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E do amor eu sei muita coisa. E da insanidade que é amar eu conheço dos sintomas aos hematomas . Eu conheço o frio na barriga, as borboletas no estomago, conheço as feridas, a dor e as noites em claro. Conheço ainda mais as marcas profundas que ficam daqueles que se vão sem olhar pra trás. É como aquela ferida que cicatriza mas não para de doer, sabe? Aquele hematoma que fica sempre ali te lembrando como é fácil você se machucar. Aquela marquinha que não incomoda, até que alguém toque e você sinta aquela dor absurda outra vez, acompanhada de lembranças que não te deixam deitar, virar por lado e dormir em paz.
Eu conheço as recaídas acompanhada das bebidas que servem pra acalmar o coração de um apaixonado, e o repertorio musical deprimente daqueles que esperam alguém pra traduzir o seu caos mascarado de “Estou bem, obrigada!”. Que esperam apenas aquele sms e ou aquela ligação que os que estão observando de fora sabem que não vai chegar. Eu conheço as tentativas falhas de se distrair: pra não ligar, não mandar mensagem ou simplesmente para não ir até lá e dizer “Porra eu estou aqui, por favor olhe pra mim”. Nesse assunto de amor eu tenho mestrado e graduação, diplomas que eu consegui: Lutando, tentando, quebrando a cara. . coisas que infelizmente a gente só aprende doando amor demais pra pessoas que amam “de menos”.
—  Carpinejando.