Capítulo 1: Apolártemis

Ártemis e suas caçadoras estavam numa floresta, o sol já estava nascendo, eram mais ou menos cinco, seis horas da manhã, quando Apolo via o sol nascer, perto de um penhasco, Ártemis liberara suas caçadoras, foi até a beira do penhasco e sentou ao lado de Apolo.

-Oi, irmão - disse, como se não quisesse nada. Seu cabelo castanho e seu vestido roxo escuro marcavam uma grande sombra no chão. Apolo não fazia nenhuma, como se não estivesse lá, como se fosse parte do sol. E era.

-Oi -disse ele, sem tirar os olhos do sol. Ela encostara sua cabeça em seu ombro e ele agora a abraçara. Embora não fossem muito amigos, eram irmãos, e se amavam.

-Bonito o sol.-disse Ártemis- Bonito mesmo. Como você.

-Admiro a lua também.- elogiara Apolo- E você também. Eu lhe admiro, muito mesmo.

Até que se olharam, olhos nos olhos, por alguns minutos, até que Apolo tentara beijá-la. Teria beijado, Ártemis não recuara, mas uma de suas caçadoras aparecera, gritando socorro.

-Lady Ártemis! Por favor! Alguém! Alguém! Socorro! Uma caçadora foi atingida.

Ártemis quase caíra do penhasco, mas pulara para trás e vira. Sarah Madsan.

-O que houve Sarah? Você está bem?- Perguntou a deusa, em desespero.

-Sim, sim, lady, estou bem, mas… Annie, Annie Ruedy não, lady, ela foi acertada com uma flecha em sua barriga, lady. Tentamos estancar o sangue, mas não… - ela vira Apolo - Senhor… Apolo, deus do sol, da música e da medicina. Sarah, caçadora de Ártemis - fez uma reverência rápida e desajeitada.

-Tudo bem, não precisa de reverência… O que houve? Alguém se feriu? Precisam da minha ajuda?

-Não, Apolo - disse grosseiramente Ártemis.

-Sim, lady, nós precisamos. Ela realmente está ferida, não para de sangrar e… Precisamos dele, lady.

-Sem discussão, onde está a garota? - perguntou Apolo, já ignorando Ártemis e correndo em direção a Sarah

-Está a oeste daqui, corri por mais ou menos 7 minutos, até encontrar vocês e… Vamos, vamos, não temos tempo.

Então Ártemis, Apolo e Sarah correram por 10, 15, 17 minutos.

-Não, não! Não é por aqui e… Acho que fomos a sul, ou eu vim a oeste e não leste e… Estamos perdidos. - Caiu de joelhos e despencou ao choro.- Não é aqui…

-Pare, Sarah, iremos encontrá-la, não ensinei vocês a desistirem, ensinei?

-Não, lady. Mas, o erro foi meu.

-Parem. - interrompeu Apolo - O erro não foi seu, Sarah. Você veio buscar ajuda. Mas… Um ponto de referência havia algum? Era um pinheiro? Havia areia ou água?

-Sim. Ela caiu perto de uma grande pedra, de uns 7 metros de altura. Com líquen, e… Como isso ajuda?

-Referência! É claro, a grande pedra fica ao sul e, isso é areia, estamos a leste. - Até que Ártemis começou a correr em outra direção. Os dois corriam atrás.

Haviam 2 caçadoras averiguando a área. Uma caçadora tentando, em vão, estancar o sangue e mais duas caçadoras procurando vestígios.

-Saiam, eu cuido dela - gritou Apolo, e, as caçadoras entenderam bem o recado.

Abaixaram-se, os dois deuses, verificando o ferimento.

-Ela quebrou uma costela. - disse Apolo.

-Garotas, verifiquem se há pessoas ao redor. Não vão muito longe. Três garotas ficam, me ajudem, vamos improvisar uma maca!

-Uau, você é boa - comentou Apolo, perplexo.

-Eu sei, mas você é melhor. – Levantou-se e beijou a testa de Apolo. - Garotas, procurem galhos finos, eu procuro troncos grossos

E assim, Apolo e Ártemis conseguiram salvar a garota, sorte deles que estavam perto do acampamento meio-sangue.

Apolo e Ártemis carregaram a garota até o acampamento. Apolo ficou impressionado com o cuidado que Ártemis tinha com suas caçadoras. Era um cuidado de mãe. “Como ela cuida assim das caçadoras, mesmo colocando elas em risco, ela as tratam como filhas.” Apolo não conseguia desviar isso dos pensamentos.

-Mais alto, Apolo. Levanta a maca, Apolo!

-Calma, maninha, eu sou o médico aqui, ok?

-Ah, mas você não está agindo como um médico e… -Annie acordara. Não se mexia, mas estava consciente, mesmo com a costela aberta.

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-Ártemis…

-Sim?

-Eu gostei da forma de como você cuida de suas caçadoras. -disse timidamente Apolo.

-Obrigada.- Ártemis refletia sobre o elogio

-E… Ártemis,quer jantar comigo hoje?- perguntou Apolo, meio envergonhado enquanto tratava a garota, desacordada na enfermaria do acampamento.

Ártemis demorara um minuto para pensar.

-Você não quer?-perguntou Apolo, desapontado.

-Sim, mas eu tenho que avisar Hermes, uma de suas filhas foram feridas. Tem um dracma?

-Tenho, mas você ainda não aceitou.

-Sim, eu aceito jantar com você hoje, mas me de o dracma, e a mangueira do jardim. E pode pedir a Hélio baixar o sol? Tipo, sei lá, telepatia?

-Eu? O deus do sol com outro deus do sol? Será?-disse com ironia

 

 

Capítulo 3: Apolártemis

~No Olimpo
Ártemis e Apolo entraram no templo de Afrodite, e ela estava em seu trono, com um longo vestido de seda rosa claro e branco. Seu cabelo estava solto, e, antes que os irmãos pudessem perceber, Afrodite gritou, feliz:
–Ai Zeus! Vocês se amam! Estão até de mãos dadas! Que fofos!
Os dois coraram muito. Afrodite percebera.
–Porque estão com vergonha do amor?
Ártemis olhara para as mãos dadas, corando, e separou-se.
–Isso não tem graça, Afrodite- disse Apolo, quase gritando.
–Mas eu não fiz nada- argumentou Afrodite, quase miando, de tão assustada.
–Afrodite, você sabe que ela não pode se envolver com homens. E eu sou o deus dos solteiros, eu não posso gostar tanto de alguém quanto eu gosto dela- gritou Apolo, sem perceber no que disse- e… Ai, Zeus, falei demais. Demais.
–Aawn, você tá amando!- berrou Afrodite, feliz.
–Afrodite, você não percebe a gravidade da situação? Você é louca mesmo, nosso namoro…- disse Ártemis
–Casamento, talvez- sussurrou Apolo, logo depois percebeu no que falou.
–Ok… Nosso amor é proibido, literalmente, eu não posso namorar, e ele, bem, ele é o deus dos solteiros, Afrodite.
–Me chame de Afrô, querida.
–NÃO! Afrodite, isso é grave, eu jurei jamais me envolver com homens. Você sabe disso, todos sabem disso- Ártemis agora gritava.
–Mas eu não fiz nada dessa vez, eu jamais faria, eu sei do seu voto, Ártemis- Afrodite tentava argumentar.
–Como assim? Não foi você? A deusa do amor não fez nós nos apaixonarmos?
–Você se apaixonou por mim?- Apolo agora sorria, exibindo sua felicidade e seus dentes super brancos, depois que Ártemis disse aquilo.
–Mas… Tem um jeito de vocês se apaixonarem sem eu me envolver, é difícil, mas… Pode ser.
–Como? Fala criatura- Ártemis estava quase louca.
–É meio difícil isso acontecer- continuou Afrodite- principalmente no seu caso, que jurou nunca se envolver com outro homem e… Bom, se o amor for muito forte, se os dois sentirem isso, se os dois quiserem realmente, se… o amor for realmente muito forte, vocês podem se apaixonar sem eu me envolver.
–Mas… eu não amo ele.
–Querida, não negue, isso só piora.
Ártemis bufou. Queria ser uma deusa caçadora, mas queria Apolo.
–Tem como vocês terem um tempo ausente de suas responsabilidades… Mas vamos precisar da ajuda de Hécate.
Lá foram, os três, Apolo e Ártemis com o rosto pegando fogo.
–Hécate, precisamos de você!!-Gritou Afrodite, entrando sem bater na porta nem nada parecido
–Querida, avisar que está chegando é bom e…- Hécate olhou Apolo e Ártemis próximos e vermelhos- você conseguiu unir os dois?
–Não fui eu, poxa, foi amor incondicional e proibido. Não me envolvi nisso. Mas vou me envolver. E você também.
–Como assim?- perguntaram os três em uníssono.
–Aii, estão mais lerdos que Poseidon hoje né?- eles pareceram ofendidos- Você, querida- Afrodite abraçou Hécate- vai preparar uma pequena poção, que os dois vão tomar “acidentalmente” e vão virar adolescentes. Assim, sem seus poderes, também ficarão livres de suas responsabilidades.
–E nós vamos poder namorar- Ártemis completara.
–Isso- concluiu Afrodite- e, a poção tem que durar, para não criar suspeitas de que fizeram de propósito só para ficarem juntos. E farão só uma vez, ou de vez em quando.
–Então… Ação!- disse Hécate.
E assim prepararam uma poção, que estava com uma cor atraente, um laranja muito bonito, não era morto nem vivo demais.
–Agora, vou precisar de ajuda, na taça de vocês, na hora da ceia (olha que chiques) vocês vão pedir qualquer bebida, e vão dizer o seguinte depois que pedirem: “Aqui, Hécate realizará seu feitiço de amor 1321442239 sobre nós…
–Como a gente decora tudo isso de números?
–Ou então…- disse Hécate fitando Apolo, como se decorar os números fosse facinho- vocês pegam esse vidrinho -ela ergueu o vidrinho com um líquido roxo- e pingam as gotas nele. O resto é comigo- ela deu um sorriso bondoso a eles.
–E… quanto tempo estaremos livres?- indagou Ártemis.
–Depende de quanto vocês quiserem.
–Qual o tempo máximo?- Apolo fitava Afrodite, olhando o caderno de poções na parte “amor”.
–De dois a três anos. Se tiverem sorte, no máximo três anos e meio.
–Fortuna, me ajude- disse Apolo
Ártemis o abraçara, e pedira mentalmente: “Fortuna, seja bondosa conosco, por favor, uma vez, ajude a nós dois.”

Capítulo 2: Apolártemis

-No restaurante

Ártemis estava vestindo uma blusa justa. Meio ousada, por ser Ártemis. A blusa tinha um desenho de lua, e uma saia preta, de babados. Estava em sua forma humana de 16 anos, ao invés de 12, sua forma preferida.

-Oi Ap…-Ártemis se interrompera. Haviam mortais no lugar.

-Brian- Apolo dissera, exibindo seu enorme sorriso.

-Jennifer- Ártemis também sorria muito.

-Vamos sentar?- perguntou Apolo, abraçando-a.

Foram para um lugar sem muitas pessoas, um canto perto da saída. Ártemis estava com seu arco-e-flecha, que estava disfarçado de anel.

-O que vão querer?- a garçonete perguntara.

-Uma salada simples- pedira Ártemis

-Hum, dois refris médios, uma porção dois pra mim e uma porção 7 pra ela. Foi isso que me pediu, né, Jenn? Um refri médio e uma porção 7.

-É, foi isso mesmo- Ártemis fuzilava Apolo com seus olhos pretos.

A garçonete saiu mais rápido que chegou. A noite esfriara e entrava um leve vento da janela.

-Que foi, maninha?- Apolo parara de sorrir

-Eu não sou sua ‘maninha’. E porque você queria jantar comigo?

-Porque eu quero parar de brigar com você. Queria te abraçar com você querendo o abraço. Queria poder ficar com você de vez em quando.

Ártemis levantara e se sentara ao lado dele. Ele a abraçara, seu abraço quente fez a lua brilhar um pouco mais na hora.

-Eu te amo, mana.

-Eu também te amo.

A comida chegara. Apolo fizera uma pequena chama no canto da mesa, num cinzero, e despejara uma pequena parte de sua comida e falou:

-À Ártemis.

Ela fez o mesmo e falou:

-À Apolo.

Sorriram por um grande tempo, até que pararam. Hipnotizaram-se um pelo outro, até que Apolo levantou, convidando Ártemis à levantar. Passearam pelo quarteirão, que parecia bem longo.

-Qual sua constelação preferida?- perguntara Apolo, olhando para o céu.

-A Caçadora.

-A minha também- A lua brilhou ainda mais. –Então… Você está feliz?

-Sim- disse Ártemis, corando a 500º

Apolo riu. Ele sentira o rosto de Ártemis corar. Queimar.

Pararam em frente à uma casa, branca, com telhado triangular, um portão branco de altura média e um jardim cheio de rosas de várias cores: rosas, amarelas, brancas, vermelhas. Apolo colhera uma flor vermelha, sem ligar para os espinhos.

-Para você- disse Apolo, sorrindo um pouco, e mostrando seus dentes super brancos.

A lua brilhava cada vez mais, dava para apagar a luz dos postes e, ainda assim, daria para um ver o outro.

Apolo chegava cada vez mais perto de Ártemis, que não recuava, esquecera que jurou nunca mais se envolver com um homem. Até que então, Apolo encostou seus lábios nos dela, envolvendo seus braços nas cinturas delas, e ela, envolvendo seus braços no pescoço dele. Foi um longo beijo, calmo e sem ninguém para interromper. Um longo beijo cheio de ternura e carinho.

-Eu te amo muito, estou esperando esse beijo há séculos.

-Eu te amo muito também, mas… Eu não esperava esse beijo… Eu não posso me envolver com homens, e você sabe disso.

-Não, não sei- Apolo tirara a franja caída do rosto de Ártemis. - só sei que não podia mais aguentar ficar sem você. Nem mais um dia. Nem um só dia.

Ártemis ficara sem reação. Apenas voltaram a caminhar. Apolo a levara para a casa dela. Ela realmente tinha uma casa. Grande, porém pouco utilizada.

-Quer alguma coisa?- perguntou Ártemis, olhando a geladeira, enquanto Apolo entrava na cozinha.

-Um suco, ou água, ou qualquer coisa pra beber.

-Legal, suco de laranja então- disse Ártemis, indiferente.

Sentaram-se os dois na mesa. Apolo deu um grande gole no suco, enquanto Ártemis observava o seu próprio suco, preocupada.

-Apolo, você sabe que não podia ter te beijado, né?

-Sim, eu sabia, mas…

-Mas nada, Apolo, você sabe que jurei nunca ter nada com nenhum outro homem- Ártemis o cortou, nervosa.

-Eu sei disso, mana, mas eu não aguentava mais. Não aguentava mesmo.

-Eu não te entendo! Porque eu? Sabe, você é o deus dos solteiros, e eu sou uma deusa casta, e pura. Isso é totalmente proibido.

-Mas, talvez… Ahn, Afrodite está brincando com a gente.

-Vou tirar satisfações com ela, agora.

-Ok. Vai lá, que eu te espero- disse Apolo, olhando o copo vazio.

-Mas como você é burro, né? Vamos nós dois, juntos, AGORA- disse Ártemis puxando o copo da mão de seu irmão.

Os dois desapareceram da cozinha em uma luz prata, como um flash e uma luz dourada.

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