— Onde é o problema, menina?
— Aqui, em meu coração.
— E o que sentes?
— Amor, doutor. E dói.
—  Andressa Andrade

"Eles eram opostos, como fogo e gelo. Ela sempre calorosa demais, viva demais, se entregando de corpo, alma e coração a ele. Ele sempre frio demais, um pouco distante, mas nunca resistindo aos charmes dela. Opostos que se encaixavam, se completavam. Nem os choques térmicos de tanta oposição interferiam no que sentiam um pelo outro. […] Eram como verão em pleno inverno, nunca outra estação. Não pareciam combinar, ao menos era o que achavam, pois quem os via sabia que tinham sido feitos um para o outro. Ele não tinha nada dela, ela não tinha dele. Talvez era isso que os tornavam perfeitos para ninguém mais além deles mesmos." — Andressa Andrade

"De tanto te amar, não dei amor a quem mais merecia qualquer sentimento vindo de mim. De tanto te querer, tornei-me cega para o que eu realmente precisava. De tanto correr atrás de você, deixei de seguir sonhos e acabei por perdê-los. De tanto procurar maneiras de te fazer sorrir, fiz com que lágrimas caíssem dos olhos de quem sempre esteve ao meu lado. De tanto lutar sozinha, feridas incuráveis foram tomando conta de tudo o que há em mim. De tanto ansiar pelo calor do seu corpo, meu coração foi se tornando frio como pedra. De tanto te esperar, desisti de seguir em frente e fui deixada para trás. De tanto viver por você, esqueci de viver por mim." — Andressa Andrade

"Era uma falta, um vazio, uma completa inexistência de algo que dominava o seu peito. Ela se sentia só, nostálgica e sem vontade para coisa alguma, exceto reviver todos aqueles momentos que fizeram parte de um passado agora distante. Mantinha todas as lembranças que podia guardadas em seu coração, caixas e lugares espalhados por onde passou. Ela sabia que nada mais voltaria a ser como antes, mas continuava a desejar tudo em seu futuro. A saudade a completava, a esperança a mantinha firme. Já as possibilidades? Ela preferia não pensar, não queria desistir sem antes lutar." — Andressa Andrade

"Ela se sentia solitária, mesmo quando estava cercada por milhares de pessoas. O que acontecia? Bem, ela não queria quantidade; queria cuidado, carinho e proteção, coisa que ninguém dava à ela. Alguns fingiam se importar, ouviam suas palavras, mas nunca o que ela realmente dizia. Outros passavam horas ao seu lado e a abraçavam vez ou outra, mas onde estava aquele conforto que deveria sentir? Em um lugar bem distante, talvez, pois ela sabia que nada era tão sincero. Mas não havia momentos em que ela se sentia segura, amada, protegida? Sim, havia. Quando ela pegava uma velha caixa de recordações em baixo de sua cama e tirava fotos, cartas e objetos que a lembravam de um amor antigo que a fez se sentir única e especial, mas que teve que acabar, assim como todos os sonhos que a cercavam." — Andressa Andrade

"Meio deslocada, sem realmente sentir que aquele era o local ao qual era destinada a pertencer, ela vivia os seus dias de forma monótona. Sem nenhuma novidade em sua vida, tudo era rotina. Desde o acordar até a hora de dormir, fazia sempre as exatas mesmas coisas. Pensava e repensava em sair por aí, buscar por novos amores, novas experiências. Queria experimentar, se arriscar, saborear novos ares. Porém, tinha medo das consequências. Aquela, apesar de tudo, era a sua zona de conforto. Não era exatamente o seu lar, mas era onde, desde sua infância, acostumara-se a morar. Como se habituaria em um novo lugar, com pessoas e paisagens diferentes? O que faria se tudo desse errado? “Esse medo não irá vencer”, disse ela ao preparar suas coisas e tomar um novo caminho, pronta para mudar o seu destino." — Andressa Andrade

"Eu odeio o fato de ser tão dependente de você. Odeio nunca conseguir fingir que você não existe ou que o meu coração não dispara só de ouvir o seu nome. Odeio lembrar do teu sorriso e, ainda mais, de saber que há tempos deixei de ser motivo deles. Odeio chorar de saudades e saber que a única coisa que me acalmaria é a sua voz. Odeio tentar ficar brava com você, mas sempre rir com as coisas que me diz. Odeio ouvir aquela minha música favorita e só conseguir lembrar de você. Odeio ver casais apaixonados andando de mãos dadas e imaginar nós dois no lugar deles. Odeio ter que fingir estar bem e que nada aconteceu, quando me perguntam sobre você. Odeio tanto, mais tanto, que não consigo evitar coisa alguma. Odeio tanto você, que não consigo deixar de te querer." — Andressa Andrade

"Quem nunca ouviu uma música e sentiu que ela foi feita para si? Todos já se sentiram assim e nós sabemos que não há exceções. A música transmite paz, calma, conforto. Ela nos envolve de uma forma que não dá pra resistir, é como se fosse o abraço de alguém que amamos e que não conseguimos recusar. Algumas nos fazem querer dançar, outras nos fazem rir e até mesmo chorar ou refletir sobre a vida; algumas nos fazem lembrar de momentos e pessoas, outras nos fazem esquecer o mundo a nossa volta. (…) A questão é que a música está sempre a nossa volta e dentro de nós, sendo a trilha sonora de uma paixão, marcando uma data especial ou tocando ao fundo da memória daquela festa que foi a melhor da sua vida. Não dá para negar que ela nos conquista e nos embala, virando um vício para qualquer um. E não importa se você canta, toca, compõe ou apenas ouve, a música faz parte das nossas vidas e isso é algo irreversível." — Andressa Andrade

”(…) Não que isso signifique que ninguém me entende, só estou dizendo que é um tanto… Complicado, sabe? Eu sou complicada, meio incerta e errada. Talvez haja quem realmente me compreenda, mas não acredito que seja completamente. Nem eu me entendo o tempo todo, só em alguns — e raros — momentos. Sei lá, é bem provável que tenha algo errado comigo. Mas e se eu não for o problema? E se forem as outras pessoas? Elas também são estranhas, até mais do que eu. De qualquer forma, eu só queria que tudo fosse um pouco mais fácil. Seria bom viver em um mundo onde não existissem tantas diferenças, onde a paz reinasse sobre o ódio. Seria, apenas.” — Andressa Andrade

"Amar sem sofrer não existe. Você pode ter um relacionamento dito “perfeito”, mas mesmo assim ainda irá sofrer. Vez ou outra o medo de perder a pessoa amada irá te dominar, o coração parecerá tão pequenino, tão apertado pra tanto sentimento, quase a ponto de querer explodir em seu peito. Maus pensamentos irão invadir a sua mente e você não conseguirá impedi-los disso, pois seu cérebro dirá o quanto é possível que qualquer coisa aconteça. Quando as brigas começarem, você irá se questionar se vai continuar dessa maneira ao invés de pensar no que fazer para evitar tantas discussões, pensar e não tentar de uma vez pode ser enlouquecedor. Muitos irão dizer-te para não continuar com esse amor, que para eles não dará em futuro algum — ou dará, é aí que encontram o problema — e farão qualquer coisa para que você desista. Mas você realmente irá desistir apenas por alguns sofrimentos e complicações? E todos os bons momentos, todos os sonhos e planos? Dói, mas vale a pena. Não desista do amor, sem antes lutar por ele." — Andressa Andrade

"E se hoje você tivesse a sua última chance de concertar tudo, de dar um novo rumo à sua vida? […] Pense nas coisas ditas e em todas aquelas que ficaram presas em sua garganta, nas coisas que ouviu e viu, nas coisas que apenas o seu coração pode sentir. Pense em todos os sonhos que um dia quis realizar, mas que algum motivo te fez desistir de lutar por eles, nos planos não concretizados e nas promessas que se deixaram levar junto ao vento. Pense nos amores não correspondidos e nos que, apesar de recíprocos, não tiveram um futuro, nas amizades que acabaram por besteira e nas pessoas que precisaram partir. Pense nas boas ações feitas e nas más que deveriam ter sido impedidas, nas vezes que riu e nas horas em que não conseguiu conter suas lágrimas. Enfim, pense no passado, pense em tudo o que fez até agora e como cada atitude te trouxe até aqui. Agora imagine se, nesse exato momento, você pudesse simplesmente apagar tudo, sem deixar vestígio algum, e recomeçar. Sem lembranças, sem marcas deixadas pelo tempo e sem feridas que insistem em não cicatrizar. Você iria querer isso? Deixaria tudo para trás e criaria um abismo que nunca mais te permitiria se quer pensar em voltar e recolher todas as suas memórias? Sem passado, sem histórias. Sem histórias, sem lições e aprendizados que só uma vida repleta de alegrias e, sem dúvida alguma, tristezas, pode ensinar. Acha mesmo que isso faria alguma diferença? Acha que esquecer todas as dores, todas as decepções e corações partidos, resolveria alguma coisa? Pois bem, não resolveria. Por quê? Seria como na infância, sem ter o que pensar e com o que se preocupar, até alguns anos se passar e a vida começar a cobrar além do que você pode dar. E então? Aconteceria tudo de novo, tão pior quanto na primeira vez que você resolveu apagar, ou até mais. Não há o que mudar. A vida não é fácil, nunca foi e nunca será. Mas com o tempo, após tanto viver e aprender, você se acostuma, por mais difícil que seja. Até lá? Aguente! Não queira se livrar dos obstáculos que aparecem nem das cicatrizes deixadas, isso tudo te deixa mais forte e uma hora começa a te incomodar um pouco menos, quase nada" — Andressa Andrade

"Então vai, se afasta e segue o seu caminho. Continua indo em frente sem hesitar, sem olhar para trás ou pensar em desistir. A escolha foi sua, ninguém lhe obrigou a fazer o que não queria. Pois é, todas as atitudes tomadas tem seus prós e contras. Talvez tenha sido melhor assim, um pra direita e outro pra esquerda, cada um seguindo o caminho oposto ao do outro. Mas cuidado. Caminhos opostos também podem levar para o mesmo destino e, mais cedo ou mais tarde, duas vidas podem voltar a se cruzar. E pelo jeito isto já está acontecendo. É você ali ao longe, mas perto o suficiente para que eu consiga enxergar? Você parece cansado de lutar para manter dentro algo que insiste em sair do seu interior. Ah, o arrependimento anda corroendo tudo que há em você, não é? Eu sinto muito, bem lá no fundo, mas sinto. Porém, vê o meu sorriso? Vê o brilho em meu olhar? Eu estou bem assim. Todos os sentimentos se foram junto com os passos que deu para longe, mas perderam-se no caminho de volta." — Andressa Andrade

Quando o mundo todo parece estar contra você, quando cada sonho vai sendo destruído e quando supostos amigos lhe viram as costas. Quando ouve um adeus sem saber o porque, quando já não suporta aquela música tocando e quando cada lembrança queima uma parte de você. Quando o sol fica tão obscuro quanto a noite, quando até a brisa suave começa a lhe machucar e quando respirar já não é algo simples. Quando as lágrimas e a agonia parecem não acabar, quando viver deixa de ser prioridade e você apenas existe e quando nem o fim parece ser a solução. O que fazer? (…) Os caminhos se tornarão ainda mais difíceis, cheios de obstáculos e desafios. Atalhos não te levarão a lugar algum e os seus pés se cansarão de tanto caminhar. Você se perderá mais um pouco, terá que se esforçar em dobro. Se quiser algo, jamais poderá desistir antes que essa jornada acabe. Mas lembre-se que um fim também significa um novo começo, e lembre-se que eu estarei lá.
—  Andressa Andrade, you can (fix you)rself — with me.

"Sou complicada, difícil e um tanto quanto indecifrável. Se você tentar entender o que se passa dentro de mim, é capaz de quase enlouquecer — e não duvido que até seja capaz disso realmente acontecer. Talvez isso explique porque eu sou tão estranha e, às vezes, indecisa. São tantos pensamentos, vontades e maneiras de agir que nem eu mesma me entendo por completo. Loucura, não? Talvez. Mas a questão é que, a cada dia, ao invés dessa complexidade toda que existe em mim diminuir, ela só aumenta. Aumenta, preenche e transborda. Pra todos os lados e direções, atingindo a todos à minha volta. Uns acham ruim, outros até gostam. O complicado é interessante, não é? No meu caso, nem sempre. Às vezes faz com que as pessoas se afastem, com que eu mesma me isole ou com que seja criada uma espécie de barreira que delimita até onde é permitido ir. Mas, também, às vezes faz com que se aproximem só para tentarem decifrar todo o mistério que me envolve. Sorte a minha, quem sabe assim acabam tendo motivos o suficiente para continuarem por perto — ou, pro meu azar, para partirem o mais depressa que puderem." — Andressa Andrade

"Talvez aquela não fosse a vida que escolheu para si mesma, aliás, quem iria querer viver dessa forma? Mas não lhe restaram escolhas. Depois de tudo que precisou enfrentar, foi a única saída viável para todo o seu descontentamento. Tornar-se fria, amarga e, às vezes, tão distante de tudo e todos, foi o que a fez deixar de apegar-se tanto àquilo e àqueles que apenas a faziam mal. Foi o que a fez conseguir voltar a sorrir, mesmo que de maneira vazia e fosca por não haver um motivo por trás de cada sorriso dado. O que a fez viver, mesmo sem nunca estar completa e vendo seus sonhos — agora meras lembranças de quando ainda acreditava que tudo podia — tão inalcançáveis." — Andressa Andrade

"Amar demais não é falta de inteligência, não é tempo perdido ou um futuro coração partido. Também não é coisa de quem não sabe aproveitar a vida, não é para tolos e, muito menos, para fracos. Amar demais é querer dar de uma só vez tudo o que está preso em seu coração. É querer deixar ser livre todo aquelhe sentimento que lhe habita e é a esperança de que lhe devolvam da mesma forma. Amar demais é ser forte o suficiente para aguentar uma talvez-futura rejeição e ser esperto para não confundir tal loucura com uma mera paixão. É, inúmeras vezes, aguentar se manter calado até a hora certa para não deixar que a pressa estrague o que pode dar certo, mesmo sem saber até onde ir com esse silêncio. Amar demais é se entregar, é se arriscar, é colocar em risco algo que pode ser tudo ou nada. É sentir, é falar, é sonhar e demonstrar. É ver com o coração e testar com a imaginação. Amar demais, nunca é demais. Amar demais é amar na medida certa, na medida em que o amor se deve existir." — Andressa Andrade

"Como és bobo e ingênuo, coração. Não vê como as pessoas já te machucaram? Elas te deixaram fraco, batendo lentamente e cheio de cicatrizes. Sempre saístes perdendo com o que sentias, sendo abandonado e despedaçado. Houveram até dias em que a esperança perdeu o sentido e foi sendo sugada pela sua dor, mas, mesmo assim, tu insistias em acreditar em falsas promessas. Confiava em quem te oferecia palavras duvidosas, com segundas intenções tão maldosas e injustas e sempre acabava tendo o mesmo fim. Era partido em mil e um pedaços — às vezes, até mais do que isso. Agora diga-me: valeu a pena tanta dor? Tanto sofrimento? Tantas lágrimas de sangue que fazias brotar em minha face? Tudo isso apenas tornou-te frio, impenetrável, inacessível. E o que aconteceu graças à isso? Quando chegou quem iria finalmente cuidar, proteger e zelar por ti, você resolve descontar tudo de ruim que já vivestes, tornando a sua história, a dele. E assim formou um ciclo de corações partidos e corpos frios. Um ciclo interminável, inquebrável." — Andressa Andrade e Emelin Fernanda

"Eu não quero que, daqui alguns anos, eu olhe para a minha vida e sinta que ela está incompleta. Não quero precisar me iludir, me encher de palavras e memórias vazias, de supérfluos para me sentir bem. Não quero dizer que apenas empurrei a vida para frente, sobrevivendo aos altos e baixos que me apareceram e lamentando por cada amanhã que poderia ser pior que o ontem. Não quero pensar que me afastei de tudo e todos, que tive uma vida solitária e sem emoções. Eu quero ter histórias para contar e, principalmente, ter para quem contar. Quero momentos divididos, felicidades compartilhadas. Quero poder dizer que eu soube aproveitar a vida, que vivi ao máximo cada segundo que tive a chance de passar ao lado de pessoas que fizeram a diferença. Na verdade, eu também quero ser a diferença, não só em vidas alheias, mas, principalmente, na minha própria vida." — Andressa Andrade

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