não sou nos padrões, trabalho mais como modelo de coisas de academia mesmo, suplemento e isso…

_ Não é nos padrões você quer dizer “sou gostosa demais pros padrões de modelos secas e sem graça”. _ Afirmei. Ela riu.

_ Bem.. por isso não tenho muito trabalho, então eu faço vários bicos, de tudo quanto é tipo, rs. Já fui caixa de mercado, repórter pra uma rádio, garçonete, secretária… Sempre tem alguma coisa, rs. Agora tô trabalhando como vendedora em uma loja de roupas fitness, na parte da tarde. De manhã vou pra ong, de tarde trabalho na loja, a tardezinha vou para a academia e de noite faculdade.

_ Nossa! _ Me surpreendi. _ Você faz faculdade do quê?

_ Veterinária.

Fiquei surpresa. Ela havia me dito que uma de suas vontades era fazer veterinária, não que já estava fazendo.

_ Você tinha me dito que queria fazer…

_ Ah, é que eu ainda tô no primeiro semestre, comecei esse ano. _ Ela riu sem graça _ Só agora eu consegui “verba” o suficiente  pra começar a faculdade, passei por um monte de dificuldades financeiras, não tinha tempo pra estudar, enfim.. um monte de complicações. Mas agora que tô conseguindo me estabilizar resolvi correr atrás disso também, é um dos meus sonhos, rs.

Chegamos na casa de minha mãe e me despedi de Max, antes de subir no carro de novo, eu estava muito curiosa com a historia dessa menina, era tão surpreendente tudo o que ela me contava, como ela parecia se dividir em mil para correr atrás do que queria, como se dedicava e como era humilde.

_ Você me disse que queria ser atleta também… _ Disse ao botar o cinto, dando continuidade ao assunto.

_ Nossa, você lembra de tudo mesmo hein. _ Ela riu, surpresa, logo continuou. _ Quero sim, tô correndo atrás.

_ Sério?!

_ Sim, vou pra academia todos os dias por causa disso, no momento tô numa competição de corpo, quero ganhar e me aperfeiçoar.

_ De corpo?

_ Sim, é wellness… Pra ver quem tem mais curva, bumbum maior, essas coisas.

_ Nossa, mas você já ganhou.  Não tem concorrência pra essa anca.

Ela soltou uma gargalhada me dando um tapa no braço, protestei com a dor e ela sorriu travessa, beliscando minha barriga.

_ Ai! Não bate que eu apaixono! _ Eu disse, rindo.

Ela mordeu o lábio e continuou com os maltratos, passando a me fazer cócegas. Eu não aguentava cócegas e mesmo com meus protestos ela não parava, então tive que frear o carro em uma ruazinha com pouco movimento.

_ Mulher! Tá querendo provocar um acidente?! _ Perguntei, ofegante por causa das risadas.

Ela se encostou no banco rindo, como se aquela irresponsabilidade tivesse sido apenas um ato travesso e inocente. A risada dela… Aquela boca com os lábios tão convidativos… Mordi meu lábio quando comecei a sentir água na boca. Liguei o motor do carro e encostei em uma vaga embaixo de uma árvore.

_ O que você tá fazendo? _ Perguntou confusa.

_ Me vingando.

Sem nenhuma formalidade avancei nela, fazendo com que ela batesse a cabeça no vidro, ela levantou as mãos em um gesto de surpresa e eu investi com voracidade em sua boca. Estava delicioso, eu ansiava tanto por aquilo e conseguia ser melhor do que eu imaginava. Segurei sua nuca com força e deslizei minha língua por toda a extensão de sua boca, seu gosto, seu cheiro me invadindo, fazendo minha pele se arrepiar e mandando estímulos ao meu ventre. Ela correspondia ao meu beijo ainda meio desconcertada, mas logo colocou uma mão suavemente em meu pescoço e soltou um suspiro que me fez umedecer. Depois de longos minutos nos soltamos para poder respirar. Ela sorriu, bem pertinho de minha boca.

_ Isso que é sua vingança?

_ É. _ Respondi, já voltando à sua boca.

_ Então vou ter que te provocar mais vezes. _ Ela disse, me beijando ferozmente.

Estávamos em uma rua pública de pouco movimento, mas ainda em perigo de sermos pegas, mais nem nos lembramos disso quando ela colocou suas mãos dentro de minha blusa. Eu sorri e coloquei as minhas dentro da sua também, acariciando suas costas. Ela mordeu meu queixo e baixou seus lábios até meu pescoço, suas mãos seguraram minha cintura e começaram a me posicionar no meu banco, de forma a que ela pudesse se aninhar em mim, quando minha cabeça encostou no vidro me dei conta do que estávamos quase fazendo.

_ Van… _ Tentei falar, mas ela tomou minha boca novamente e suas mãos pegaram a bainha da minha blusa. Segurei-as. _ Van… aqui não…

Ela não me ouviu, abriu os olhos e eu só consegui ver instinto sexual neles, ela estava agindo por impulso de novo e visivelmente estava louca de desejo. Arfei ao constatar isso e me perdi nos pensamentos quando ela ergueu minha blusa e começou a beijar meus seios por cima do sutiã. Gemi baixo, me deixei cair um pouco mais no banco, minha cabeça acabou travando a porta do motorista e eu acordei de novo, suas mãos estavam desabotoando meu short.

_ A gente… não pode… transar aqui…  _Eu tentei dizer, ofegante, mas ela enfiou a mão dentro do meu short e tocou o tecido da minha calcinha que estava completamente umedecido.

_ Humm… _ Ela apenas murmurou, de olhos fechados. Mordeu seu lábio e eu senti outro fluxo me inundar. Ela percebeu e abriu os olhos fixando-os no meu, deu o seu sorriso safado que me deixava completamente sem estruturas.

Quando eu havia perdido a razão novamente e estava prestes a me entregar ela retirou sua mão e abaixou minha blusa, me dando um selinho com um sorriso travesso. Arfei, completamente confusa.

_ Mas… o quê? _ Perguntei, toda bagunçada.

_ Você nunca vai conseguir se vingar de mim, senhorita Aguilar. _ Ela disse, soltando uma risada travessa.

Meus olhos se abriram para ela, não podia acreditar que ela tinha acabado de fazer isso para me provocar, com maestria, me deixando completamente entregue. Não conseguia falar, apenas coloquei as mãos no volante e olhei para frente, tentando respirar direito. Ela ainda ria, olhando para mim.

_ Ah, quase acreditei que você queria mesmo sua vagabunda. _ Falei sorrindo, mas meio desapontada.

Ela riu.

_ E você acha que eu não quero? _ Ela disse, apertando o botão de sua janela, abaixando o vidro. Agora que tinha me tocado que ela já planejava isso quando o subiu minutos antes, sendo que estava um calor do cão. _ Mas tem muita gente que quer também, inclusive os paparazzi que devem estar loucos do cu de ter perdido isso. Rs.

Olhei para fora e vinha vindo um carro, mas não havia ninguém caminhando lá perto. Dei mais uma conferida, agora estava preocupada. Olhei para ela e dei um tapa em seu braço.

_ Sua vagabunda! Fiquei com vontade.

Ela se protegeu rindo e logo mordeu o lábio olhando para meu corpo, como se dissesse “eu também”. Olhei para meu cabelo no retrovisor.

_ Vaca! Olha o que você fez com o meu cabelo! De novo!

                _ Ah.. você não tem mil cabeleireiros e isso e aquilo? Eles dão um jeito rapidinho. Meu trabalho é despentear, rs.

                _ O que você faz muito bem, aliás. _ Eu disse, lhe lançando um olhar cínico e ligando o carro.

                _ Obrigada _ Ela disse, dando um sorriso orgulhoso. Eu amei aquilo.

                Estacionei na entrada do parque para que ela descesse.

                _ Bom, o nosso passeio foi rápido mas produtivo. _ Eu disse, sorrindo safada para ela.

                Ela me fitava com um olhar terno. Eu não sabia o que esperar dessa menina, sempre me surpreendia com suas expressões, deixava meus sentimentos confusos, quando notei seu sorriso fiquei nervosa, um calor subiu ao meu rosto, tinha certeza que estava corada novamente, que droga!

                Eu ainda estava tentando acalmar as batidas do meu coração quando ela deu a volta no carro e apoiou eu braço na minha janela.

                _ Agora sorri praquele moço que tá detrás da árvore atrás de mim. _ Disse, baixinho.

                Olhei para a direção que ela me indicou e pude ver um homem de boné e óculos abaixado meio escondido com uma câmera na mão, apontada para nós. Ri da cara de deboche de Vanessa e fiz um biquinho para o fotógrafo mandando um beijo, ela se virou também e tirou a língua, o cara ficou meio assustado, mas logo começou a nos fotografar, trocamos um olhar cúmplice e fomos embora sorrindo.

                Acabei chegando atrasada de novo e Fabricia já estava soltando fogo pelas ventas.

                _ Clara, o que anda acontecendo com você ultimamente que sempre chega atrasada? Não vai me dizer que anda dormindo com aquela menina de novo.

                _ Infelizmente não. _ Eu sorri. _ Infelizmente não tenho tempo pra isso, mas se tivesse faria.

                Eu tirei a língua para ela quando vi seu olhar de reprovação e logo fui saltitando para o meu camarim aonde Elizabeth me esperava para me xingar pelo cabelo.

Kazumi acordou no dia seguinte com menos dores. Tomou um banho, arrumou-se e preparou seu café da manhã, sem acordar sua mãe. Para a sua sorte, seu pai ainda não tinha chegado em casa.

Tomando um analgésico para as dores finais, escreveu uma mensagem pro celular da mãe e foi.

Assistiu as aulas normalmente e, como não teria treino novamente, foi para as quadras de tênnis.

8

Andrei Chikatilo

Andrei Romanovich Chikatilo foi um Serial Killer ucraniano conhecido como O Estripador de Rostov, O Estripador Vermelho e Açogueiro de Rostov, tendo confessado o assassinato de 52 pessoas entre 1978 e 1990.

Na infância Andrei era atormentado pela história do seqüestro e assassinato de seu irmão mais velho Stepan que segundo relatos de sua mãe teria sido canibalizado durante a grande fome que assolou a Ucrania na década de 1930, mas apesar dos relatos constantes de sua mãe sobre a história, nunca foi encontrado nada que comprovasse a existência de algum Stepan Chikatilo, nem registros de seu nascimento ou de sua morte.

Durante a juventude Andrei sofreu com um distúrbio sexual que o deixou temporariamente impotente o que causou certo abalo psicológico e apesar de seu casamento na década de 1960, do qual nasceram seus dois filhos, Andrei seguiu acreditando que havia sido cegado e castrado ao nascer o que acabou levando a comportamentos de violência e vingança.

Depois de formado Andrei arrumou emprego em uma escola para rapazes, que ficava em Rostov Do Don, onde acabou tornando-se alvo de brincadeiras por parte dos rapazes, inicialmente ele era chamado de ganso devido ao seu longo pescoço e estranha postura e depois passou a ser chamado de Maricas, uma vez que passou a molestar estudantes no dormitório. Apesar de sua idade e tamanho Andrei sentia-se intimidado pelos alunos por esse motivo passou a levar sempre consigo uma faca.

Durante muito tempo Andrei Chikatilo foi considerado suspeito por vários assassinatos, chegou a ser detido para averigação de assedio sexual porém sempre eram encontrados indícios insuficientes e Chikatilo era novamente solto.

Depois de analisar mais registros e mais provas Andrei foi novamente preso, a policia tentou faze-lo confessar, o que não foi tarefa fácil. Andrei alegava doenças mentais e que seus crimes não seriam sua culpa, mas a policia investigou seu perfil e o apontou como capaz de responder por seus atos e impulsos.

Andrei Chikatilo foi julgado em 14 de Abril de 1992,foi condenado então por 52 assassinatos e executado no mesmo dia com um tiro na nuca.

Algumas de suas vitimas

Em 22 de Dezembro de 1978 fez sua primeira vitima, Lena Zakotnova de 9 anos, ela foi estrangulada, estuprada e apunhalada diversas vezes. Seu corpo foi encontrado e retirado do rio Grushevka dias depois. Chikatilo escapou, em seu lugar foi acusado o ex sentenciado por estupro Alexander Kravchenko, Kravchenko apanhou da policia até confessar ter assassinado a menina, tendo sido condenado a morte por fuzilamento.

Em 1981 Larisa Tkachenko de 17 anos, Larisa cabulava aula frequentemente, e em uma dessas vezes foi seduzida por Chikatilo a fazer sexo, os dois foram para o bosque, Chikatilo depois de ter falhado se sentiu humilhado e a estrangulou rapidamente, depois roeu sua garganta, seus braços e seios.

Em 12 de junho de 1982 Lyuba Biryuk de 12 anos, ela foi esfaqueada e mutilada pelo menos umas 40 vezes, no silencio de uma floresta. Seus restos mortais só foram encontrados 1 ano após sua morte.

Em 1983 Chikatilo fez mais 3 vitimas, entre elas sua primeira vitima masculina, Oleg Podzhidaev de 9 anos, ele foi castrado e esfaqueado. Seu corpo nunca foi encontrado.

Em 1984 consta que Andrei tenha assassinado mais de 15 pessoas. No mesmo ano foi detido e interrogado e logo em seguida liberado por falta de provas.

Em 1985 matou uma jovem de 18 anos que tinha problemas mentais, ela foi estuprada e levou mais de 387 facadas pelo corpo

Em 1989 Tatyana Ryshova, ela foi esfaqueada, estuprada, decapitada e teve suas pernas amputadas. Seu corpo foi embrulhado e jogado em um trenó no patio de um vizinho.

Em 1989 Yelena Varga  de 9 anos, ela foi esfaqueada e teve seu útero e parte da face retirada. Seu corpo foi dado como irreconhecível, só depois de muita investigação descobriram sua identidade.

 

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