Hoje tive a grande honra de participar de uma palestra no meu colégio com um dos poucos sobrevivente do Holocausto ainda vivos, Aleksander Henryk Laks, hoje com 87 anos. Foi tudo muito emocionante, e o mais incrível é que ele, mesmo tendo passado por coisas indescritíveis de tão ruins, ainda é capaz de amar e acreditar nas pessoas. Foi aplaudido de pé em diversos momentos. Em um deles, ele disse que não existe raças entre nós, e sim apenas com animais como os porcos, cães e gatos. Entre nós só existe uma única raça, a humana, que é a qual todos nós pertencemos. Brancos, negros, homossexuais, heterossexuais, magros, gordos, etc.

Ele escreveu dois livros, já participou de diversos programas de televisão, entre eles o programa do Jô na Globo. Foram feitos documentários sobre sua vida.

Ele sempre faz palestras em colégios, teatros e outros lugares, nunca cobra, pede apenas 1kg de alimento para doar para quem precisa.

Nunca vou me esquecer de tudo o que ouvi hoje, é impossível deixar de lado a forma como algumas “pessoas” são capazes de agir. Não tem explicação nenhuma tudo o que esse homem viveu apenas por ser judeu.

Resumindo, ele é um judeu nascido na Polônia. Sua mãe faleceu após as complicações de seu parto e, aos doze anos, ele viu sua cidade virar ”o gueto”, um lugar onde somente judeus viviam. Aleksander nem era um adolescente quando já tinha que lidar com fome, morte e miséria. A busca por comida começou a ficar mais e mais difícil, até que Aleksander teve que embarcar com sua família para o lugar que até então era uma incógnita, e que depois descobriu ser Auschwitz, um campo de concentração/extermínio onde tudo iria piorar mais.

Aleksander viveu 6 anos em meio a fome, viu sua segunda mãe caminhar para a morte, viu seu pai morrer de disenteria e se viu sozinho tendo que recomeçar do zero quando se viu livre. Seu pai tinha uma irmã no Rio de Janeiro, e ao lembrar-se de que seu pai havia dito à família que caso eles se separassem, o encontro seria no Rio de Janeiro, ele enviou uma carta ao Comitê Judaico do Rio. Essa carta foi publicada em um jornal e chegou por acaso nas mãos da família dele.

Só lamento não ter dado um abraço nele.

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El Crossover que hará que ames el nazismo

En serio, por qué me mandáis estas cosas que estoy obligado a publicar…

Enviado por Cactilio11