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Lido em 2015

“A Distancia não permitia a Caim perceber a violência do furacão soprado pela boca do senhor nem o estrondo dos muros desabando uns após outros, os pilares, as arcadas, as abóbadas, os contrafortes, por isso a torre parecia desmoronar-se em silêncio, como um castelo de cartas, até que tudo acabou numa enorme nuvem de poeira que subia para o céu e não deixava ver o sol. Muitos anos depois se dirá que caiu ali um meteorito, um corpo celeste dos muitos que vagueiam pelo espaço, mas não é verdade, foi a torre de babel, que o orgulho do senhor não consentiu que terminássemos. A História dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.”

Que me perdoem os mais fervorosos, mas este Caim, escrito por José Saramago, coloca questões interessantes, daquelas que fazem comichão e que sabemos que se começarmos a coçar nunca mais paramos. A história começa no Génesis, aquando da criação de Adão e Eva, e desde logo o autor começa a indagar sobre que tipo de Deus é aquele que deseja que os seus filhos permaneçam na ignorância. Fez-me pensar um bocadinho nos regimes totalitários, nos quais o povo é mantido no escuro. Quanto menos soubermos, quanto menor o nosso discernimento, mais fáceis somos de manipular. E assim Eva e Adão, comem do fruto proibido e são expulsos do paraíso. Caramba, uma pessoa comete um erro e estraga a vida toda. O erro neste caso foi desobedecer a Deus, mas se errar é humano, perdoar é divino. Adão e Eva têm então dois filhos fora do paraíso, Abel e Caim. Caim mata Abel, porque Deus não se sentiu agradado com a sua oferenda e é nesse momento, em que Deus volta a descer à Terra, que os dois têm um diálogo fascinante. Caim sobrevive, mas é forçado a partir e a carregar uma marca negra na testa. O Caim que parte não é o Caim da oferenda, é um Caim que se interroga e que põe em causa os motivos deste Deus tão impiedoso. A partir daí percorremos toda a história da bíblia, sempre com Caim como observador crítico. E digo-vos, é fascinante. E dá muita comichão. 

O porquê de eu ser o homem mais feliz do mundo

  Encontro-me numa fase da minha vida em que sou quem quero ser, e quero ser mais do que sou. Estou numa espécie de paradoxo, esse que se torna vital e funciona como um combustível para alimentar este automóvel que vai envelhecendo cada vez mais. Todos começamos como um modesto Opel Corsa e andamos a tentar mudar carroçarias para parecer-mos ferraris e no final de contas temos todo o mesmo motor que não vai passar dos 110 km/h, por mais que enfardemos o pedal.

  Não sei o porquê deste título nem sei o porquê deste texto, na verdade ninguém tem resposta concreta para os porquês, logo eu também não tenho. Sinto apenas uma boa sensação, algo de louvar quando sentido, algo de escrever aquando de tal nível de alegria. Ou talvez é porque tenho a merda do teste de matemática amanhã e escrever sempre abstrai-me um bocado desse monstro que me atormenta. No final de conta os testes de matemática são monstros para toda a gente e eu como não tendo em fugir à regra, cá estou eu de novo. Mas não é isso que interessa, foda-se, lá estou eu a stressar outra vez com o teste de matemática, lá estou eu a expressar um meio sorriso porque o meu cérebro lá se lembra que tenho teste de matemática e não me deixa esboçar o sorriso de forma completa.

  Na verdade, quer dizer, na vida, que não é bem a mesma coisa, partimos todos do pressuposto que nós próprios sabemos a verdade e isso é-me estranho pelo facto de não saber em que acreditar, não saber se posso confiar nas aptidões das pessoas. Custa-me pensar que uma pessoa é cem por cento apta para fazer alguma coisa, “cem por cento”, lá está a matemática a tentar entrar aqui, que inferno. Ouve lá, mas tu não podes sair um bocadinho da minha cabeça se faz favor?

  - Não – responde-me indignada e repulsiva, com uns limites e umas derivadas pelo meio - eu vou sempre existir na tua vida e na vida de quem te rodeia, e até na não vida, porque eu estou em tudo.

   - Estás em tudo o quê ó porca, só me distrais, só me ensinas coisas inúteis que nunca vou usar na minha vida, e que puta és tu. Porque gostas tanto de me lixar nesta reta final do secundário? És tão cínica e repugnante. Se tivesses forma física certamente estalava-te até tirar toda essa pele que tens na cara.

  - Vamos lá a ter calma que estes insultos não te levam a lado nenhum. Ambos sabemos que gostas de mim como eu gosto de ti, mas como mulher que sou não posso facilitar, e como bem conheces, ou espero que conheças, todas as mulheres fazem-se de difíceis. Eu não sou exceção como vês. Toda a gente percebe que a nossa relação é de amor-ódio, umas vezes temos dias e noites de imenso prazer e outras nem tanto, a vida é assim meu caro amigo. Vê lá se amanhã consegues conquistar-me, é que como tens andado não vais longe.

  E aqui estou eu, a dialogar como algo que não existe, que proclama ter efetuado relações e admite usar técnicas do século XXI para me seduzir. Não sei se é insanidade mental da minha parte, ou a extrema pressão que esta entidade me está a provocar, mas sei que amanhã é como um ditado madeirense diz “Ou vai ou racha”. Espero não rachar, seja o que for, até porque pelo andar da carruagem ainda racho a senhora matemática. E se isso parte para termos sexuais estamos bem tramados.

A Google registou recentemente uma nova patente curiosa, relacionada com um “brinquedo inteligente”.

A patente foi enviada para aprovação em 2012, mas apenas hoje foi oficialmente entregue à empresa. Esta é constituída por um peluche equipado com várias câmaras, chips e microfones, capas de interagir com os utilizadores. Todo o sistema pode-se ligar via Wifi à internet, ficando assim disponível para interagir com os utilizadores, de forma similar ao que ocorre com os smartphones.

A patente engloba ainda certas tarefas, como o mexer as mãos os as pernas aquando a interação.

Até ao momento ainda se desconhece se a Google irá realmente lançar algo baseado nesta patente, no entanto a mesma já se encontra a levantar algumas questões relacionadas com a privacidade dos utilizadores, sobretudo, tratando-se de um brinquedo, dos mais pequenos.

Estou perdido.

Depois de vários anos de luta, de esforço, com o objectivo de sair da situação negra em que me encontrava, bastaram uns míseros cinco minutos de conversa para voltar a bater no fundo.
Perdi aquela motivação, aquele objectivo que tinha aquando a tinha a meu lado, quando sabia que ela esperava por mim. Perdi o meu maior apoio, a minha segurança, o meu porto-seguro.

Esta situação é agonizante. Nunca pensei que o quebrar de um laço tão forte como o que tínhamos fosse tão doloroso, tão chocante, tão negativo.
Costumava encontrar segurança nas palavras que escrevia, mesmo não sendo isso uma frequência e apesar de ela insistir para eu investir nisto. Mas nesta situação, nem isso ameniza os sentimentos nem melhora o estado. 
Costumava também ter alguma facilidade em esquecer tudo o que se tinha passado entre eu e outra pessoa, talvez porque nunca fora verdadeiro o suficiente e eu enganava-me a mim próprio ao avançando; mas isto está impossível! É também por esta razão que eu tenho a certeza dos meus sentimentos por ela, do meu amor por ela! E falo no presente porque eu não aceito atirar esta situação para o passado, para trás das costas. Não há Hakuna Matata para aqui!

Nem quero imaginar o avançar desta situação da maneira como está. Não posso imaginar. Não posso, não quero nem consigo! É impossível para mim olhar para alguém que me é completamente estranho e não me lembrar dela. Não consigo estar com a malta e não estar a pensar nela. Não consigo ouvir os galãs do meu grupo a dizer “Ca boua!” e eu não pensar ou até mesmo afirmar “A minha é melhor!”. É impossível!

Não consigo mesmo imaginar-me fora da relação em que estava. Ainda hoje sei que estou acordado enquanto escrevo estas palavras mas só desejo que isto seja um sonho horrível do qual vou acordar e com isso voltar “à normalidade”.

Não sei se vou ser capaz de superar tudo isto. Era muito capaz, muito independente antes dela. Mas ela veio ocupar um espaço, que eu tenho cada vez mais certeza, que era dela. Implementou a sua presença e reservou o lugar que é mesmo dela. Com isso passei a depender dela! Não na totalidade, claro, mas tenho sempre aquele cuidado para lhe dizer ou até mesmo perguntar se era essa a decisão que devia tomar. 

Não há volta a dar, ela está enraizada em mim!
De manhã, ao acordar, a primeira coisa que vejo? Ela.`
Quando almoço, o que penso? “Se ela estivesse aqui, dava-me um raspanete por não comer saudável.”
Quando vou treinar: “Tenho de aprender coisas novas para a impressionar no próximo jogo.”
Até nas aulas penso nela e “apanho” coisas que me lembram dela. Desde matéria a material escolar… Sim! Até os post-its me lembram dela!!!

Estou completamente dependente dela.
E ela, mais do que nunca está fora.
Está longe.
Está ausente.

E eu estou perdido.

O DirectX 12 promete ser uma das revoluções gráficas da Microsoft, a apresentar com o Windows 10. No entanto poderá não ser a única com bons resultados finais.

O portal Worlds Factory questionou a Pieces Interactive, editora responsável por títulos como Magicka 2, que refere que o DirectX 12 possui grandes avanços em comparação com as versões anteriores, e será uma revolução dentro do Windows 10.

No entanto a editora também se encontra à espera do lançamento do OpenGL Vulkan, onde esta afirma que o desempenho final desta API poderá ser bastante superior ao do DirectX.

De relembrar que espera-se que o DirectX 12 seja disponibilizado aquando o lançamento da versão final do Windows 10.


O recurso a takes prolongados não é propriamente uma novidade na história cinematográfica contudo, quando estes passam a incluir sequências de acção e um número considerável de intervenientes, entramos numa esfera ainda pouco explorada, um desafio dos tempos modernos, só ao alcance dos melhores de sempre. Podia ser Kubrick, Paul Thomas Andersen, Scorsese, os Coen ou Clint Eastwood mas não, o “ÓSCAR” para o mais longo e complexo take de sempre (e de acção!) do cinema vai para o realizador Mexicano Alfonso Cuarón (E a Tua Mãe Também (2001); Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004) )com o seu filme Children of Men “Os filhos do Homem”.

Certamente, muitos dos que viram o filme não se aperceberam na altura, na magnitude do take em questão, aquando a cena, onde o grupo de personagens principais é atacado no carro. Pessoalmente, classifico este filme como um dos mais decepcionantes que já vi pois apesar de ser incrivelmente envolvente, o final, bem é quase como se ao guião tivessem sido rasgadas umas quantas páginas e todo o clímax mental que nos estavam a açular, tivesse sido enxovalhado pela falta de dinheiro para mais película. Apesar de tudo, lembro-me que esta cena em especial ficou-me marcada em pensamento, o que mais tarde me levou a revê-la, descobrindo em conversa com um amigo que na verdade se tratava de um marco histórico no cinema, ofuscado pelo fracasso geral do filme.

Após esta nova construção, não há como fugir do amazingness da cena, que famosamente levou vários dias para filmar, com novas plataformas inteiras a serem construídas e uma escala técnica nunca antes vista; one shot que quebra as regras (na forma por exemplo como o momento verdadeiramente chocante não acontece no final, mas no meio) com todas as suas variáveis: veículos, personagens,  desempenho, respingos de sangue, tudo cronometrado etc), simplesmente magistral, dramatismo supremo; enjoy.

Livro pago pela Câmara de Viana envolvido em alegado caso de plágio
O antigo directo do Museu Municipal de Viana do Castelo acusa o autor do livro “Os Forais de Viana” pago pela Câmara Municipal de Viana do Castelo aquando das comemorações dos 750 anos da atribuição do foral à localidade de “plágio flagrante”. O caso passou despercebido aos pseudo-jornalistas vianenses talvez porque este é também o historiador que mais tem criticado a origem vianense de Caramuru, elevado a herói municipal pelo reinado socialista que governa a autarquia. Mas António Matos Reis publicou há poucos meses o livro original e o suposto plágio.
Dada a natureza do assunto fica aqui o documento:

Depois de ter permanecido seis anos em frente da presidência, Barack Obama criou a sua conta pessoal no Twitter.

Previamente o presidente tinha utilizado as contas da Casa Branca e a conta com o seu nome para o envio ocasional de mensagens. No entanto a nova conta @POTUS passará a ser a sua conta pessoal e oficial.

No entanto esta conta não será sua durante muito tempo. A mesma irá passar para o próximo presidente, aquando as eleições de 2016. 

Sindicato dos Jornalistas posiciona-se sobre Jornal da Madeira

Sindicato dos Jornalistas posiciona-se sobre Jornal da Madeira

http://www.jornalistas.eu/imgs/logo.png

O Sindicato dos Jornalistas tornou pública a sua posição sobre a anunciada reestruturação financeira, empresarial e editorial da Empresa Jornal da Madeira. Este é o teor do comunicado:

A 20 de Janeiro de 2015, aquando da tomada de posse da nova Direcção Regional da Madeira do Sindicato dos Jornalistas (DRMSJ) para o triénio 2015/2017, firmamos o nosso…

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Parque da Cidade: Câmara disposta a vender por 7 milhões o que comproupor 12

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo está disposto a vender por uma verba irrisória de 7 milhões de euros todos os terrenos do designado Parque da Cidade que foram comprados, mediante expropriação e empréstimo bancário de longo prazo, por 12 milhões de euros, de acordo com uma notícia da Agência Lusa onde não se fala de quanto já pagou a autarquia (detentora de 40 por cento do capital da Vianapolis) em juros e a manchete é um alegado interesse de um grupo de "Investidores do Qatar" já falado em 2011, aquando da segunda hasta pública.



 



No entanto, a notícia contém algumas interrogações como a de que, segundo José Maria Costa, "essas duas intenções foram formalizadas no final de 2011 e entretanto já recebemos visitas de outros dois grupos de investidores estrangeiros, do Qatar e da Inglaterra, ligados ao turismo sénior, interessados nos terrenos e que poderão apresentar propostas quando abrirmos nova hasta pública" num negócio que, de acordo com a Agência Lusa envolve 63.199 metros quadrados de terrenos para a construção de habitação de luxo, 1.776 metros quadrados para comércio, 19.526 metros quadrados de estacionamento, além de um lote de 9.496 metros quadrados para construção de um hotel.



Apesar de agora estar disposto a vender por 7 o que comprou por 12, o autarca considera, a fazer fé nas declarações transcritas pela agência noticiosa, que se trata “de um montante dentro dos valores do mercado atual e que, a concretizar-se, ainda vai gerar receitas de construção para o município, permitindo o avanço no processo do Parque da Cidade, que é uma zona de excelência e uma prioridade de intervenção”



Já em Novembro de 2011, a autarquia tentou vender os terrenos por 9 milhões de euros, depois de inicialmente ter sido avançado um possível encaixe de 21,6 milhões de euros, mas a Vianapolis não recebeu qualquer proposta oficial para a totalidade daquela área, o mesmo acontecendo com a venda a retalho.



A sociedade VianaPolis, detida a 60 por cento pelos ministérios do Ambiente e das Finanças e a 40 por cento pela Câmara Municipal, está em fase de liquidação e tem de por resolver as dívidas bancárias resultantes do processo de demolição do Edifício Jardim para permitir a reconstrução de um mercado municipal que não tinha qualquer valor arquitectónico na altura em que foi demolido.



De acordo com a Agência Lusa, a Vianapolis terá uma divida à banca de 17 milhões de euros (“deste montante, cerca de 12 milhões de euros são relativos a expropriações e infraestruturação do Parque da Cidade e os restantes cinco milhões de euros para a operação no Edifico Jardim”) mas não estão contabilizados os juros já vencidos e os que ficarão por pagar para as gerações futuras. Além disso, segundo a notícia, “quela sociedade ainda conta com cerca de cinco milhões de euros em ativos, como garagens e apartamentos, construídos para realojamento dos moradores do Edifício Jardim e que estão por negociar”.



Os interessados em fazer este excelente negócio imobiliário podem consultar o site do promotor.

Promessa apontada ao FC Porto renova até 2020

Promessa apontada ao FC Porto renova até 2020

O Anderlecht renovou contrato com Youri Tielemans por mais cinco temporadas, prolongando a ligação ao jovem jogador até 2020.

Aquando do empréstimo de Rolando ao clube belga por parte do FC Porto, foi noticiado que os azuis e brancos teriam garantido o direito de preferência sobre o médio de 18 anos.

Youri Tielemans foi já dado como certo no Atlético Madrid a partir da próxima época.

Fonte:…

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Morreu o acérrimo defensor da "origem vianense" de Caramuru - Reconhecimento público


O Cónego Amadeu Torres faleceu hoje (9 de fevereiro), tendo sido encontrado à entrada da Faculdade de Teologia, na porta de acesso pelo parque de escationamento.  O corpo estará em câmara ardente a partir de amanhã (10 de fevereiro) pelas 11h na Capela da Piedade na Sé Catedral de Braga. No fim da celebração eucarística das 8:30h, será transladado para a nave central da Catedral para a cerimónia fúnebre às 10h.


Natural de Vila de Punhe, Viana do Castelo, nasceu a 25 de Novembro de 1924 e ordenado presbítero a 2 de Junho de 1957 na Arquidiocese de Braga. A celebração exequial celebra-se no sábado (11 de fevereiro) pelas 10h na Sé Catedral, sendo depois transladado no fim da cerimónia para a igreja de Vila de Punhe (Viana do Castelo), com celebração exequial pelas 15h, indo depois a sepultar.


A obra mais polémica de Amadeu Torres foi encomendada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, aquando das comemorações dos 750 anos da atribuição do foral a Viana da Foz do Lima, e visou uma leitura parcial de uma epopeia poética acerca da figura de Caramuru.



 


Desde a sua publicação foram públicas as divergências que mantivemos sobre a alegada origem vianense de Diogo Alvarez (o Caramuru) que se fez passar por português mas é afinal natural da Galiza, como mais tarde se veio a confirmar por outras investigações.


De Amadeu Torres guardamos a correspondência privada que ambos trocamos e onde, depois de publicamente termos sido insultados em 3 artigos publicados por um sacerdote, o filósofo reconheceu afinal que tinha ido longe de mais e que se limitou a “ler” um texto, interpretando na sua vertente linguística. O que foi feito depois com a sua leitura só a alguns políticos caberá esclarecer porque Amadeu Torres não deixou escritas as suas memórias do tempo que viveu e durante o qual recebeu os mais altos prémios (o Estado Novo).


Na hora da partida, fica aqui o reconhecimento público pela obra poética que produziu.










 


Biografia:


Sacerdote, professor catedrático, poeta em vernáculo e em latim, escritor e linguista.


Frequentou os seminários de Braga, sendo ordenado sacerdote em 1957. Exerceu os cargos de oficial da Secretaria Arquiepiscopal, de assistente de Humanidades e de Filologia no Colégio Missionário das Franciscanas Missionárias de Maria, no Colégio Teresiano, no Sagrado Coração de Maria, no de D. Diogo de Sousa e ainda no Seminário Conciliar de Estudos Eclesiásticos e no Externato Liceal Bracara Augusta, do qual foi co-fundador. É capelão da igreja de Nossa Senhora da Penha de França e, actualmente, cónego da Sé de Braga.


Possui a licenciatura em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa e a licenciatura e o doutoramento em Filologia Clássica pela Universidade de Lisboa. Fez o concurso para professor associado em 1985 e o de agregação para catedrático em 1988, na área de Linguística. É professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa (Faculdade de Filosofia de Braga), onde é responsável, desde há quase trinta anos, pelas cadeiras de Sintaxe e Semântica do Português e História da Língua Portuguesa, e professor catedrático convidado da Universidade do Minho, onde já leccionou Fonética e Morfologia do Português e História da Língua Portuguesa e regeu, desde 1978 até 1995, a cadeira de Sintaxe e Semântica do Português. Em ambas as Universidades, no curso de mestrado, lecciona a cadeira de Crítica Textual e Ecdótica. Frequentou diversos cursos complementares, sendo de salientar, em 1970 e 1972, o de Pedagogia, Gramática e Linguística e o de Língua e Literatura Francesa, respectivamente, nos cursos de verão da Sorbonne e do Instituto Católico de Paris; em 1975 e 1976, o de Lingüística e Computador e o de Linguística e Informática, no CETEDOC da Universidade de Lovaina; em 1977, o de Estatística Linguística, na Universidade de Estrasburgo; em 1986, o de Linguística e Gramática, na Universidade de Lille III; em 1989, o de Introdução à Micro-Informática, na Universidade do Minho.


É autor de muitas poesias dispersas por folhas literárias e outras publicações do género, utilizando, por vezes, o pseudónimo Castro Gil, sendo de assinalar a sua intensa colaboração com trabalhos universitários e literários reveladores de grande erudição e cultura, em revistas como: Revista Portuguesa de Filosofia, Theologia, Humanitas, Euphrosyne, Diacrítica, Biblos, Didaskalia, Arquivos do Centro Cultural Português (Paris), Confluência (Rio de Janeiro), Anais (Academia Portuguesa de História), Revista Portuguesa de Humanidades, Anais (Academia das Ciências de Lisboa), Revista Portuguesa de Educação, Nova Renascença, Itinerarium, Hermes Americanus (USA), Bracara Augusta, Cenáculo, etc.; e em jornais, entre eles, Novidades, O Comércio do Porto, Diário do Minho, Correio do Minho, Notícias de Viana, A Aurora do Lima, A Voz, Época, Diário Ilustrado, etc. Da sua carreira literária e como investigador, ressaltam o Prémio Nacional em poesia heróica nos jogos florais da Emissora Nacional em 1948, com o poema O Sonho de Um Castelo; o Prémio Laranjo Coelho da Academia das Ciências de Lisboa, concedido em 1984 à sua tese de doutoramento; e o Prémio Calouste Gulbenkian da Academia Portuguesa de História, outorgado em 1996 à sua edição da Gramática Filosófica da Língua Portuguesa. Tem participado em muitos congressos no país e no estrangeiro e é membro de numerosas instituições de Portugal, França, Bélgica, Estados Unidos, Suíça e Itália.