Como se estivesse sofrendo, como se estivesse se afogando em um mar de angustias sem fim. Como se a vida não passasse disso. Hora de acordar, nem tudo é como nós queremos, a vida tem altos e baixos, basta você encara-los, enfrentar e prosseguir.
—  Victoria SP.

Quero ser tua. Quero sexo toda a noite. Quero um casamento lindo. Quero dois filhos. Quero poder chegar em casa e ouvir as crianças gritando “olha a mamãe chegou” e correndo virem me abraçar. Quero poder deitar ao teu lado e olhar você pegar num sono. Quero poder te beijar enquanto ler. Quero assistir televisão contigo de madrugada. Quero cuidar dos nossos filhos juntos. Quero te ver indo se arrumar para o trabalho. Quero sair contigo durante a noite para aqueles restaurantes chiques, tomar um bom vinho e aproveitar a noite só com você. Quero poder te encarar para você ficar sem graça e depois rir, dizendo que você é lindo. Quero viver o resto da minha vida contigo. Quero juras de amor. E ai sim, eu serei essa mulher realizada, mas só se for contigo, porque se for com outro alguém não será o mesmo. — Danielle M. (verdades-sao-precisas)

Diário de uma suicida
Ando pensando em várias coisas, minha mente é um deposito de pensamentos impróprios, pensamentos suicidas, lembranças e mágoas. Ah… quantas mágoas. Às vezes parece que nasci para sofrer, porque porra, que droga de vida. Acho que o cara lá em cima não gosta de mim não. Anda tudo tão confuso, tão exausto, tão estranho. Já cansei de escrever aquelas cartas de “dar a volta por cima” se nem eu mesma conseguir. Cada dia que passa estou entrando cada vez mais nesse abismo de decepção, que é a minha vida, e olha já está tão fundo. De uns tempos pra cá eu vim mudando, e não foi pouco, mas ninguém reparou ainda. Talvez reparem só quando essa história estiver com um ponto final, aí sim, talvez, eles percebam. Meu modo de ser ficou pra trás, e agora tanto faz. Fui obrigada a mudar, a vida me castigou, ou será que foi o cara lá em cima? Não sei. Ando tão “sei lá”, “não sei”. Nem tento mais entender o que se passa aqui dentro de mim. Para no final eu me aprofundar mais nesse abismo e sofrer mais? Mais do que eu sofro? Não obrigada! Preciso de mais uma garrafa de vodka. Preciso beber para tentar esquecer, ficar feliz pelo menos uma noite, feliz sem motivo, porque afinal, que motivo teria para estar feliz?

Dia 1: Acordei às 15h da tarde com meus pais brigando, mais uma vez. Aquilo já vinha acontecendo a mais ou menos três meses. Desci, mas não almocei, apenas tomei meu remédio para emagrecer, e fui ver se conseguia vomitar, mas nada, não saia nada. Bebi um pouco de vodka, nada pra ficar bêbada, bebi de costume já. Sai, marquei de encontrar umas amigas. Voltei pra casa ia dar duas horas da madrugada. Meus pais estavam acordados, entrei e eles não falaram nada, não ligavam para que horas eu chegasse, não estavam nem aí para mim, novidade. Me arrumei, tomei umas 4 capsula daquelas para emagrecer, por mais que as pessoas falassem que eu estava magra, eu não ligava, eu não me via assim, estava gorda, uma obesa, não estava satisfeita com meu corpo, de uma forma ou de outra tinha que emagrecer. Sai para uma balada com umas amigas. Bebi muito, me diverti, fiquei louca, não estava ligando para a tristeza, para a magoa. Estava tão bêbada que acabei transando com um garoto qualquer da balada. Ele até que era bonito. Mas quase não me lembro de nada.

Dia 2: Acordei na casa do garoto, acordei assustada, não sabia o que estava fazendo ali. Mas já que eu estava no inferno, não custa nada abraçar o capeta. Transei com ele de novo, que gostoso. Nunca havia transado com alguém como esse garoto. Fui para casa ia dar 17h da tarde, mais uma vez, entrei, meus pais apenas me olharam, não perguntaram nada. Fui para o meu quarto, me tranquei e comecei a chorar, chorar sem motivo. Precisava beber, então tomei uns seis copos de vodka. Depois de um bom tempo me olhando no espelho, decidi sair para essa mesma balada, talvez encontrasse esse garoto de novo. Meia noite, já estava pronta, dessa vez fui sozinha. A caminho da balada, dois caras me abordaram e me assaltaram. Pegaram só minha bolsa, não tinha nada ali mesmo, só alguns remédios para emagrecer. Nem dinheiro tinha. Estava tranquila, nem as coisas mais absurdas da vida me fazia ter medo. Entrando nessa balada comecei a dançar, depois de estar cansada, fui beber mais um pouco, bebi muito. E acabei encontrando esse garoto de novo. Eu queria transar com ele, e ele também queria transar comigo, mas dessa vez não fomos a casa dele, transamos mesmo no banheiro de deficientes físicos. Depois de uma boa transa, saímos. Ele foi pra casa, e se não tivesse ido não me interessava. Eu continuei na festa, bebi mais, tomei meus remédios, consegui até vomitar, beijei vários garotos, até transei com mais um, mas nada se compara com o outro. Afinal, eu não sei o nome dele. Precisava descobrir.

DIA 3: Não sei como, mas só fui acordar um dia depois da festa, ou seja, passei um dia inteiro dormindo. Acordei com uma ressaca, uma vontade de ficar na cama. E foi isso o que eu fiz, não comi, só vivia a base dos meus remédios. Não sei o que deu em mim, mas fiquei deprimida, e comecei a me cortar. Ouvi meus pais brigando de novo, quando abri a porta do quarto para ver, consegui ver minha mãe rasgando a roupa do meu pai com a própria unha, os dois gritavam, minha mãe pegou as roupas do meu pai e jogou pela escada e mandou ele sair de casa. Ele não saiu, então houve mais gritos, e foi quando ele obedeceu, não sabia pra onde ele iria. Então voltei para o meu quarto e me tranquei de novo, chorei, me cortei, bebi, vomitei, tomei mais remédios, e vi que aqueles não estavam adiantando, queria provar algo mais, então sai, arrumei maconha, e comecei a cheirar, que sensação boa, precisava mais daquilo, estava lá viajando, e quando vi um garoto passando, ele me chamou, eu não fui, então ele veio até a mim, e eu reconheci ele, era o garoto da balada, o que transava bem. Então ele me levou para a casa dele e lá transamos de novo. Dormi com ele, acordei transamos de novo, dormimos, acordamos e transamos de novo, pelo visto os pais dele não estavam em casa. Passei o dia todo na cama com ele. Quando estava cansada resolvi ir embora.

DIA 4: Cheguei em casa ia dar 7 horas da manhã. Subi para o meu quarto e fiquei acordada, bebendo, tentando vomitar, tomando meus remédios, fumando maconha e me cortando. 13h e eu acabei pegando num sono. Acordei era 2h da madrugada, resolvi ir para a mesma balada porque lembrei que não tinha perguntado o nome do garoto. Chegando à balada, ele me chamou e ficamos conversando. Pedro era o nome dele. Depois de conversar, fomos dançar, bebemos, nos beijamos, e fomos a um motel, transamos, e foi quando eu percebi que estava realmente na merda. Estava ficando apaixonada.

VÁRIAS SEMANAS DEPOIS: Toda noite fazia sexo com Pedro, continuava fumando maconha, me cortando, tentando vomitar, e tomando meus remédios para emagrecer. Era 18h quando Pedro me ligou me chamando para ir na casa dele, fui, os pais dele não estava em casa. Transamos. E então resolvemos sair para uma balada. A caminho, avistamos dois homens de preto, estranhos. Então fomos acelerando o passo. Depois de um tempo assim, os homens continuavam a nos seguir, e do nada eles começaram a correr, então nós corremos. Então um dos homens começou a tirar, e uma das balas pegou nas costas de Pedro, bem do lado do coração. Eu fiquei em estado de choque, parei, o empurrei para um barzinho que estava aberto, e lá um monte de pessoa me ajudou. Os ladrões se perderam e não nos acharam mais. Eu chorava, chorava muito. Puta que pariu, a primeira pessoa que eu me apaixono, acontece isso com ela? Pedro morreu em meus braços. Minha dor era tanta que não aguentei, fui embora para outro bar, bebi muito, sai e fiquei uma rua onde tinha um monte de jovens se drogando. Comprei maconha, fumei muito, depois comprei um remédio para me suicidar. Fui para casa, escrevi uma carta para meus pais. Escolhi minha melhor roupa, me vesti, coloquei uma maquiagem preta, desliguei a luz do meu quarto, tranquei a porta, deitei na cama, então coloquei aquela pílula na minha boca, e disse “que no céu eu te encontre”, engoli a pílula, então meus olhos se fecharam automaticamente. Estava morta.

—  Porque morrer de amor é a melhor forma de se morrer. Danielle Mattos
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