31-de-outubro

As pessoas ficam nessa de dia das Bruxas. Medos, Horrores, coisas do mal. Fantasmas e etc… Mas acho sinceramente… Que esse dia a gente tira realmente para colocar todos os nossos males, nossos medos, Nossas raivas, Nossas magoas, Nossos conflitos, Nossos traumas, pra fora. Um dia em especifico Para expelir tudo que nos causa mal pra fora da gente. Com isso fiquemos livres Para outras coisas. Como o amor e demais sentimentos… Espero sinceramente que esse dia das bruxas 31 de Outubro que todos chamam de todos os santos. Você possa expulsar todo o mal de você. e transforma-lo em algo que vale a pena… Aproveite… Rose Gomes

Entre o Ser e as Coisas

Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

Às almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que é de natureza corrosiva.

N’água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

E nem os elementos encantados
sabem do amor que os punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.

Carlos Drummond de Andrade

Hoje é nada mais nada menos, que um dos dias mais importantes da história e não é pelo fato de ser Halloween. Pois foi em 31 de outubro de 1981 que Lord Voldemort decretou que iria matar Harry Potter, o jovem bebê de apenas um ano, que mais tarde, como Alvo Dumbledore previu, seria o escolhido para derrotar o Lorde das Trevas. Foi nesse dia, que Voldemort foi até a casa dos Potter em Godric’s Hollow, matou Tiago e logo após Lilian, que deu a vida por seu filho Harry. Foi a partir desse dia que Harry Potter ficou conhecido como “O Menino que Sobreviveu”, pois ao ser atacado por Voldemort ficou apenas com uma cicatriz em forma de raio em sua testa. Muitos achavam que Harry era poderoso desde aquele dia, mas o verdadeiro motivo por ele ter sobrevivido, foi o amor de Lilian pelo filho, que antes de morrer invocou uma magia protetora antiga, que nem mesmo Lord Voldemort conhecia. E é por isso, que pra mim, esse é um dos dias mais importantes da história. O dia em que Voldemort foi derrotado por um poder muito maior que o dele, o poder do amor. 

Por: psycho-world

“Ele vai ser famoso, uma lenda. Eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no futuro como o dia de Harry Potter. Vão escrever livros sobre Harry. Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele!”

  Minerva McGonagall

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"Penetra surdamente no reino das palavras…"

O Fazendeiro do Ar - Curta-metragem de Fernando Sabino e David Neves feito em 1972.

"Trasgooooooooo.. Nas masmorras".... E assim se fez o Trio de Ouro

likemybedroom

Harry estava se servindo de uma batata assada em casca quando o Professor Quirrell entrou correndo no salão, o turbante torto na cabeça e o terror estampado no rosto. Todos olharam quando ele se aproximou da cadeira de Dumbledore, escorou-se na mesa e ofegou.
— Trasgo.. Nas masmorras… Achei que devia lhe dizer. — Em seguida desabou no chão desmaiado. Houve um alvoroço. Foi preciso explodirem várias bombinhas da ponta da varinha do Professor Dumbledore para as pessoas fazerem silêncio…

…Eles passaram por diferentes grupos de pessoas que se apressavam em diferentes direções. Enquanto lutavam para passar por um bolinho de alunos de Lufa-Lufa, Harry de repente agarrou o braço de Rony.
— Acabei de me lembrar da Hermione.
— O que tem ela?
— Ela não sabe que tem um trasgo aqui.
Rony mordeu o lábio.
— Ah, está bem — falou ríspido. — Mas é melhor Percy não ver a gente…

…Eles se encolheram no escuro e procuraram ver o que era quando a coisa passou por um trecho iluminado pelo luar.
Era uma visão medonha. Quase quatro metros de altura, a pele cinzenta e baça, o corpanzil cheio de calombos como um pedregulho e uma cabecinha no alto, que mais parecia um coco.
Tinha pernas curtas, grossas como um tronco de árvore e pés chatos e calosos. Segurava um enorme bastão de madeira, que arrastava pelo chão, porque seus braços eram compridíssimos.
O trasgo parou próximo a uma porta e espiou para dentro.
Abanou as longas orelhas, tentando fazer a cabeça minúscula pensar, depois entrou devagar na sala.
— A chave está na porta — murmurou Harry — Podíamos trancá-lo lá dentro.
— Boa idéia — concordou Rony, nervoso.
Eles se esgueiraram até a porta aberta, as bocas secas, rezando para o trasgo não resolver sair naquele instante. Com um grande salto, Harry conseguiu agarrar a chave, bater a porta e trancá-la seguramente.
— Pronto!
Afogueados com a vitória, começaram a correr de volta pelo corredor, mas ao chegarem num canto ouviram uma coisa que fez seus corações pararem, um grito alto e enregelante, e vinha da sala que tinham acabado de trancar.
— Ah, não — exclamou Rony, pálido como o barão Sangrento.
— Vêm do banheiro das meninas.
— Hermione!— disseram os dois juntos.
Era a última coisa que queriam fazer, mas que escolha tinham?
Dando meia-volta, correram até a porta e giraram a chave, atrapalhados de tanto pânico. Harry escancarou aporta e entraram correndo.
Hermione estava encolhida contra a parede oposta, parecendo prestes a desmaiar. O trasgo avançava para ela, derrubando as pias que estavam na parede em seu caminho.
— Distraia ele!— Harry pediu desesperado a Rony, e, agarrando uma torneira, atirou-a com toda a força contra a parede.
O trasgo parou a um metro de Hermione. Virou-se com lentidão, piscando sem entender, procurou ver que barulho era aquele. Seus olhinhos malvados viram Harry. Ele hesitou, em seguida partiu para cima de Harry, erguendo o bastão.
— Oi cabeça de ervilha! — berrou Rony do outro lado do banheiro, e atirou contra ele um cano de metal. O trasgo nem pareceu sentir o cano bater no seu ombro, mas ouviu o berro e parou outra vez, virando o focinho feio para Rony, e dando a Harry tempo para correr em volta dele.
— Vamos, corra, corra! — Harry gritou para Hermione, tentando puxá-la na direção da porta, mas ela não conseguia se mexer continuava achatada contra a parede, a boca aberta de terror.
Os gritos e os ecos pareciam estar deixando o trasgo enlouquecido. Ele rugiu de novo e avançou para Rony que estava mais perto e não tinha jeito de escapar.
Harry então fez uma coisa que era ao mesmo tempo muito corajosa e muito idiota tomou impulso e deu um salto conseguindo abraçar o pescoço do trasgo pelas costas. O trasgo não sentiu Harry pendurar-se ali, mas até um trasgo percebe quando se espeta um pedaço comprido de pau dentro da narina, e a varinha de Harry ainda estava na mão quando ele saltou e entrou direto na narina do trasgo.
Urrando de dor, o trasgo se virou e brandiu o bastão, enquanto Harry continuava agarrado nele tentando escapar da morte, a qualquer instante, o trasgo ia arrancá-lo do pescoço ou dar-lhe uma tremenda porretada.
Hermione afundara no chão de tanto medo, Rony puxou a própria varinha sem saber o que ia fazer, ouviu-se gritando o primeiro feitiço que e veio a cabeça: Vingardium leviosa!
Na mesma hora o bastão voou da mão do trasgo, ergueu-se no ar, foi subindo, subindo, virou-se lentamente e caiu, com um barulho feio, na cabeça do seu dono. O trasgo cambaleou e, em seguida, caiu de cara no chão, com um baque que fez o banheiro todo sacudir.
Harry se levantou. Tremia sem fôlego. Rony continuava parado com a varinha no ar, espantado como que fizera.
Foi Hermione quem falou primeiro.
— Ele está… Morto?
— Acho que não — respondeu Harry. — Acho que só perdeu os sentidos.
Ele se abaixou e puxou a varinha da narina do trasgo. Estava suja de uma coisa que parecia uma cola grumosa.
— Eca… Meleca de trasgo.
E limpou a varinha nas calças do trasgo.
De repente o barulho de portas batendo e passos pesados fizeram os três erguerem a cabeça. Não haviam percebido a confusão que tinham aprontado, mas com certeza alguém lá embaixo ouvira a pancadaria e os urros do trasgo. Um instante depois a Professora Minerva adentrou o banheiro, seguida de perto por Filch e Quirrell, que fechava a fila. Quirrell deu uma espiada no trasgo, soltou um gemidinho e sentou-se depressa em um vaso sanitário, apertando o peito.
Filch debruçou-se sobre o trasgo. A Professora Minerva ficou olhando para Rony e Harry. Harry nunca a vira tão zangada. Seus lábios estavam brancos. A esperança de ganhar cinqüenta pontos para Grifinória desapareceu logo da cabeça de Harry.
— O que é que vocês estavam pensando? — perguntou a Professora Minerva, com uma fúria reprimida na voz, Harry olhou para Rony, que continuava parado com a varinha no ar. — Vocês tiveram sorte de não serem mortos. Por que é que não estão no dormitório?
Filch lançou a Harry um olhar rápido e penetrante. Harry olhou para o chão. Desejou que Rony baixasse a varinha. Então se ouviu uma vozinha que veio das sombras.
— Por favor, Professora, Minerva, eles vieram me procurar.
— Senhorita Granger!
Hermione conseguira finalmente se levantar.
— Sai procurando o trasgo porque achei que podia enfrentá-lo sozinha. Sabe, já li tudo sobre trasgos.
Rony deixou a varinha cair. Hermione Granger, contando uma mentira deslavada a um professor?
— Se eles não tivessem me encontrado eu estaria morta agora.
— Harry enfiou a varinha na narina do trasgo e Rony derrubou ele com o próprio bastão. Não tiveram tempo de chamar ninguém. O trasgo ia acabar comigo quando eles chegaram.
Harry e Rony tentaram fingir que a história não era novidade para eles.
— Bem… Nesse caso… — disse a Professora Minerva encarando os três —, senhorita Granger, que bobagem, como pôde pensar em enfrentar um trasgo montanhês sozinha?
Hermione baixou a cabeça. Harry perdera a fala. Hermione era a última pessoa do mundo que desobedeceria ao regulamento e ali estava fingindo que desobedecera, para tirá-los de uma enrascada.

A sala comunal estava cheia e barulhenta. Todo o mundo estava comendo o jantar que fora mandado para lá. Hermione, porém, estava parada sozinha do lado da porta, esperando por eles.
Houve um silêncio constrangido. Depois, sem se olharem, todos disseram “Obrigado” e correram para apanhar os pratos.
Mas daquele momento em diante, Hermione Granger tornou-se amiga dos dois. Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.