É tão estranho, não é? Os bons morrem jovens. Assim parece ser quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais. E se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais, é uma dor que dói no peito. Mas vamos deixar isso pra lá, afinal, o plano era ficarmos bem já que o imperfeito não participa do passado. Além do mais, hoje o dia é tão bonito, porque há 54 anos nasceu você, que andava distraído, impaciente e indeciso, que gostava de meninos e meninas e tinha quase certeza de que não era daqui. Que nos ensinou a amar as pessoas como se não houvesse amanhã, que já estava cheio de se sentir vazio e sabia rimar romã com travesseiro. Você, que era metal, raio, relâmpago e trovão. Que via a sujeira nas favelas e no Senado, que fazia comédia com as leis, mas que tinha esperança e dizia que o Brasil é o país do futuro. Mas sabe o que é, Renato? É que a saudade começou a apertar, porque querendo ou não, é sempre só você que me entende do início ao fim. E hoje, quando a noite chegou, cada estrela pareceu uma lágrima, porque chegamos um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre, sempre acaba. Mas eu sei que você está bem agora. Com a luz e com os anjos. E espero que você consiga ver, daí de onde você está, que nada disso foi só imaginação, que nada disso foi em vão. Você provou pra todo mundo que não precisava provar nada para ninguém. E agora chegou nossa vez: todos nós, legionários, os filhos da revolução, os burgueses sem religião, o futuro da nação, estamos aqui para dizer que é de ti que não nos esqueceremos. O mundo pertence a nós, e somos tão jovens… Temos todo o tempo do mundo, mas por que esperar se podemos começar tudo de novo agora mesmo, não é? Nunca vamos deixar que alguém nos diga que não vale a pena acreditar nos sonhos que temos, porque aprendemos com você que nada mais vai nos ferir. Somos pássaro novo longe do ninho. Mas teremos coisas bonitas pra contar, e até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Você foi embora cedo demais, e essa saudade sabemos de cor, mas tudo passa, tudo passará. Um dia a gente se vê.
Força sempre.
—  Com saudades, da legionária Julia.

People always ask why such bad things happen to them, and I ask it too, and honestly, every time I think about it I get a different answer.


There’s the butterfly effect, that because you did one thing another thing happened, just like if you didn’t do the first thing a whole string of events wouldn’t have happened, and so on.

Then there’s karma, that if something bad happens to you then you deserve it because of something you did bad. That if you want good things to happen to you, you have to do good things. But sometimes you don’t realise what’s good for you and what isn’t and think the universe is just out to get you.

Luck/chance play into it. Even if something has one in a million odds, I guess somebody still has to be the one.

But then, some things happen just to happen. They don’t really have a reason. I don’t believe the universe has a cosmic grace controlling everything. I don’t believe in a God looking after me for spreading His word. I just believe I exist, that the shitty things that happen to me happen because they did, and after the fact that is all the explanation I need.


Knowing why something happened won’t change the fact that it did, and after it happens all you really need to know is that you need to deal with what’s happened, use it to better yourself, and move on.

I have to be up at 5.45am, so naturally I decide 1.59am is the ideal fucking time to teach myself more pi digits and I can’t stop because it’s all that’s on my mind

THIS WILL NEVER BENEFIT ME IN LIFE WHY AM I DOING THIS TO MYSELF

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